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Recuperação dos Volumes de Investimento Imobiliário Globais verificada no 2º semestre de 2009 deverá acelerar em 2010

Jones Lang LaSalle divulga actualização do Global Real Estate Capital Flows


Os volumes de investimento em imobiliário terciário a nível mundial revelaram, na segunda metade de 2009, sinais claros de recuperação, tendo em conta que as três principais regiões exibiram crescimento face ao 1º semestre do ano, invertendo, assim, a tendência de declínio de volumes, de acordo com a análise da Jones Lang LaSalle «Global Capital Flows». Contudo, numa análise anual, os volumes globais de transacção caíram para $US209 biliões, 45% abaixo dos níveis obtidos em 2008. O declínio do volume global abrandou, uma vez que a queda em 2009 foi menos pronunciada do que em 2008, quando os volumes caíram 50% face ao ano anterior. No pico de 2007, os volumes globais de transacção contabilizaram os $US 759 biliões.

“O crescimento nos volumes globais de transacção que teve lugar na segunda metade de 2009 em todas as regiões é um sinal encorajador, apesar dos volumes anuais estarem abaixo dos níveis de 2003, pelo que há ainda um longo caminho a percorrer”, disse Arthur de Haast, responsável do International Capital Group da Jones Lang LaSalle.
 
Volumes de Transacção Regionais 2009

Na Europa, os volumes totais de transacção em 2009 encerraram o ano nos $US 98 biliões, representando uma descida de 41% face aos níveis de 2008, e um declínio de 71% face ao pico do mercado. A Ásia-Pacífico, onde existe menor exposição à crise do crédito, sentiu o menor declínio nos volumes totais em 2009, menos 23%, para os $US 66 biliões, representando uma descida de 46% face ao pico do mercado. O Continente Americano enfrentou as realidades de mercado mais duras, com os volumes a caírem 64%para os $US 45 biliões, representando uma queda de 85% face ao pico do mercado. Pela primeira vez, o Continente Americano ficou atrás da Ásia-Pacífico em termos de volumes globais de transacção, contabilizando apenas 22% do total mundial.

Steve Collins, managing director do Americas International Capital Group, comenta: “A contínua descida nos volumes transaccionados no Continente Americano resulta da falta de liquidez no mercado e da divergência entre as expectativas dos compradores e dos vendedores. Actualmente, o fosso entre as duas partes envolvidas numa transacção está a estreitar-se e os mercados de financiamento estão a abrir-se para um nível em que os novos negócios irão recuperar ao longo de 2010. Já acompanhámos 20 grupos japoneses e alemães através dos mercados norte-americanos costeiros em busca de oportunidades de investimento prime em 2010”.
Em 2009, os investidores japoneses e norte-americanos permaneceram como os dois principais compradores directos de imobiliário terciário, mas 90% dessa actividade focou-se nos seus mercados domésticos. Os investidores alemães superaram os investidores britânicos como os terceiros maiores compradores de imobiliário a nível global. Em contraste com os investidores norte-americanos e japoneses, cerca de metade das suas aquisições ocorreu nos mercados estrangeiros.

Manuel Puig, Director Geral da Jones Lang LaSalle Portugal, comenta: “Em Portugal também se fizeram sentir os efeitos da fraca performance europeia e como tal registou-se uma queda significativa do volume de investimento em 2009, na ordem dos 40% face ao volumes transaccionados no ano anterior. O ano de 2009 ficou essencialmente marcado pelo investimento doméstico em activos de pequena e média dimensão, em contraste com anos anteriores em que grande parte das transacções de investimento era concretizada por investidores estrangeiros. Em 2010 prevemos uma ligeira recuperação e começamos já a assistir à chegada de alguns fundos de investimento core, em particular fundos abertos alemães e fundos britânicos, que voltam a estar mais atentos ao mercado português”.
 
Fluxos de Investimento Estrangeiro

Em 2009, o investimento doméstico foi dominante face ao estrangeiro, uma vez que os investidores se mostraram avessos ao risco e o crédito foi restrito. Os maiores compradores estrangeiros de imobiliário foram os fundos globais, com os investidores alemães na segunda posição.
Em 2009, os investidores sul coreanos assumiram-se como compradores estrangeiros de relevo, focando-se sobretudo no Reino Unido. De facto, os investidores oriundos da Ásia-Pacífico enquanto grupo aumentaram significativamente as aquisições em mercados estrangeiros na segunda metade de 2009, seleccionando o Reino Unido, a China e a Austrália como os principais mercados alvo.

Enquanto os Estados Unidos continuaram a ser o maior mercado em termos de volumes globais em 2009, nesse mesmo ano o Reino Unido suplantou os Estados Unidos como o maior mercado de investimento estrangeiro. Para além da rapidez na correcção dos preços, o Reino Unido beneficiou do relativo enfraquecimento da libra esterlina. Os investidores valorizam também o facto deste mercado ter arrendamentos de longo-prazo e inquilinos fortes, bem como a sua dimensão e transparência.

No Reino Unido, 54% das transacções (em termos de volumes) foram geradas por compradores estrangeiros, comparados com os 34% em França, 16% nos EUA, 12% na Alemanha e 11% no Japão.

Outlook do Mercado de Investimento Global

Perspectivando 2010, Arthur de Haast comenta: “O caminho para a recuperação dos mercados de investimento globais será um terreno incerto. Antecipamos uma subida de 30 a 40% nos volumes de investimento imobiliário directo a nível global. O Continente Americano, partindo de um nível baixo, pode estar preparado para assistir ao maior crescimento, com projecções de 50 a 60%. O volume de crescimento esperado na Ásia-Pacífico é de 30 a 50% e na Europa, o maior mercado regional em 2009, de 20 a 30%“.
 
 
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