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Lisboa

Volumes de Investimento Directo em Imobiliário na região EMEA deverão crescer 30% em 2010

Jones Lang LaSalle divulga volumes de investimento no 1º Trimestre de 2010 e apresenta perspectivas para o ano


Os volumes de investimento directo em imobiliário na região EMEA (Europa, Médio Oriente e África) alcançaram os €20 biliões no 1ºtrimestre de 2010, revelou a Jones Lang LaSalle.
 
Este valor representa um crescimento de 75% face ao período homólogo (€12 biliões), mas ainda assim permanecendo 15% abaixo dos níveis observados no último trimestre de 2009 (€25 biliões). Os volumes de transacção no Reino Unido neste primeiro trimestre foram de €7,8 biliões, concentrando mais de um terço do total do mercado da região EMEA e mantendo-se estável face ao trimestre anterior. O Reino Unido foi imediatamente seguido pela Alemanha, França e Suécia em termos de volumes de investimento no 1º trimestre de 2010, sendo que cada um destes países registou um crescimento na sua actividade face aos volumes homólogos.

Richard Bloxam, Director, EMEA Capital Markets, da Jones Lang LaSalle, disse: “O primeiro trimestre do ano é tipicamente um dos menos fortes. Os investidores não têm urgência em acelerar e em concluir negócios como acontece à medida que nos aproximamos do final do ano. Tradicionalmente, o primeiro trimestre fica quase sempre entre 20 a 30% abaixo do último trimestre do ano anterior, pelo que não interpretamos um decréscimo de 15% como um sinal de abrandamento do mercado. Esperamos que a actividade de investimento vá crescendo ao longo do ano. Neste momento, um conjunto de negócios acima dos €100 milhões e de transacção de portfólios estão já em oferta no mercado. Estimamos que os volumes de investimento directo em imobiliário terciário na Europa alcancem, pelo menos, os €90 biliões em 2010, o que será cerca de 30% acima dos níveis de 2009”.

Nigel Roberts, Chairman da EMEA Research, da Jones Lang LaSalle, acrescenta: “O maior interesse dos investidores em activos imobiliários de boa qualidade foi claramente demonstrado pelo movimento das prime yields de escritórios, que comprimiram na maior parte dos mercado europeus neste 1º trimestre. As prime yields em Londres decresceram 50 pontos base e nos mercados da Europa Continental entre 10 a 50 pontos base, sendo que apenas alguns mercados permaneceram estáveis neste indicador”.
E continua: “Apesar da recuperação económica permanecer frágil, a confiança dos empresários está, de forma geral, a melhorar e, com melhores condições de financiamento, a procura de imobiliário por parte dos investidores core está a pressionar as yields em baixa. A curto prazo, as taxas de juro continuarão a gerar oportunidades positivas de fluxos de capital para compradores alavancados, mas os investidores de longo-prazo estarão mais atentos à melhoria dos indicadores base, o que irá traduzir-se em mercados de ocupação mais fortes”.

Por sua vez, o mercado português de investimento teve ainda um comportamento tímido no primeiro trimestre de 2010, tendo apenas registado 4 operações de relevo (acima dos €5 Milhões), perfazendo um total de 141 milhões. Pedro Lancastre, director de Capital Markets da Jones Lang LaSalle Portugal, explica: “Três dessas operações foram concretizadas por três fundos imobiliários portugueses que voltam a ter alguma liquidez para activos com a máxima segurança, isto é, com qualidade, bem localizados, com bons inquilinos e contratos de arrendamento sólidos. A rentabilidade oferecida pelos fundos imobiliários nacionais é muito atractiva, pelo que se prevê que a liquidez dos fundos continue a aumentar e que este tipo de operação aconteça com maior frequência ao longo deste ano”.
 
 
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Nota aos Editores:

1. Os dados excluem transacções corporativas/plataforma
2. Os dados excluem aquisições de activos residenciais e de terrenos, bem como de promoções imobiliárias. Todos os negócios considerados movimentam volumes acima dos €5 milhões