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Lisboa

«5 Grandes» contabilizam 80% do investimento em retalho na Europa no 1ºtrimestre de 2010

Jones Lang LaSalle assessora cerca de 50% das transacções realizadas na Europa Continental


O investimento directo em imobiliário de retalho na Europa no 1º trimestre de 2010 totalizou os €5,4 biliões, mais do dobro do volume registado no 1º trimestre de 2009. Tal como a Jones Lang LaSalle previra no seu relatório «The Big 5», os principais mercados europeus continuaram a ser o principal alvo dos investidores, com os volumes nesses mercados (Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Espanha) a concentrarem mais de 80% do total das transacções de retalho na Europa.

Jeremy Eddy, Head de EMEA Retail Capital Markets, disse: “Verificou-se uma forte recuperação da actividade de investimento em retalho durante o inicio do ano e estamos muito satisfeitos de estarmos envolvidos em grande parte desta actividade. Os investidores foram incentivados pela crescente disponibilidade de capital e uma melhoria nos mercados de financiamento, sustentados pela estabilização dos mercados ocupacionais. O interesse geográfico mantém-se focado nos cinco grandes mercados, e enquanto que os investidores se sentiram confortáveis no investimento doméstico em 2009, as transacções internacionais estão agora de novo na ordem do dia. Da mesma forma, o foco em termos de produto, que inicialmente era muito dirigido a uma faixa restrita de activos prime e comércio de rua, está agora a alargar-se aos centros comerciais e esperamos que se verifique um interesse renovado no sector de retail parks e nos projectos mais tradicionais ancorados em hipermercados”.

“A Jones Lang LaSalle continuou a assessorar os seus clientes na compra e venda de produtos de investimento de elevada qualidade num mercado em que o real valor dos activos permanece pouco claro, e esperamos que os volumes de investimento continuem a melhorar ao longo do ano, com uma série de negócios importantes em pipeline, em mercados como a França, a Espanha e a Alemanha”.
 
A Alemanha emergiu como o mercado mais activo no primeiro trimestre, com as transacções a totalizarem €2,3 biliões, superando o Reino Unido (€1,4 biliões) pela primeira vez nos últimos 10 anos. A Jones Lang LaSalle assessorou cerca de 50% das transacções de retalho (em volume) no 1º trimestre de 2010 na Europa Continental, incluindo a aquisição pela Corio do portfolio da Multi na Alemanha, Espanha e Portugal, a aquisição pela Union Investment do Alexa Shopping Centre em Berlim (Alemanha), e a aquisição pela Allianz do Allee Shopping Centre em Budapeste, na Hungria.

Anke Haverkamp, Head de Shopping Centre Investment na Alemanha, comenta: “Em 2009, o mercado alemão de centros comerciais continuou a assistir a uma procura estável de investimento, sustentada pelos fundos domésticos fortes. Contudo, este ano, observamos já um número crescente de players internacionais a voltarem para o mercado alemão, e, como resultado, as prime yields foram alvo de uma compressão no 1º trimestre do ano. Esperamos que os critérios de investimento sejam mais abrangentes nos próximos meses, devido ao crescimento do número de investidores com interesse no mercado e à confiança na economia alemã”.

Os centros comerciais dominaram as transacções de retalho neste 1º trimestre, contabilizando cerca de €4,1 biliões, o equivalente a 80% dos volumes totais registados na Europa. Esta realidade foi impulsionada pela re-emergência dos grandes investidores institucionais em imobiliário, fundos e empresas especializadas que estão de volta ao mercado, tendo aplicado muito do capital que reuniram em 2009 e concentrando-se nos seus activos já existentes. O seu principal foco são os principais centros comerciais prime. O decréscimo do número de negócios (apesar do aumento importante dos volumes transaccionados) confirma as transacções de grande dimensão e o interesse nos centros comerciais. Foram concluídos 94 negócios no 1º trimestre do ano, com a dimensão média dos negócios a aumentar de €42 milhões no 4º trimestre de 2009 para €57 milhões nestes primeiros três meses do ano. Registaram-se 10 negócios com valor superior a €100 milhões, um número consideravelmente acima da média trimestral de seis negócios nos últimos dois anos.

A Corio foi responsável por mais de um quarto do volume de investimento, em parte devido à compra do Portfólio da Multi, mas incluindo também a compra do Le Vele shopping na Itália (ao fundo europeu da Schoders) por €103 milhões, e a compra do Moulin da Nailloux em França por €44 milhões a um forward funding do mesmo investidor. Em resultado, os REIT’s cotados foram os maiores compradores no 1º trimestre, enquanto as sociedades imobiliárias e promotores se constituíram como os maiores vendedores, contabilizando mais de 50%de todas as vendas num número alargado de países.

Jeremy Eddy concluiu: “Há actualmente uma oportunidade para os REIT’s e sociedades imobiliárias que estão desejosos de actualizar e reorientar os seus portfólios, e disponibilizar capital de activos que trabalharam arduamente no último ciclo. Vemos esta tendência a manter-se na Europa Continental, onde os REIT’s estão a reciclar os seus portfólios e a assumirem oportunidades de promoção nas quais possam alavancar a sua experiência e fazer parcerias com o seu capital, com a intenção de impulsionar os retornos futuros e expandir a sua pegada geográfica”.

Pedro Lancastre, director de Capital Markets da Jones Lang LaSalle Portugal acrescenta: “O primeiro trimestre do ano  em Portugal  foi positivo com a concretização de 3 operações de retalho, que representaram cerca de €110 Milhões, tendo a Jones LaSalle participado no grande negócio deste  início  de ano. Apesar de toda a turbulência económico-financeira que Portugal está a atravessar, há boas perspectivas para o ano 2010, com algumas operações de investimento em  retalho de grandes volumes em vias de serem concretizadas por investidores internacionais. Há uma grande expectativa  em torno desses negócios e de se saber se efectivamente esses compradores mantêm o seu interesse em investir no nosso país. A indústria de retalho em Portugal, sobretudo a dos centros comerciais,  está no topo Europeu e é um alvo natural dos investidores internacionais que ainda vão tendo Portugal no seu “mapa”.
 
 
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