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Lisboa

Mercado de Escritórios de Lisboa evidencia retoma no 1º trimestre com recuperação na absorção

Jones Lang LaSalle divulga Lisbon Office Overview


A Jones Lang LaSalle Portugal divulgou as principais conclusões do estudo trimestral Lisbon Office Overview referente ao 1º trimestre de 2010, revelando que o mercado de escritórios de Lisboa evidenciou uma retoma de actividade, com uma recuperação importante na absorção de espaços. Assim, no 1º trimestre de 2010, foram ocupados 33.633 m² de escritórios em Lisboa, num crescimento homólogo de 64%.

Contudo, a consultora alerta para a necessidade de encarar estes dados com um optimismo moderado, já que cerca de metade da área ocupada diz respeito a uma única operação, nomeadamente a tomada de 14.704 m² no Edifício Báltico, no Parque das Nações, pelos CTT.

Manuel Puig, Director Geral da Jones Lang LaSalle, explica: “Apesar do valor muito positivo alcançado no 1º trimestre no que diz respeito à ABL colocada, é preciso ter consciência de que os efeitos da crise económica estão ainda muito presentes na confiança dos empresários. A disposição geral é de cautela na tomada de decisões, uma situação que poderá ter sido bastante mais agravada com o anúncio das recentes medidas de contenção no âmbito do Plano de Estabilidade e Crescimento. A actividade de expansão das empresas ou mesmo a decisão de mudar para áreas idênticas em espaços mais qualificados ou com preço mais atractivo serão, por certo, bastante conservadoras no futuro”.

Em termos de absorção, a Zona 5 (Parque das Nações), que vinha do ano 2009 com uma performance fragilizada, solidificou-se neste trimestre, com a tomada do espaço pelos CTT, esperando-se que este trimestre possa vir a impulsionar positivamente os resultados anuais desta zona. A Zona 6 (Corredor Oeste) tem vindo a apresentar uma actividade estável, com 11.039 m² tomados no 1º trimestre, enquanto que as zonas 1 e 2 manifestaram algum decréscimo, em parte devido ao abrandamento da procura, mas também pela escassez da oferta registada nestas zonas, que continuam a ser das mais prestigiadas e centrais do mercado.

Não obstante a boa performance do mercado em termos de take up, a taxa de disponibilidade subiu para os 10,45%, com cerca de 457.461 m² de ABL disponíveis, num stock que ascende já a 4.379.556 m². A disponibilidade mais elevada situa-se nas zonas 5 e 6, atingindo valores acima dos 21%, enquanto que nas restantes zonas se encontra abaixo da média do total do mercado.

As rendas prime mantiveram-se estáveis em todas as localizações do mercado, situando-se nos 19/m²/mês no Prime CBD (Zona 1), o valor mais baixo de sempre e que deverá abrir caminho para a estabilidade no decurso do ano.
Mariana Seabra, Directora do Departamento de Office Agency da Jones Lang LaSalle, sublinha: “No geral, as variações de renda que eventualmente poderão ter lugar em algumas zonas serão motivadas pela elevada sensibilidade dos ocupantes aos valores praticados no mercado e pela entrada de nova oferta”.

A Jones Lang LaSalle estima que a nova oferta possa atingir os 157.150 m² no período entre 2010 e 2012, sendo a Zona 5 aquela que deverá acolher o volume mais elevado (47.525 m²). No extremo oposto está a Zona 1, para a qual não está prevista a entrada de novos espaços de escritórios no mercado para este período.

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