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Lisboa

Infra-estruturas são fundamentais para crescimento do turismo religioso nas Cidades Santas Sauditas

Jones Lang LaSalle divulga primeiro estudo Imobiliário sobre Meca e Medina


A Jones Lang LaSalle divulgou o relatório «Holy Cities» (Cidades Santas), que analisa o sector imobiliário em Meca e Medina e sublinha que estas cidades são únicas na região MENA (Médio Oriente e Norte de África), sendo sobretudo condicionadas pela oferta e pelas restrições da sua capacidade, e não pela procura, que é efectivamente ilimitada.
 
Chiheb Ben-Mahmoud, Vice-Presidente Sénior da Jones Lang LaSalle Hotels, disse: “Enquanto Cidades Santas, Meca e Medina são absolutamente únicas na natureza e este é o primeiro relatório realizado por uma empresa multinacional que disponibiliza uma visão holística dos seus mercados imobiliários. A nível regional, vimos que a atenção se direcciona para as Cidades Santas e que se tornou fulcral analisar os principais planos de promoção em curso nestes mercados. O Governo Saudita, em particular, deu grandes passos para capitalizar o sector imobiliário em ambas as cidades, de forma a permitir que estas possam acolher um maior número de peregrinos”.

Dado o importante movimento associado à peregrinação anual a Meca, o principal constrangimento desta cidade é o sistema de transportes terrestre, mais do que as capacidades aéreas e portuárias ou mesmo a capacidade de disponibilizar alojamento suficiente. O total de visitantes cresceu de 5,3 milhões para os 7,7 milhões nos últimos 5 anos.

“A nossa análise dos potenciais constrangimentos de capacidade sugere que o número total de peregrinos em visita a Meca e Medina pode crescer para os 13,75 milhões até 2019, o que gerará oportunidades significativas para a oferta hoteleira adicional em ambas as cidades”, continuou Chiheb Ben-Mahmoud.

Estão em curso diversas iniciativas para atenuar os actuais constrangimentos infra-estruturais, de forma a acomodar de forma eficiente o número crescente de peregrinos. Apesar da propriedade de solo nas Cidades Santas ser limitada às entidades Sauditas, através do Gulf Cooperation Council, outros investimentos estrangeiros puderam participar nestes mercados através de acordos de parceria com as entidades oficiais Sauditas. Estes acordos abarcam melhorias e a expansão de aeroportos chave, de zonas portuárias e de serviços ferroviários. A Mesquita está também a ser alargada de forma a acolher 500.000 peregrinos em qualquer momento.

O stock de quartos de hotel em Meca poderá duplicar nos próximos 10 anos, se contabilizarmos os 50,000 quatros adicionais previstos no âmbito das principais áreas novas de redesenvolvimento. Contudo, são bastante menos os novos hotéis anunciados em Medina, com menos de 3.000 novos quartos em projectos próximos da Mesquita, que deverão estar concluídos ao longo dos próximos três anos.
 
Estas intervenções a nível de infra-estruturas deverão resultar num forte crescimento do número de visitantes às Cidades Santas nos próximos 10 anos. Este número crescente de peregrinos e as mudanças nos seus requisitos de alojamento gerarão oportunidades para uma expansão importante do mercado de hospitalidade dessas cidades.
“A nossa análise do número potencial de visitantes sugere que possa existir procura para cerca de 82,000 quartos de hotel nas Cidades Santas até 2019. Entre as principais implicações desta procura crescente, destaca-se a competitividade dos principais operadores internacionais no sentido de implantar as suas marcas de prestígio e de primeira linha nos projectos futuros a nascer nestas cidades. Contudo, a forma como essas marcas estão em linha com o actual e futuro perfil de procura continua a ser uma questão em aberto”.
 
“O conceito tradicional de alojamentos económicos não parece constituir-se como uma alternativa clara ou relevante. O modelo óptimo de hospitalidade nas Cidades Santas está ainda por encontrar, no momento em que os investidores e as autoridades sauditas sejam capazes, com sucesso, de desafiar a visão convencional”, conclui Chiheb Bem-Mahmoud.

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