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Lisboa

Mais de 418.000 m² de centros comerciais poderão ser alvo de renovação

Jones Lang LaSalle divulga «Lift ou mudança completa? – Um retrato dos centros comerciais em Portugal»


A Jones Lang LaSalle apresenta as principais conclusões do estudo «Lift ou mudança completa? – Um retrato dos centros comerciais em Portugal», revelando que mais de 418.000 m² de ABL de centros comerciais em funcionamento, ou seja o equivalente a 16% do stock actual, tem potencial para ser alvo de uma intervenção de renovação, incluindo remodelações, ampliações ou reposicionamentos do tenant mix.

Partindo da identificação do stock nacional de centros comerciais que foi recentemente alvo de reestruturação ou é passível de o ser, o estudo agora apresentado pela Jones Lang LaSalle reúne um conjunto de casos de estudo em Portugal e a nível internacional, analisando o potencial de sucesso desta nova tendência em mercados maduros. De acordo com a consultora, dado o actual momento do mercado de centros comerciais em Portugal, a chave do sucesso deste segmento passa pela inovação e melhoramento da oferta existente, o que poderá acontecer com intervenções a nível do design, ampliação do espaço de compras, reposicionamento do centro, reestruturação do tenant mix, renovação dos espaços interiores, ou até a nível da gestão do equipamento.
 
Manuel Puig, Director Geral da Jones Lang LaSalle sublinha: “Com uma rápida expansão nas décadas de 80 e 90, os centros comerciais vivem agora a necessidade de se reinventarem a si próprios. A maturidade alcançada pelo mercado assim obriga e apenas aqueles que estiverem abertos à mudança conseguirão oferecer ao consumidor uma oferta apelativa e diferenciadora. Num mercado cada vez mais competitivo é importante anteciparmos tendências e dar um passo em frente em direcção a uma nova era”.

Cristina Cristóvão, Directora do Departamento de Consultoria e Research, acrescenta: “Precisamos de espaços apelativos e agradáveis com um cunho de originalidade e totalmente direccionados para as necessidades do seu público-alvo, e face a um mercado onde a construção nova tende a abrandar, a intervenção em projectos existentes é a resposta. Estes são requisitos quer para a captação de consumidores, quer para atrair operadores e começam já a traduzir uma realidade no mercado nacional, no qual o espaço para o nascimento de novos projectos se revela algo preenchido”.

Do total de 418.000 m² de centros comerciais em actividade identificados pela Jones Lang LaSalle como passíveis de serem intervencionados a médio prazo, no sentido de renovar a sua oferta e espaços, a maior fatia localiza-se no Grande Porto. Nesta região, existem cerca de 177.000 m2 de equipamentos comerciais que a Jones Lang LaSalle identificou com potencial para receber uma intervenção de reposicionamento comercial ou remodelação total, seguida da Região da Grande Lisboa com 68.000 m2.

Em termos de dimensão, 61% dos centros comerciais identificados pela consultora são equipamentos de pequena dimensão e 29% de média dimensão, essencialmente caracterizados por uma oferta escassa e desadequada, uma imagem pouco atractiva e muitas vezes ultrapassada, design arquitectónico pouco apelativo e com entraves à circulação ideal de visitantes.

No seu relatório, a Jones Lang LaSalle avança que existem 103 centros comerciais em funcionamento no mercado nacional, dos quais 31% foram já intervencionados nos anos mais recentes, incluindo ampliação e remodelação de projectos, ou reposicionamento do tenant mix, verificando-se que, em média, um equipamento comercial tem uma antiguidade de 11 anos até ser alvo de uma intervenção.

O ano de 2009 foi espelho destas novas tendências, tendo sido palco de duas ampliações e uma remodelação total, respectivamente, o Shopping Braga Parque e Guimarães Shopping - alvo de processos de ampliação que permitiram o aumento de ABL disponível e um alargamento do leque de oferta comercial – e o Olivais Shopping, totalmente transformado e agora denominado Spacio Shopping, apresentando uma imagem renovada e a alteração de layout. Os Dolce Vita Miraflores e Monumental, o Centro Colombo, o Alegro Alfragide, o Palácio do Gelo, ou o Arrábida Shopping são outros exemplos apontados no relatório.

Manuel Puig conclui: “Os centros comerciais que são verdadeiras referências nacionais e que são igualmente marcantes no âmbito europeu estão a ser alvo de transformações, seja em pequena ou larga escala, tudo em nome da modernização e dos bons resultados. E se os grandes o fazem, os pequenos e médios equipamentos deverão seguir-lhes as pisadas. Os resultados são de facto surpreendentes e os casos apresentados provam-no. Aumento do número de visitantes, aumento do volume de receitas, utilização mais racional e rentável dos recursos do próprio equipamento e aumento da notoriedade são algumas das vantagens de um equipamento que é um organismo vivo, mutável e atento à modernidade dos tempos”.

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