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Lisboa

Crescimento homólogo do investimento Imobiliário global duplica para os $66 biliões no 2º trimestre de 2010

Continente americano cresce 54%, EMEA 15% e a Ásia-Pacifico cai 34% em termos trimestrais


O mais recente estudo da Jones Lang LaSalle referente aos mercados de investimento globais concluiu que os volumes preliminares de investimento directo em imobiliário terciário a nível global alcançaram os $66 biliões no 2º trimestre de 2010. Apesar de estar em linha com o trimestre anterior, este resultado duplica os níveis do mercado registados no período homólogo (2º trimestre de 2009). Em termos semestrais, o volume de investimento directo em imobiliário terciário a nível global atingiu os $130 biliões.

Artur de Haast, Head do International Capital Group (ICG) da Jones Lang LaSalle, comenta: “Trata-se de um progresso sólido para os mercados de investimento em imobiliário terciário, reflectindo a retoma nas transacções verificada em alguns países. Ainda assim, os volumes continuam a estar bastante abaixo dos níveis pré-crise do crédito, e desde o 3º trimestre de 2009 o seu crescimento tem sido relativamente modesto”.

E continua: “Para o conjunto do ano, prevemos que os volumes globais atinjam os $300 biliões, o que representará um crescimento saudável de 40 a 50% face ao ano anterior, mas continuará a ser menos de metade dos níveis registados em 2006 e 2007, i.e. antes da crise sentida nos mercados de financiamento. Porém, devemos ter em conta que esses foram anos excepcionais para o investimento em imobiliário terciário, com volumes de transacção recorde e sem precedentes”.

A equipa de research da Jones Lang LaSalle concluiu que surgiram diferenças regionais significativas no 2º trimestre de 2010:

No 2º trimestre de 2010, a Ásia-Pacífico registou um declínio trimestral de 34% nos volumes de investimento para os $15 biliões, com quedas notáveis no Japão, China e na Austrália, enquanto Hong Kong e Taiwan observaram um aumento de actividade. Face ao mesmo trimestre do ano passado, a performance foi contudo de crescimento (21%, face aos $13 biliões no 2º trimestre de 2009).

Stuart Crow, Head de Asia Capital Markets Group da Jones Lang LaSalle, comenta: “Nesta região, a primeira metade de 2010 registou um crescimento razoável face ao mesmo período de 2009. Se esta tendência continuar, os volumes agregados anuais podem situar-se 30% acima do ano passado, alcançando o intervalo médio de $80 biliões”.

Na Europa, Médio Oriente e África (EMEA), o 2º trimestre registou um crescimento modesto de 15% face aos volumes de €23 biliões do trimestre anterior, e de 80% face ao período homólogo (em euros). Em dólares americano, os volumes totalizaram os $29 biliões, cerca de 5% acima do trimestre anterior e 70% face ao mesmo trimestre de 2009.

O Reino Unido contabiliza cerca de 40% dos volumes de investimento da região EMEA, e Londres mantém a sua posição de mercados mais activo do mundo com volumes que atingem os $5 biliões, apesar dos investidores estarem a dirigir as suas atenções cada vez mais para a França, a Alemanha, os Países Nórdicos e a Polónia. Para a região EMEA, a Jones Lang LaSalle antecipa volumes anuais de investimento 35% acima dos registados em 2009, com níveis a atingir a marca dos €100 biliões (cerca de $130 biliões).

Em Portugal, o volume transaccionado durante o 2º trimestre de 2010 foi de aproximadamente 133 milhões de euros, um aumento de 23% face ao período homólogo de 2009. No total dos primeiros seis meses deste ano foram transaccionados 277 milhões de euros, prevendo-se que até final do ano este valor possa atingir os 600 milhões de euros.

Julian Stocks, Head de Capital Markets England da Jones Lang LaSalle, disse: “Assistimos a uma forte recuperação na actividade e no preço no decurso deste ano – especialmente na zona prime de Londres. Contudo, nas últimas semanas, pudemos observar uma ligeira alteração no sentimento e o equilíbrio entre os compradores e os vendedores modificou-se. Esperamos que o movimento das yields seja mínimo nos próximos meses e que os resultados globais na Inglaterra sejam semelhantes aos de 2009”.

O continente Americano registou uma subida acentuada nos volumes de investimento no 2º trimestre, mas considerando uma base de partida baixa. Os volumes cresceram 54% para os $21 biliões face ao 1º trimestre do ano e mais que quadruplicaram os níveis de $5 biliões do 2º trimestre de 2009. O crescimento trimestral no Brasil e no Canadá superou o registado nos Estados Unidos. 

Steve Collins, Head do ICG para o continente Americano, afirma: “Globalmente, o crescimento mais acentuado registou-se no Brasil, no qual os volumes triplicaram face ao 1º trimestre, atingindo os $1,6 biliões, estando agora em níveis recorde. O Canadá observou também uma forte melhoria no trimestre, duplicando os volumes para os $3,5 biliões”.

Entretanto, a procura de investimento continua a ser forte para activos prime nos Estados Unidos, mas a escassez de produto continua a limitar os volumes de investimento directo. Steve Collins antecipa um maior volume de actividade neste mercado à medida que comecem a surgir novos produtos no mercado, uma realidade que deverá acentuar-se nos 3º e 4º trimestres.

“Esperamos que os volumes totais de transacção no continente Americano para o ano de 2010 possam crescer pelo menos 80% face a 2009 e alcançar a faixa entre os $80 e os $85 biliões”, concluiu este responsável.


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