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Lisboa

Investimento em imobiliário de retalho na Europa duplica para os €10,6 biliões no 1º semestre de 2010

De acordo com os dados semestrais preliminares da Jones Lang LaSalle


No 1º semestre deste ano, os volumes de investimento em imobiliário de retalho na Europa mais que duplicaram face a igual período do ano passado. Os dados preliminares da Jones Lang LaSalle revelam que foram transaccionados mais de €10,6 biliões no 1º semestre de 2010, comparando com os €5 biliões do 1º semestre de 2009. As operações no 2º trimestre totalizaram os €4,9 biliões, com a dimensão média dos negócios a manter-se maioritariamente estável nos cerca de €50 milhões. O volume de transacções concluídas neste trimestre reforça a confiança e atitude positiva dos investidores, patente desde Setembro de 2009.

Os investidores permanecem focados nos três principais mercados europeus: Reino Unido, França e Alemanha. Se este último registou o maior volume de investimento no 1º trimestre (€2,3 biliões), superando pela primeira vez em dez anos o Reino Unido, o mercado britânico voltou a conquistar a sua posição de liderança no 2º trimestre, com operações no total de €2 biliões, concentrando cerca de 40% do mercado europeu, quer em termos de volume quer em número de negócios.

Em Portugal, o volume de investimento em imobiliário de retalho alcançou os 183 milhões de euros no primeiro semestre de 2010, um crescimento exponencial face aos primeiros seis meses de 2009, período em que apenas foram transaccionados 6,6 milhões de euros neste segmento.

O segmento de retalho foi mesmo o mais dinâmico do semestre, tendo contabilizado 66% do total do volume transaccionado no mercado português durante esse período. Os centros comerciais continuaram a ser o formato mais apetecível para os investidores e o investimento estrangeiro predominou neste segmento.

David Raven, Head de Shopping Centre Investment na Jones Lang LaSalle, comenta: “Na primeira metade de 2010, os vendedores começaram a libertar stock para o mercado como forma de dar resposta à procura focada neste sector.
Os preços apresentaram dinamização, com os valores a dispararem 25% no último ano como resultado apenas da compressão de yields. Os investidores institucionais em imobiliário dominaram as aquisições neste 1º semestre.
Perspectivando o restante período do ano, antecipamos que as compras sejam dominadas pelas empresas especializadas com capacidade de alavancagem e pelos fundos oportunísticos. Esta realidade implicará que os bancos comecem a ceder financiamentos para activos menos prime.
A maioria das vendas no 2º semestre deverá ser liderada, ou pelo menos gerida, por bancos que procuram resolver as suas carteiras de activos tóxicos”.

A França assistiu a uma actividade significativa no 2º trimestre, com o segundo maior volume europeu, num total de €800 milhões transaccionados. Os investidores estão a capitalizar as recentes e pouco frequentes oportunidades de garantir activos de elevada qualidade e bons inquilinos num dos mercados europeus de retalho mais pretendidos. As principais transacções incluem a aquisição do centro comercial Cap 3000 em Saint-Laurent du Var, perto de Nice, por uma joint-venture entre os especialistas de retalho franceses Altarea, o fundo de pensões alemão ABP e o Crédit Agricole Assurances da Predica, às Galeries LaFayette por €450 milhões. Este é um exemplo da forte apetência por centros comerciais regionais, de primeira linha, principalmente por parte de parcerias entre especialistas do sector e veículos da área financeira. Outras transacções incluem a aquisição do McArthur Glen Troyes pela Resolution ao Henderson Outlet Fund; e a venda de 75% do Espace Saint Quentin à Allianz pela Hammerson.

“O mercado francês assistiu a um número sem precedentes de oportunidades de retalho a surgirem no mercado, com a maior parte dos proprietários imobiliários na França a procurarem expandir as suas operações a nível doméstico, bem como no resto da Europa. Os vendedores foram capazes de capitalizar a dinâmica da procura de investimento pela França, alcançando níveis fortes de preços, tendo em conta a atractividade do mercado”, disse Khokha Mansouri, Head de Retail Capital MArkets na Jones Lang LaSalle Francça.

A Allianz Real Estate continuou a implementar a sua estratégia de investimento em imobiliário de retalho com duas aquisições de peso: a compra de 75% do centro comercial Espace Saint Quentin, próximo de Paris, à Hammerson por um valor de €176 milhões; e a compra, em joint venture com a Corio, do centro comercial Porta di Roma, em Roma, a uma outra joint-venture entre a Simon Property e a Auchan  (GCI) e os promotores locais Toti-Lamaro e Parnasi, por €440 milhões.

Os centros comerciais continuaram a ser o principal alvo para os investidores no 1º semestre, contabilizando 72% dos volumes totais. O investimento em supermercados cresceu o 2º trimestre, totalizando cerca de 10% do volume total, o que se deveu, em grande parte, ao portfólio vendido pela Eroski em Espanha ao gestor internacional de fundos AEW por 150 milhões.

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