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Lisboa

A Tempestade Perfeita? – O Futuro do Retalho na região EMEA

Jones Lang LaSalle divulga último capítulo do relatório Retail 2020


A Jones Lang LaSalle divulgou hoje o último capítulo do estudo Retail 2020, denominado «A Perfect Storm?». O Retail 2020, lançado a 28 de Maio através de um website interactivo feito à medida, apresenta as perspectivas para os próximos 10 anos sobre o panorama global de retalho que está em constante mutação.

Este capítulo analisa as mudanças evidenciadas ao longo de todo o documento de research e que deverão afectar o sector de retalho durante a próxima década, tendo em conta o contexto macro-económico global. Considera o impacto de uma base crescente de custos face a um lento crescimento do PIB, despesas operacionais crescentes e problemas estruturais persistentes incluindo o desemprego, as dívidas pública e privada, o regresso da crise das pensões, e as questões ecológicas e energéticas.

Robert Bonwell, CEO de EMEA Retail na Jones Lang LaSalle, afirma: “«The Perfect Storm?» demonstra como as condições serão certamente diferentes à medida que avançarmos na próxima década. Aos retalhistas e proprietários de centros comerciais será pedido que aumentem o investimento em novas tecnologias, novos mercados e que compreendam os consumidores, de forma a serem bem sucedidos num ambiente económico e de retalho cada vez sob maior pressão. Muitas soluções foram discutidas anteriormente, mas agora é exigido um maior nível de debate e uma maior parceria entre os retalhistas e os proprietários”.

As principais conclusões do capítulo «A Perfect Storm» incluem:

A mudança no perfil do consumidor: O perfil do consumidor está a mudar: a geração dos «baby boomers» está a reformar-se; o número de jovens adultos está a cair dramaticamente e, cada vez mais, os homens se envolvem na experiência de compra. Os consumidores estão mais exigentes do que nunca e a retirar poder aos retalhistas e produtores, à medida que a Internet e as tecnologias associadas continuam a liberalizar o poder de compra do consumidor.

A Internet: As compras online serão um factor chave no futuro e as vendas na Internet poderão contabilizar cerca de 20% das vendas totais em 2020, duplicando os níveis actuais. Na próxima década, o panorama do retalho online mudará de forma drástica, com as barreiras à entrada a reduzirem de forma acentuada e a comodidade para os consumidores a aumentar. Apesar de muitos retalhistas com presença em lojas estarem já a abraçar as compras online, muito poucos lançaram negócios e modelos de negócios completos na internet. A internet móvel será um verdadeiro trampolim para a mudança, e poderá provocar uma deflação ou até estimular o fim da concertação de preços.

Experiência da Compra: Ao longo da próxima década haverá uma crescente necessidade, por parte dos retalhistas, de disponibilizar experiências sensoriais aos clientes e serviços directamente na loja. O sucesso no retalho será atingido pelos retalhistas e locais de compras que ajudem os consumidores a apreciar o tempo e que ofereçam uma experiência de compra que seja, verdadeiramente, uma experiência de lifestyle, disponibilizando aos clientes um escape ao stress diário em ambientes descontraídos. As barreiras contra a mudança estão a enfraquecer e na próxima década a expansão de espaços será menor, mas a inovação crescerá, tal como os mecanismos alternativos de entregas de drive-thrus a pontos centralizados de entrega, como por exemplo postos de combustível, lavandarias e instalações construídas especificamente para essa finalidade.

A China e o Oriente: O movimento de proprietários e ocupantes da Europa Ocidental para os mercados de consumo do Leste, relativamente menos desenvolvidos mas com um rápido crescimento continuará a verificar-se na próxima década. A crescente saturação do espaço de retalho na Europa Ocidental é um forte incentivo para que os retalhistas e investidores se expandam para os mercados a Leste, particularmente a Índia e a China, que integram mercados de retalho locais não consolidados, mas uma população de potenciais consumidores em crescimento.

A Caminho do Verde: As medidas de sustentabilidade ambiental tornar-se-ão cada vez mais cruciais nas novas construções e nos custos correntes em 2020. Os consumidores esperam que os retalhistas adoptem políticas verdes consistentes. Apesar de alguns investimentos conduzirem a despesas operacionais mais baixas, os retornos reais serão de longo-prazo, o que poderá ter impacto nos cash flows de curto-prazo.

Manuel Puig, Director Geral da Jones Lang LaSalle Portugal, concluiu: “O cenário de fundo do relatório Retail 2020 é a mudança no retalho que experienciaremos na próxima década devido aos avanços tecnológicos e às alterações no comportamento do consumidor. A recessão deixou as suas marcas na psicologia dos consumidores e no panorama do retalho. Contudo, emergirão vencedores da actual e difícil conjugação de circunstâncias e o debate gerado pelo Retail 2020 deve precisamente incidir na questão “como ter sucesso no futuro”.
 

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Nota aos Editores

– O Retail 2020 está disponível em www.retail2020.com
– O Retail 2020 surge na sequência do relatório Retail Futures, 2010, publicado há dez anos pela Jones Lang LaSalle, e que, de forma bem sucedida, previu muitas das forças que viriam a modelar o panorama de retalho e de consumo entre 2000 e 2010.
– O Retail 2020 explora a configuração futura do retalho, abrangendo dimensões como os segmentos, as localizações, os formatos, a oferta e as geografias, bem como a rentabilidade (crescimento, custos e modelos de negócio), e foi lançado numa série de capítulos desde 28 de Maio. O objectivo do Retail 2020 é disponibilizar uma base pertinente de pressupostos acerca do futuro do retalho europeu.
– A Jones Lang LaSalle e o portal Web Retail 2020 pretendem incentivar toda a indústria de retalho a debater o futuro do sector e as suas implicações no mercado imobiliário, oferecendo ainda blogs, vídeos, notícias, sondagens interactivas e perfis de clientes.