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Lisboa - Londres

Europa Central e de Leste é o principal alvo europeu para a expansão internacional dos retalhistas

Portugal é o primeiro país da Europa Ocidental a surgir no ranking, em 6º lugar


Em 2007 e 2008, a Rússia e a Turquia emergiram como os principais destinos para os retalhistas que expandiram as suas operações a nível internacional, de acordo com o novo relatório de retalho desenvolvido pela Jones Lang LaSalle. A Turquia contabilizou 11,3% dos movimentos internacionais nos últimos dois anos, enquanto a Rússia concentrou 10,6%.
 
A Europa Central e de Leste dominou o ranking das localizações mais populares, concentrando as cinco primeiras posições. Portugal surge como o primeiro país após estes cinco mercados, posicionando-se em 6º lugar nesta lista e atraindo 6,9% dos movimentos de expansão internacional dos retalhistas em 2007 e 2008. O mercado nacional surge mesmo à frente do mercado do Reino Unido (6,6%). De acordo com o estudo da Jones Lang LaSalle, Portugal continua a ser um alvo importante dos retalhistas internacionais, oferecendo valores de arrendamento competitivos e um stock moderno de centros comerciais.
 
Neville Moss, Head do European Retail Research da Jones Lang LaSalle comenta: “Apesar do abrandamento económico ter tido impacto na procura, os retalhistas continuam interessados na Europa Central e de Leste, apesar de muitos estarem agora apenas a considerar operar em regime de franchising como forma de minimizar o risco”.  
Relativamente ao futuro, James Dolphin, Head do Pan European Retail Agency da Jones Lang LaSalle, afirma: “2009 deverá ser o ano das oportunidades. Os negócios serão vantajosos para os operadores mesmo nas localizações prime, que irão dispor dos melhores termos de arrendamento para as melhores marcas com contratos fortes. Apesar dos níveis de confiança dos retalhistas permanecerem razoavelmente fortes nos mercados da Europa Central, estes serão agora mais selectivos em termos das localizações prime no comércio de rua e na escolha dos projectos nos países que exibam pipelines de promoção elevados, dando prioridade à qualidade no que diz respeito à localização, conceito e mix comercial. Em 2009, a Europa Ocidental e do Sul será cada vez mais atractiva para marcas Norte-americanas, prevendo-se que retalhistas como a Forever 21, a Anthropologie, a Hollister e a Crate & Barrel possam tirar proveito dos negócios vantajosos que venham a estar disponíveis”.
Entre 2007 e 2008 entraram no mercado português 38 novos retalhistas internacionais, oriundos sobretudo de Espanha e Itália, mas também dos EUA, Reino Unido, França, Alemanha, Holanda e Brasil. Alguns destes operadores, como a Desigual, Starbuck’s, Clarks e Esprit iniciaram a sua expansão em Portugal pela mão da Jones Lang LaSalle.
Patrícia Araújo, directora de Retail Leasing da Jones Lang LaSalle (Portugal), comenta: “a entrada e expansão dos retalhistas internacionais no mercado nacional fica sobretudo a dever-se à qualidade dos centros comerciais em Portugal e aos bons níveis de renda praticados, em comparação com outros países da Europa. Ainda assim, há muitos lojistas que testam a sua entrada em Espanha e só depois expandem para Portugal”.

“Além de ser um importante mercado de destino para as estratégias de expansão dos retalhistas, Portugal afirma-se cada vez mais como um emissor de retalhistas para o mercado internacional e, nos últimos dois anos, várias marcas nacionais iniciaram as suas operações em mercados estrangeiros”, acrescenta Patrícia Araújo.

Na Turquia, cerca de 1 milhão de m² de centros comerciais foram inaugurados entre Janeiro de 2007 e Dezembro de 2008, ajudando a impulsionar a procura de retalho no âmbito internacional. Os retalhistas internacionais como a Gap, Muji e a Banana Republic entraram neste mercado entre 2007 e 2008, assim como marcas de luxo entre as quais a Calvin Klein, a Chanel e a YSL (ainda que muitas destas o tenham feito através de concessões em grandes armazéns).

A Roménia tem agora o maior espectro de marcas na Europa Central e atraiu retalhistas activos como a Peek & Cloppenburg, Karen Millen, Reserved e a Hervis. Quer a expansão directa quer o franchising são usuais, com a Polónia, a Roménia e a Rússia, em particular, a assistirem a um aumento notável nos negócios em regime de franchising. Na Europa Ocidental, a Westfield London contabilizou cerca de metade das novas entradas no mercado de retalho do Reino Unido, com a Ugg (Austrália), Hue (USA) e a David Mayer (França) a procurarem oportunidades de representação na capital sem pagarem as rendas elevadas do West End.

Na Europa do Sul, além de Portugal, a Bélgica é uma prioridade elevada para os operadores de retalho que procuram expandir-se internacionalmente, tendo em conta a baixa exposição à crise do crédito e a oferta limitada de retalho a nível nacional.

Nos anos mais recentes, os EUA têm sido o mercado dominante em termos da origem dos retalhistas, apesar de em 2007 e 2008 a Itália ter liderado a lista com 16,6% dos movimentos a serem originados neste país. Os EUA caíram para segundo lugar com 14,2%, seguidos do Reino Unido, com 13,3%. A França posiciona-se com 11,7%, enquanto os retalhistas domésticos na Suécia e na Holanda tendem a expandir-se em mercados internacionais, ainda que próximos dos seus, sobretudo devido à reduzida dimensão dos próprios mercados domésticos.