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Lisboa

Volume de investimento imobiliário global limitado pela disponibilidade de produtos no 3º trimestre de 2010

Investimento anual deverá ascender a $290 biliões a nível global


O mais recente research da Jones Lang LaSalle revela que os volumes (preliminares) de investimento directo em imobiliário a nível global totalizam os $69 biliões no 3º trimestre de 2010, um nível semelhante ao registado no trimestre anterior e que sugere que a recuperação da actividade de investimento observada nos últimos quatro trimestres, estabilizou. Nos primeiros nove meses de 2010, estes volumes de investimento totalizaram os $202 biliões, comparando com os $139 biliões transaccionados em igual período do ano passado. A Jones Lang LaSalle estima que os volumes de investimento imobiliário global para o total do ano alcancem os $280 a $290 biliões.

Arthur de Haast, Head do International Capital Group (ICG) da Jones Lang LaSalle, comenta: “Um volume significativo de capital está direccionar-se para activos prime de todos os segmentos, mas a escassez de produtos prime para venda está a limitar o volume de investimento. Esta escassez está igualmente a resultar na compressão de yields e no aumento substancial dos valores dos imóveis prime em muitos mercados de escritórios de primeira linha, incluindo Londres, Washington ou Xangai”.

E acrescenta: “Para o total do ano, esperamos que os volumes de investimento directo em imobiliário a nível global alcancem um nível entre os $280 e os $290 biliões, ligeiramente abaixo da nossa projecção inicial de $300 biliões, mas ainda assim a apresentar um aumento de 35 a 40% face a 2009. O ano de 2011 deverá ser também de crescimento, com investidores capitalizados, a alargar o seu foco geográfico e atentando em oportunidades de valor acrescentado, e eventualmente investimento em stock secundário”.

A Jones Lang LaSalle Portugal revela que o mercado de investimento imobiliário nacional movimentou €58,7 milhões no 3º trimestre de 2010. No fecho deste trimestre, o acumulado do ano ascendia a cerca de €400 milhões, igualando assim o total de investimento imobiliário registado em Portugal no decurso de 2009. Nos primeiros nove meses de 2010, o segmento de retalho foi o mais dinâmico, concentrando 58% do total transaccionado no mercado português. Segue-se o imobiliário industrial e de logística, com 28,5%, e os escritórios com cerca de 12% do total transaccionado nos primeiros nove meses de 2010.

Pedro Lancastre, Director de Capital Markets da Jones Lang LaSalle Portugal, acrescenta: “O facto do mercado nacional registar no final do 3º trimestre um volume de investimento idêntico ao registado em 2009, é um factor positivo. O período de final de ano é habitualmente um dos mais fortes em termos de investimento imobiliário, pelo que esperamos que possam ser concluídos alguns negócios que poderão elevar o investimento anual para próximo dos 600 milhões de euros, o que traduziria um crescimento de cerca de 52% face aos volumes atingidos em 2009”.
No 3º trimestre de 2010, a região da Ásia-Pacifico registou um crescimento trimestral de 12% no volume de investimento para os $18 biliões, com crescimentos notáveis em Singapura, na China e na Malásia. Stuart Crow, head de Capital Markets para esta região, comenta: “O mercado de investimento da região Ásia-Pacífico está a beneficiar de um optimismo empresarial, da reemergência da confiança dos investidores e de fundamentais económicos fortes. Prevemos que os volumes de transacção cresçam cerca de 15 a 25% face a 2009, alcançando os $77 biliões no final do ano”.

Alistair Meadows, Head do International Capital Group (ICG), Ásia-Pacífico, disse: “Além de um fluxo de investimento positivo para esta região, continua a existir uma forte procura por parte dos investidores asiáticos para mercados europeus e norte-americanos, com este último grupo de investidores a exportar $1,1 bilião para o mercado europeu (particularmente o de Londres) no 1º semestre de 2010. Dada a vantagem cambial para estes investidores nos mercados europeus, prevemos que esta exportação de capital continue a verificar-se”.

Na Europa, Médio Oriente e África (EMEA), apesar de o 3º trimestre assistir a um declínio de 12% nos volumes face aos €21 biliões ($27 biliões) registados no 2º trimestre, os volumes anuais deverão crescer cerca de 30% face ao ano anterior. Um abrandamento durante os meses de Verão, a falta de produto core e as preocupações correntes sobre as dívidas soberanas de alguns países limitaram os volumes transaccionados no trimestre último. Em Espanha e Itália, os volumes desceram significativamente face ao trimestre anterior, enquanto que no Reino Unido e na Alemanha, o ritmo de actividade abrandou. Esta realidade é contrabalançada por um crescimento trimestral nos volumes de investimento em França e, de forma mais expressiva, na Suécia.

Richard Bloxam, Head de equipa de Capital Markets da Jones Lang LaSalle para a região EMEA, comenta: “Face a 2009, o sentimento dos investidores mantém-se positivo em toda a região. Para o total do ano, esperamos que os volumes de investimento na região cresçam cerca de 30% face a 2009. Quer a Alemanha quer os mercados Nórdicos deverão assistir a volumes de investimento mais elevados, tendo em conta uma maior confiança dos investidores, impulsionada pela melhoria dos fundamentais dos mercados e pela resistência das economias”.

Damian Corbett, Head de Office Capital Markets England, acrescenta: “Apesar dos volumes no Reino Unido, o maior mercado da Europa, aparentarem um abrandamento, a procura continua bastante forte,  particularmente para activos prime. Os volumes transaccionados na área de Central London, por si só, deverão atingir os £10 biliões ($15 biliões) em 2010, num crescimento de 20% face a 2009. O interesse em Londres surge de toda a parte do mundo, com investidores oriundos de 45 países a activos no mercado“.
No Continente Americano, o mercado de investimento continua a crescer, com uma subida trimestral de 12% nos volumes transaccionados. Reflectindo uma retoma importante da actividade, particularmente nas principais cidades norte-americanas, os volumes de investimento no mercado dos Estados Unidos cresceram 24% no 3º trimestre, e cerca de 50% em termos homólogos. O Brasil é a região mais estimulante em termos de crescimento do mercado e os volumes mais do que triplicaram nos primeiros nove meses de 2010, à medida que quer os investidores estrangeiros quer os nacionais estão ansiosos para capitalizar o robusto progresso económico deste país.

Steve Collins, Head do ICG no continente Americano, explica: ”O interesse global do investimento no continente americano está a fortalecer-se, com os investidores a atentarem quer nos mercados emergentes como o Brasil quer nos mercados costeiros como Nova Iorque e Washington. Os diferentes tipos de investidores domésticos estão agora activamente à procura de produtos prime e, em alguns casos, estão dispostos a analisar mercados secundários para obter retornos mais elevados. Este crescimento deve continuar, e esperamos que os volumes de investimento nos Estados Unidos totalizem os $85 a $90 biliões em 20010, cerca de 90% acima de 2009”.

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Nota aos Editores
1. As transacções realizadas entre entidades em circuito fechado (sem abertura ao mercado), as aquisições de terrenos, projectos de promoção e investimento habitacional estão excluídos dos nossos dados, bem como os negócios com valores inferiores a $5 milhões.
2. Os volumes de investimento imobiliário regional foram arredondados para o mais próximo de $1 bilião.