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Lisboa

Jones Lang LaSalle apresenta resultados de 2010 e perspectivas para 2011

Consultora consolida áreas transaccionáveis e cresce nas áreas não transaccionáveis


A Jones Lang LaSalle apresentou hoje os resultados da sua actividade em 2010, revelando que manteve o volume de facturação em aproximadamente 5 milhões de euros, ou seja, em linha com o registado em 2009. Destaca-se a boa performance das áreas não transacionáveis, que nos últimos dois anos cresceu cerca de 186%, e a consolidação do negócio nas áreas transacionáveis para a obtenção destes resultados, num ano que se revelou especialmente adverso quer para o mercado imobiliário quer para a economia em geral.

De acordo com Manuel Puig, Director Geral da Jones Lang LaSalle, “o ano de 2010 foi um ano, na generalidade, bastante difícil para o mercado imobiliário em Portugal, mas este acabou por saber reagir na medida das expectativas traçadas, apesar do decréscimo de actividade observado. Obviamente, também na Jones Lang LaSalle, ajustámos o nosso modelo de negócio às condições de mercado. E o facto de termos iniciado essa adaptação ainda no final de 2008, tem-nos permitido consolidar a posição de mercado e a nossa performance”.

E acrescenta: “Ao longo dos dois últimos anos, e apesar da difícil conjuntura nacional e internacional, mantivemos o nosso volume de facturação nos níveis registados em 2008, ano no qual havíamos crescido 40%, e conseguimos ainda assim aumentar o nível de actividade, sobretudo com um crescimento mais expressivo nas áreas de negócio não transaccionáveis, além de um reforço substancial da equipa, que cresceu 24% em 2010. Temos hoje mais de 50 colaboradores em Portugal, ou seja, mais 20 do que no final de 2008”.

Quanto a 2011, o Director Geral da Jones Lang LaSalle, considera que “vamos enfrentar um ano difícil, com as medidas governamentais a colocarem grandes desafios à economia do país e ao mercado imobiliário, por arrasto. De qualquer forma, os tempos mais conturbados podem também ser fonte de oportunidades para a Jones Lang LaSalle. Encaramos o novo ano com confiança e algum optimismo, motivados pelos negócios que temos em carteira e que, a concretizarem-se, nos permitirão alcançar um crescimento de facturação na ordem dos 12% no final deste ano”.

O Departamento de Retail Leasing, área de negócio onde a Jones Lang LaSalle é líder de mercado, com uma quota superior a 50% do total da área comercializada, colocou, em 2010, 40.636 m² de ABL, num total de 121 transacções, o que equivaleu a cerca de 43,5% da ABL inaugurada no mercado em 2010. O Departamento encerra o ano com uma carteira de 304.800 m² de ABL, incluindo 25 projectos em comercialização ou re-comercialização. O Barreiro Retail Planet, o Alegro Setúbal, o Dolce Vita Braga ou ainda os projectos do Grupo InterIkea em Portugal são alguns projectos trabalhados por este Departamento.

A equipa de Office Agency, por seu turno,  actuou no arrendamento directo de 17.393 m² de escritórios em 2010, num total de 47 operações, tendo actualmente uma quota de mercado na ordem dos 22%. Este Departamento tem actualmente uma carteira de 35 projectos, numa área total de 118.000 m², em comercialização, quer em regime exclusivo quer em co-exclusivo, incluindo empreendimentos de referência no mercado como a Torre Ocidente, as Natura Towers ou o edifício Atlantis, e ainda, no Porto, o Boavista Prime Office.

No área de investimento, o Departamento de Capital Markets também apresenta um balanço positivo, com a representação de clientes na transacção de dois centros comerciais e de um edifício de escritórios, num volume de investimento que ascende a 180 milhões de euros. No final de 2010, a empresa consolidou a sua posição no mercado de investimento, com o Departamento de Capital Markets a garantir uma quota de mercado de cerca de 23%.

O Departamento de Gestão de Imóveis foi um dos que maior crescimento apresentou, com o reforço do portfólio sob gestão em cerca de 40% para os 224.500 m² de activos imobiliários, avaliados em cerca de 368 milhões de euros. Do total da área gerida, 65% diz respeito ao segmento de retalho e os restantes 35% aos escritórios. O crescimento da área gerida foi acompanhado pelo reforço da equipa, que ao longo de 2010 integrou 9 novos colaboradores, ascendendo no final do ano a 18 membros. Entre os mandatos conquistados em 2010, destacam-se a gestão da Torre Ocidente, ficando assim a empresa responsável pela gestão da totalidade das Torres Colombo, e do Barreiro Retail Planet, entre outros.

Também o Departamento de Avaliações registou um bom desempenho, com a quase duplicação quer da área avaliada quer do valor dos activos face a 2009. Este Departamento avaliou em 2010 um total de 6,44 milhões de m², num conjunto de activos avaliados em 2,86 mil milhões de euros, o que compara com os 3,5 milhões de m² e 1,5 mil milhões de euros avaliados em 2009. A avaliação do Portfólio dos supermercados Pingo Doce, do LeiriaShopping ou do Centro Comercial Vasco da Gama foram, entre muitos outros, alguns trabalhos levados a cabo por este Departamento.
Em Corporate Solutions, o ano foi marcado pelo aumento do número de trabalhos de consultoria, compensando, assim, o reduzido número de transacções, incluindo renegociações e vendas. No final de 2010 e inicio de 2011 entrarão em vigor uma série de contratos de representação, que totalizam uma área de aproximadamente 52 mil m².

O Departamento de Arquitectura exibiu também um bom dinamismo, com um crescimento de cerca de 21% face ao ano anterior. Com trabalhos realizados nas áreas de estudo e criação de imagem, projectos de execução, planeamento, gestão e execução de obra, este Departamento realizou projectos para as instalações de empresas como a Adidas, Construlink ou a Camargo Correia, a primeira na Maia e as duas últimas em Lisboa.

O Departamento de Consultoria consolidou o seu desempenho, com a realização de cerca de 26 estudos de viabilidade para os principais promotores de Centros Comerciais, correspondentes a uma área bruta locável de 400.000 m². Entre os trabalhos realizados, destacam-se os estudos para o conceito comercial do Alegro Setúbal, para a implantação da marca Factory Outlet da Neinver no Algarve; ou para implantação dos projectos do Grupo InterIkea em Portugal.
ANÁLISE DO MERCADO IMOBILIÁRIO

Em geral, o mercado imobiliário em Portugal atingiu mínimos históricos em 2010, especialmente nas áreas de escritórios e retalho, destacando-se o mercado de investimento, que recuperou o seu nível de actividade face a 2009. Foi por isso, um ano especialmente difícil para o sector imobiliário, sendo que os factores externos, de cariz económico-financeiro, exerceram uma forte influência em todos os segmentos, não permitindo que 2010 fosse o ano da retoma, como se fazia prever no inicio do ano.

O mercado de retalho foi o que mais sentiu e sofreu os efeitos da crise económica, atingindo o nível mais baixo de ABL inaugurada desde 2004, com apenas 69.568 m² num total de 4 projetos a abrirem portas em 2010. Não obstante, nota de destaque para o comércio de rua, que continuou a ser visto como uma alternativa para a expansão de algumas marcas.

O mercado de escritórios, embora tenha registado um arranque muito animador no inicio do ano, registou um decréscimo de actividade no segundo semestre de 2010 e estima-se que a absorção total desse ano não supere os 95.000 m², numa performance que apresenta uma queda ligeira face aos cerca de 115.000 m² arrendados em 2009 e menos de metade do que em 2007 e 2008 e que foi dominada por operações de downsizing e estratégias de redução de custos por parte das empresas tomadoras de espaço. A nova oferta surgida do mercado de escritórios em 2010 foi de 94.415 m².

Por seu turno, o mercado de investimento superou as previsões de 600 milhões de euros transacionados ao longo de 2010, com um volume de 765 milhões de euros, duplicando os volumes movimentados em 2009. As cinco maiores operações realizadas  Os investidores nacionais foram os mais activos, principalmente através dos fundos de investimento imobiliário, com os investidores internacionais a concentrarem apenas 38% do volume transaccionado. Contudo as maiores operações foram protagonizadas pelos investidores estrangeiros, sendo disso exemplo a venda do Espaço Guimarães, da parceria Multi Development/Bouygues à Corio. As cinco maiores operações concentraram 44% do volume de investimento registado no mercado nacional em 2010.

O ano 2011 deverá ser igualmente difícil para o mercado, com as medidas governamentais a colocarem grandes desafios ao sector. A manutenção de uma atitude prudente será transversal a todos os segmentos. Ocupantes, proprietários, promotores e investidores irão procurar as melhores localizações, os melhores preços e os melhores activos. O factor competitividade será primordial na hora de decidir, com uma procura que terá critérios de seleção muito rigorosos, e que implicará uma formulação de novas estratégias para a readaptação às agravadas condições de mercado.

O retalho, que deverá continuar a ser influenciado pelo enfraquecimento do consumo e pelos baixos níveis de confiança dos consumidores, deverá retomar a sua actividade lentamente com entrada de novos operadores no mercado e a retoma dos planos de expansão de algumas marcas.

Nos escritórios, a actividade deverá manter-se em níveis semelhantes aos dos dois últimos anos, com as operações de downsizing e politicas de racionalização de custos a marcara a agenda do sector.

Já a nível de investimento, a palavra de ordem deve ser vender Portugal como país de destino de investimento estrangeiro e tentar recuperar o apetite dos FII internacionais pelos nossos activos, já que, em 2010, Portugal acabou por ficar de fora do radar de muitos investidores internacionais.

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