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Lisboa

Investimento em imobiliário de retalho na Europa atinge os €20,6 biliões em 2010, num crescimento anual de 68%

De acordo com o research da Jones Lang LaSalle


O investimento directo em imobiliário de retalho na Europa atingiu, em 2010, os €20,6 biliões, num crescimento de 68% face a 2009 (€12,3 biliões), revelou a Jones Lang LaSalle. No 4º trimestre de 2010 foram registadas 150 operações, elevando o volume trimestral para os €6,7 biliões, ou seja, cerca de mais 80% face ao trimestre anterior e assumindo-se certamente como o período mais dinâmico do ano passado.

No decurso do ano, o mercado europeu de investimento em imobiliário de retalho registou cerca de 50 transações com valor de mais de €100 milhões cada, totalizando, em conjunto, perto de €10 biliões, equivalente a metade do total transaccionado ao longo de todo o ano. Cerca de 20 dessas operações foram concluídas no 4º trimestre, destacando-se, entre outras, a aquisição, pela British Land, do centro comercial Drake Circus em Plymouth (Reino Unido) por cerca de €275 milhões, em Dezembro; e a compra, pela Rockspring, de uma participação de 51% no centro comercial O’Parinor, em Paris, por €224 milhões, uma operação concluída em final de Outubro. A Jones Lang LaSalle assessorou ambas as operações. 

Em Portugal, o investimento imobiliário em activos de retalho ascendeu, em 2010, a €437 milhões, num crescimento exponencial face aos €49 milhões transaccionados em 2009 no mercado nacional. No total, em 2010, foram realizadas em Portugal 21 operações de investimento em imobiliário de retalho, destacando-se as compras do Espaço Guimarães, de um conjunto de Supermercados Modelo, do Leiria Shopping e do Tavira Gran Paza.

Pedro Lancastre, Director de Capital Markets da Jones Lang LaSalle Portugal, frisa: “O retalho é historicamente o segmento estrela do investimento imobiliário nacional, sendo o principal foco dos investidores internacionais, pela qualidade dos activos e pela segurança do investimento. O ano de 2009, foi um ano atípico para este segmento, porque não surgiram praticamente produtos para comprar no mercado. Em 2010, o mercado reagiu porque apresentou para venda produtos líquidos, com pouco risco, voltando este sector a ser o principal performer do investimento imobiliário nacional, com um peso de cerca de 58% do total transacionado no país no ano 2010. Em 2011, esta classe de activos imobiliários deverá manter um peso importante, mas só e apenas se forem colocados no mercado os melhores activos, consolidados e com bom histórico de performance. Para os investidores internacionais só activos com essas características é que podem fazer ultrapassar o factor risco “Portugal”.

O Reino Unido encerrou 2010 de forma tão forte como a Alemanha havia iniciado, observando o seu período mais dinâmico desde o final de 2007, com os volumes de investimento a superarem a marca dos  €2 biliões no 4º trimestre. No total, o Reino Unido contabilizou 31% do volume de investimento imobiliário em retalho na Europa ao longo de 2010, sendo que a Alemanha concentrou 23%. A Holanda e a França, em conjunto, transacionaram €1,4 biliões durante o 4º trimestre, elevando o total anual combinado para os €4 biliões, com ambos os mercados a manterem a sua robustez ao longo do ano. A Polónia deu continuidade à performance forte registada no 3º trimestre, transacionando €677 milhões durante o último trimestre do ano e cimentando a sua posição como o quinto maior mercado de investimento em imobiliário de retalho na Europa durante o ano 2010.

Em comentário à boa performance do mercado britânico em 2010, Adrian Peachey, Head de UK Retail Investment na Jones Lang LaSalle, disse: “No mercado de investimento em retalho do Reino Unido, a performance superou substancialmente os níveis observados em 2009 e passando a marca dos €6,5 biliões, com os centros comerciais a concentrarem cerca de 50% de todo o investimento em retalho. Os activos prime continuaram a ser os mais pretendidos, com a procura do melhor stock a superar a oferta. Para outros activos, os investidores prestam cada vez mais atenção à performance dos retalhistas para verificar a qualidade dos potenciais inquilinos no que diz respeito a gerar fluxos de renda. A principal tendência de investimento neste mercado foi o salto qualitativo de todos os activos de retalho, que forçaram um forte recuo dos preços no extremo oposto do mercado. Em resultado, os valores dos activos secundários fora das principais cidades estão a recuperar a um ritmo mais lento. O factor interessante é que todo o stock, das mais diversas qualidades, atraiu um elevado número de compradores, quer com capitais próprios quer financiados, a taxas competitivas. Verificou-se uma bolha de stock em Outubro, mas neste momento está já tudo ou em oferta ou vendido”.

Jeremy Eddy, Head de European Retail Capital Markets na Jones Lang LaSalle, comentou: “Um mercado europeu de investimento imobiliário em retalho com uma evolução sustentada em 2010 foi, no entanto, pontuado pela incerteza em torno das dívidas soberanas e de uma maior cautela dos consumidores. Assim, o mercado evoluiu de forma diferente nas diversas localizações e com uma crescente polarização entre mercados prime e secundários. Assistimos a algumas transacções de grande dimensão protagonizadas pelos REIT’s europeus, que procuram expandir e consolidar a sua plataforma; bem como a operações de referência lideradas por investidores que recorrem a dívida, preocupados com retornos imobiliários de longo-prazo e associados a especialistas do sector, personificando assim o desejado casamento entre o capital e a experiência”.

Peachey acrescentou: “Há uma abundância de capital a voltar-se para o mercado de investimento em retalho do Reino Unido em 2011, particularmente originado em investidores institucionais e estrangeiros que estão em posição de tirar vantagem da desvalorização da Libra. Com as perspectivas a apontarem para o crescimento da inflação, o imobiliário de retalho continua a apresentar-se como uma opção muito atractiva. O mercado deverá assistir a uma maior polarização entre o stock prime e secundário de retalho nos próximos 12 meses, mas o fluxo regular de oferta e os níveis saudáveis de procura para os melhores activos de retalho deverão resultar num ano novamente forte”.

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Nota aos Editores:

Este research considera todas as vendas para investimento de centros comerciais, retail parks e outlets na Europa. Exclui negócios de activos de comércio de rua e operações de investimento abaixo dos €5 milhões em valor