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Lisboa

CEO da Jones Lang LaSalle, Colin Dyer, intervém em Davos sobre as tendências de imobiliário determinantes para a recuperação económica global em 2011


No decurso do World Economic Forum 2011, que decorreu entre os dias 26 e 30 de Janeiro em Davos, na Suíça, e que reuniu líderes empresariais e políticos de todo o mundo, o CEO da Jones Lang LaSalle, Colin Dyer, foi um dos intervenientes, abordando as quatro principais tendências a nível de imobiliário terciário que estão a emergir como forças motoras da recuperação económica global em 2011.

“Depois de escapar dos mais catastróficos efeitos que se seguiram à crise global financeira e económica, os mercados de imobiliário terciário em todas as regiões mundiais estão a recuperar, apesar de a um ritmo desigual”, afirma Colin Dyer. “Apesar de o mundo ter ainda que lidar com riscos significativos a nível político, financeiro e económico em 2011, é claro que estamos a retomar o bom caminho com o regresso de diversas tendências positivas e de longo prazo no imobiliário terciário”. Como suporte da sua perspectiva relativamente à forma como o imobiliário terciário impacta na recuperação da economia global, Colin Dyer, sublinha o seguinte:
 
1. A recuperação do mercado imobiliário encoraja a globalização dos fluxos de capital e a melhoria de liquidez nos mercados de investimento: “Com a recuperação fundamental da performance bem encaminhada nos principais mercados imobiliários mundiais, esperamos que o investimento global directo em imobiliário terciário cresça entre 20 a 25 por cento para os $380 biliões em 2011, o que dará sequência a um crescimento de 50% sentido em 2010 e face aos níveis de 2009. O 4º trimestre de 2010 observou já volumes de investimento global a superarem a marca dos $100 biliões pela primeira vez desde o início da crise financeira mundial em 2007, provando o dinamismo crescente das transações de investimento no nosso sector.

Mais negócios de imobiliário demonstram maior confiança dos investidores, o que motivará os investidores a assumir maior risco para conseguirem os retornos desejados. Ao mesmo tempo, o ambiente de financiamento está a fortalecer-se à medida que a banca, de forma bem sucedida e tranquila, refinancia a sua carteira de crédito. O retorno do mercado de investimento em imobiliário terciário augura boas perspectivas para a recuperação económica global”, diz Colin Dyer.

2. O imobiliário terciário reconquista a sua posição como classe de activos preferencial no âmbito do investimento institucional: Para muitos investidores institucionais, o imobiliário está, uma vez mais, a ser avaliado como uma classe de activos com um potencial de retorno acima da média. “Com uma população envelhecida em muitas partes do mundo, os Governos e empresas necessitarão de gerar mais capital para pagar aos beneficiários e, nesse contexto, deverão seleccionar, cada vez mais, o imobiliário terciário como classe de activos de investimento devido às suas características no que respeita os retornos”, observa Cloin Dyer.
 
3. Fontes de capital exigem crescente transparência: “Com a recente agitação global financeira e dos mercados, a actividade na maior parte dos mercados tem sido focada em sobreviver e não em evoluir”, nota Colin Dyer. “Agora, os investidores exigem a capacidade de identificar claramente as estratégias de saída antes de alocarem o seu capital em imobiliário terciário. Uma das reformas chave que deverá emergir da crise do crédito é o foco renovado na demonstração das melhorias a nível de medidas regulatórias e de transparência, para evitar repetir o incidente. Muitas cidades esforçar-se-ão para ser mais transparentes, reconhecendo que podem melhorar os seus factores competitivos na atração de negócios e capitais”.

4. Sustentabilidade e gestão energética no topo da agenda corporativa: “Como demonstrado pelos surpreendentemente positivos resultados da recente cimeira do Clima em Cancun, México, muitos países e empresas de todo o mundo reconfirmaram o sei compromisso na assumpção do papel que têm na emissão de gases de estufa que aceleram as alterações climáticas”, sublinha Colin Dyer. “Esta crescente obrigação foi abordada também no World Economic Forum, no âmbito da Sessão “Banking in Retrofit Finance”, durante a qual foi explorada a forma como as empresas estão a lidar com os desafios e oportunidades advindas da expansão do mercado de readaptação dos edifícios”.

Os efeitos que o imobiliário terciário tem tido na recuperação económica global estão agora a ficar claros. Apesar das actuais tendências neste sector estarem a exibir sinais de crescimento, continuam a existir muitos riscos no caminho para a recuperação global em 2011. Colin Dyer sublinha a preocupação com contínuos e sérios desafios colocados no âmbito dos actuais desequilíbrios das balanças comerciais e os deficits governamentais em todo o mundo.
 
“Vejam, por exemplo, como a Alemanha e a China exibem uma situação de superavit enquanto os Estados Unidos lidam com deficits massivos. Estes desequilíbrios comerciais continuam a pressionar a economia global. Enquanto as preocupações reais persistem, a performance do imobiliário terciário está no entanto melhor do que no ano passado e esperamos que as tendências de longo prazo que já identificámos se acentuem durante o decurso do ano”, concluiu Colin Dyer.
 
Clin Dyer partilhou os seus pontos de vista no World Economic Forum em reuniões directas com muitos clientes da Jones Lang LaSalle, bem como no âmbito das suas intervenções públicas. Dyer presidiu a sessão “Banking on Retrofit Finance”, a 28 de Janeiro, em Davos.

Colin Dyer e Christian Ulbrich, CEO EMEA da Jones Lang LaSalle, são autores do blog “Notes from Davos”, no qual partilham as suas reflexões e perspectivas da conferência, e que está disponível em www.joneslanglasalleblog.com/davos.