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Lisboa

Escritórios de Lisboa registam ano recorde com absorção de 233,000 m² em 2008

Jones Lang LaSalle divulga «Lisbon Office Overview» do 4º trimestre de 2008


A Jones Lang LaSalle divulgou as principais conclusões do seu mais recente «Lisbon Office Overview», onde apresenta os indicadores do mercado de escritórios de Lisboa no 4º trimestre de 2008 e no acumulado do ano. De acordo com a consultora, este mercado registou uma absorção recorde em 2008, com 233.046 m² ocupados, sendo o sector estatal o principal ocupante de espaço no âmbito da operação de arrendamento da totalidade do Office Park Expo (Parque das Nações) para a instalação da Cidade Judicial (aproximadamente 65.000 m²).

Mariana Seabra, Directora do Departamento de Office Agency da Jones Lang LaSalle Portugal, afirma: “O ano de 2008 foi, de facto, o melhor ano da última década para o mercado de escritórios de Lisboa, com uma absorção nunca antes registada, impulsionada por uma procura dinâmica e pela oferta qualificada de espaços. Contudo, os resultados obtidos no 4º trimestre deixam já antever algum abrandamento da actividade, sobretudo devido às condições económicas e fraca confiança das empresas, que começam a prolongar ou mesmo adiar as suas decisões relativamente à ocupação de espaços. O ano 2009 deverá registar uma dinâmica menor, embora se espere que a ocupação de espaços possa manter-se nos níveis médios anuais da última década, ou seja, em torno dos 150.000 m²”.

No acumulado de 2008, as zonas 5 (Parque das Nações) e 6 (Corredor Oeste) foram as que mais contribuíram para a absorção registada no mercado, com 85.474 m² e 62.249 m², respectivamente. Seguem-se a Zona 3 (Nova Zona de Escritórios), Zona 1 (Prime CBD) e Zona 2 (CBD), tendo sido responsáveis por, respectivamente, 12,4%, 9,8% e 7,9% do total de área absorvida. Ainda assim, estas duas últimas zonas foram alvo de um decréscimo acentuado dos níveis de absorção face ao ano anterior, registando descidas anuais de 36,5% e 31,2%, respectivamente, na ABL arrendada. Pelo contrário, a Zona 4 (Zona Secundária) apresentou, em 2008, uma performance anual superior em 62% face ao ano anterior, ainda que tenha concentrado apenas 5,4% do total ocupado pelo mercado em 2008.

No que diz respeito à performance trimestral, os últimos três meses do ano evidenciaram já, de acordo com este relatório, os primeiros sinais das dificuldades sentidas na economia. A absorção cifrou-se, neste período, em 23.765 m², cerca de metade da área ocupada em iguais períodos de 2007 e de 2006. Historicamente, o último trimestre do ano é dos mais dinâmicos em termos de ocupação de escritórios, uma realidade que não se verificou em 2008, ano em que este período foi o que registou a performance mais fraca (apenas com 10,2% do total anual, contra 14,6% no 1º trimestre, 29,9% no 2º e 45,3% no 3º).

Os bons resultados do mercado e a cautela no lançamento de novos projectos de escritórios reflectiram-se na taxa de disponibilidade, que decresceu 0,33 pontos percentuais para os 6,9% em 2008 face ao ano anterior, traduzindo uma oferta disponível de 298.134 m². Apenas as zonas 6 e 5 apresentam taxas de disponibilidade acima da média do mercado, com valores de 16,97% e 12,92%, respectivamente.

No final de 2008, o stock total de escritórios em Lisboa ascendia a 4.290.578 m², dos quais 94.500 m² dizem respeito à nova oferta lançada no mercado durante o ano. Para o biénio 2009-2010, a nova oferta deverá continuar a ser pautada pela prudência dos promotores, estimando-se que surjam no mercado 13 projectos no total de 127.964 m² de ABL.

De acordo com Mariana Seabra, “a estrutura da oferta futura no mercado de Lisboa deverá ter comportamentos diferentes em função da zona. Se por um lado, vamos continuar a assistir à promoção de projectos novos de raiz nas principais zonas de expansão do mercado, por outro lado, em zonas como a 1 e a 2 – no centro da cidade - só a reabilitação poderá ser a solução para a emergência de nova oferta, respondendo a uma procura que se tem deparado com a escassez de produto. Em termos gerais, as zonas 5, 6 e 3 serão as áreas de maior expansão da oferta futura, em contraponto com outras zonas em que a oferta continua a escassear e que, por essa razão, serão preteridas por localizações secundárias que ofereçam produtos prime”.