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Lisboa

Mercado Europeu de Escritórios dá sinais de crescimento de rendas

De acordo com o European Office Clock da Jones Lang LaSalle para o 1º Trimestre de 2011


A mais recente publicação de research da Jones Lang LaSalle revela que as rendas prime de escritórios na Europa cresceram ligeiramente no 1º trimestre de 2011, apesar de se manterem as assimetrias entre os diversos mercados. O European Office Rental Index da Jones Lang LaSalle cresceu cerca de 1,5% nos primeiros três meses do ano, sendo este aumento, contudo, sobretudo impulsionado pelo continuado crescimento das rendas no West End Londrino (+4,6%) e em Moscovo (+17,6%), com Lyon (+ 4,2%) e Dusseldorf (+2,2%) a serem as duas únicas outras cidades contempladas no Índice a registar crescimento.

As questões da dívida em Espanha, Portugal e Irlanda continuaram a ser um entrave para as rendas nestas economias. Os mercados de escritórios espanhóis observaram, uma vez mais, declínio das rendas, com quedas trimestrais de 0,9% em Madrid e 1,3% em Barcelona. Já em Dublin e Lisboa, as rendas permaneceram estáveis. A Jones Lang LaSalle estima que, antes de atingir o final do ciclo em 2012, as rendas nestes mercados venham a registar novas reduções. Além disso, o diferencial de performance entre espaços prime e espaços secundários mantém-se em muitos mercados.

Lisboa registava, no final do 1º trimestre de 2011, uma renda prime de 228 euros/ m²/ano, mantendo-se estável quer em termos trimestrais quer em termos homólogos. Este valor é o segundo mais barato de entre todos os mercados analisados neste relatório da Jones Lang LaSalle.

Chris Staveley, Diretor, EMEA Capital Markets na Jones Lang LaSalle, afirma: “Uma recuperação europeia de base mais abrangente deverá consolidar-se este ano, com os volumes de ocupação a manterem-se, previsivelmente, em linha com os registados no ano passado. Contudo, assiste-se a variações nacionais em toda a região e as recentes negociações do resgate financeiro a Portugal relembraram os riscos da dívida soberana. As restrições a nível fiscal continuam na agenda de muitos países, especialmente da Grécia, Espanha e Portugal. Enquanto que as preocupações com a recuperação económica abrandam noutros mercados, a temática da inflação está agora nas luzes da ribalta. A subida de preços surpreendeu em toda a Europa nos meses mais recentes, principalmente como resultado dos preços elevados das matérias-primas e o aumento dos impostos indiretos, bem como do aumento das taxas de juro de referência pelo Banco Central Europeu, sendo expectável que outros Bancos Centrais sigam o seu exemplo no decurso do ano”.

Cerca de 2,6 milhões de m² de escritórios foram arrendados no 1º trimestre de 2011 em toda a Europa, evidenciando uma descida de 17% face aos volumes de absorção do último trimestre de 2010, uma performance expectável tendo em conta que o primeiro trimestre do ano é habitualmente o mais fraco. O comportamento foi idêntico (+4%) ao do trimestre homólogo e ligeiramente abaixo da média trimestral dos últimos cinco anos. A absorção foi mais forte na Europa Central e de Leste (ECL), impulsionada pelo mercado de Moscovo e por um forte trimestre em Varsóvia e Praga. Na Europa Ocidental, a atividade ocupacional foi expressiva em Estocolmo, Milão e Dusseldorf, cujo bom desempenho impulsionou os volumes globais de absorção desta região europeia. O mercado de Londres registou níveis de absorção mais baixos, contudo a procura de espaços cresceu.

Bill Page, Head de EMEA Office Research da Jones Lang LaSalle, refere: “A procura de escritórios continua, de forma geral, a ser motivada pela renovação e consolidação de contratos, mas existem sinais de um crescente otimismo por parte dos ocupantes, particularmente nos Países Nórdicos, Alemanha e França. Em termos de perspetivas, esperamos uma maior expansão da procura, mas as restrições fiscais continuam a minar a confiança em países como Espanha, Grécia, Portugal e Irlanda. Além disso, o desemprego na União Europeia só agora está a começar a contrair, apesar de existirem diferenças regionais”.

A absorção líquida no 1º trimestre de 2011 foi positiva, apesar de cerca de 40% abaixo do trimestre anterior e 6% abaixo de igual trimestre do ano anterior, com os resultados globais a serem influenciados pelos níveis abaixo da média registados nos mercados de Paris e Londres. A absorção média anual foi também positiva, com cerca de 3,8 milhões de m², em linha com a média dos últimos dez anos.

Nove mercados europeus de escritórios evidenciaram uma subida nas taxas de disponibilidade, com o maior crescimento a ocorrer em Roterdão (+170 pontos base) e um subida de 50 pontos de base em Amesterdão e Budapeste. Contudo, em 15 mercados a nota foi de descida, com a queda mais acentuada a observar-se em Dublin (120 pontos base). A taxa de disponibilidade europeia cresceu marginalmente (10 pontos base) para os 10,3% no trimestre, com este indicador a manter-se praticamente inalterado, em termos agregados, na Europa Ocidental e na Europa Central e de Leste. Em muitos mercados, a taxa de disponibilidade para espaço de boa qualidade é bastante baixa, uma realidade que continua a influenciar a estabilização ou crescimento das rendas prime. De forma geral, a oferta de espaço usado é elevada e está disponível a uma taxa de desconto relevante face aos escritórios novos.

Chris Staveley, conclui: “No 1º trimestre, apenas 900.000 m² de novos espaços de escritórios foram concluídos na Europa, cerca de um terço menos do que a média dos últimos 5 anos. Para o total do ano, a Jones Lang LaSalle espera que sejam concluídos cerca de 4 milhões de m². Este volume ficará cerca de 30% abaixo da média dos últimos cinco anos e é o volume mais baixo há mais de uma década. Esta realidade irá impulsionar o crescimento das rendas e em alguns mercados irá conjugar-se com uma maior procura de espaços”.

Para consultar o Relatório completo, clique aqui


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