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Lisboa

Jones Lang LaSalle Portugal expande atividade para o mercado de Angola


A Jones Lang LaSalle Portugal está a expandir a sua atividade para o mercado imobiliário de Angola, tendo identificado este país como um destino importante na sua estratégia de crescimento. Prestando serviços imobiliários a este mercado, quer a empresas de origem portuguesa quer a empresas domésticas ou de outras nacionalidades, a consultora desenvolve a sua atividade a partir de Portugal, embora tenha firmado para o efeito uma parceria com a Imoalves Angola, igualmente de origem lusa mas com escritório em Luanda.

Pedro Lancastre, director geral da Jones Lang LaSalle, comenta “ Angola é definitivamente um mercado que deveremos explorar, tendo em conta o potencial de crescimento que o sector imobiliário apresenta e o facto de se constituir como um alvo preferencial de internacionalização não só para os players lusófonos como para players de outros quadrantes internacionais. A atividade da Jones Lang LaSalle em Angola será desenvolvida a partir de Portugal, embora a consultora tenha estabelecido para este mercado uma parceria com a Imoalves Angola, empresa de origem portuguesa e que tem representação efetiva na cidade de Luanda”.

Pedro Lancastre, acrescenta: “Trata-se de um país em reconstrução, cada vez mais estável e com um crescimento previsto para este ano que deverá rondar os 7,5%. O investimento na criação de habitação nova, a reabilitação de estradas, a renovação da Baía de Luanda, a criação de equipamentos sociais, desportivos e culturais, bem como a construção de projectos de comércio e serviços, são bons exemplos da dinâmica da cidade e de todo um país que apresenta um potencial enorme de desenvolvimento, de crescimento económico e social e, consequentemente, oportunidades únicas para o mercado imobiliário”.

No âmbito da sua atividade no mercado angolano, a Jones Lang LaSalle está neste momento a prestar serviços de consultoria quer para expansão quer para implementação de projetos de retalho, a executar mandatos de comercialização também na área de imobiliário comercial, bem como a desenvolver estudos de mercado em representação de diversas empresas portuguesas e também de empresas de capitais angolanos.

A Jones Lang LaSalle Portugal iniciou ainda a produção de publicações de research para o mercado de Angola, tendo já lançado o estudo “O Mercado Imobiliário de Luanda – Perspectivas 2011-2014”. O documento analisa o desenvolvimento dos diversos segmentos imobiliários – nomeadamente habitação, escritórios, industrial, turismo e retalho – em Luanda, além de dar conta dos atuais e futuros investimentos previstos em grandes obras infraestruturais naquela cidade, cuja população de cerca de 8 milhões de habitantes a torna na terceira maior cidade lusófona do mundo, apenas atrás das metrópoles brasileiras de São Paulo e Rio de Janeiro. As empresas brasileiras, chinesas e portuguesas constam entre os principais investidores internacionais em Luanda, com um forte destaque para o peso da área da construção civil entre os sectores alvo de investimento.

De acordo com o mesmo estudo, em termos imobiliários, a nota dominante em Luanda é a reconstrução e o investimento em novo edificado, dada a crescente pressão demográfica. Para a habitação, definida como prioritária, existe um plano nacional para construção estruturada de 1 milhão de fogos, a maioria dos quais a zona da capital. Na área terciária, pretende-se que Luanda passe a ser o centro empresarial, administrativo e financeiro de Angola, pelo que quer na área de escritórios quer na de logística estão em desenvolvimento vários projetos imobiliários de grande dimensão para suprir as necessidades atuais. Na área turística, o objectivo é colocar também Luanda no mapa mundial, estimando-se que existam neste momento 352 mil m2 de novas infraestruturas para este sector em obra e mais 98 mil m2 em projeto. O retalho, é também alvo de fortes investimento, com o surgimento de novos projetos  de grande dimensão previstos para os próximos anos, já que a nota dominante é ainda um comércio de rua desagregado e desestruturado.

De acordo com Cristina Cristóvão, Directora de Consultoria e Research da Jones Lang LaSalle, “existe actualmente uma enorme escassez de oferta comercial de qualidade no mercado angolano. A oferta está concentrada num único centro comercial e no comércio de rua, ainda muito incipiente, numa cidade onde a população estimada ronda os 8 milhões de habitantes. Com o crescimento do número de expatriados e o aumento do poder de compra da população angolana, espera-se que o desenvolvimento de projectos comerciais na província de Luanda registe um aumento significativo, estimando-se que nos próximos anos a área bruta locável (ABL) nova atinja os 200 mil m2.”

A estreia da Jones Lang LaSalle Portugal no mercado angolano foi assinalada com os mandatos de consultoria e de comercialização exclusiva do projeto de retalho Luana Retail Park, que irá oferecer uma área bruta locável de 25.000 m2, e que se localiza na zona de Camama, nas imediações do novo estádio de Luanda. Com promoção a cargo da Luana Park, este retail park será inaugurado em 2012, tendo o projeto sido oficialmente lançado em Angola em março passado, antecedido de um pré-lançamento em Lisboa, na edição de 2010 do Salão Imobiliário de Portugal.

Dos trabalhos realizados no mercado angolano, refira-se também o Estudo de Conceito Comercial para o Belas Shopping, em Luanda, realizado para a empresa de consultoria Portuguesa Grémio Prime, responsável pelo desenho da expansão do centro comercial.

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