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Lisboa

Jones Lang LaSalle Hotels estima que o investimento global em imobiliário hoteleiro alcance os $34,8 biliões em 2011

Dinamismo consolida-se no mercado de investimento imobiliário em hotéis, a nível global


A Jones Lang LaSalle Hotels divulgou a sua análise estatística sobre o mercado global de investimento em imobiliário hoteleiro referente ao 2º trimestre de 2011, revelando que as transações neste mercado totalizaram os $14,8 biliões  no 1º semestre de 2011. Face a igual período do ano passado, este volume apresenta um crescimento de 117%, o qual, de acordo com a Jones Lang LaSalle Hotels, se deve à melhoria dos níveis de liquidez e da performance operacional dos hotéis, bem como aos esforços encetados pelos bancos para acelerar os planos de reestruturação de dívidas.

O Continente Americano registou um impressionante crescimento homólogo de 187%, com os volumes transacionados a crescerem para os $7,4 biliões, impulsionados por alguns negócios de grande dimensão envolvendo ativos isolados e em cidades de referência como Nova Iorque. Cerca de $4,7 biliões  de transações hoteleiras ocorreram na Europa, Médio Oriente e África (EMEA) na primeira metade de 2011, assinalando uma recuperação de 84%  face aos níveis registados em igual período do ano passado. A atividade acelerou em resultado do acentuado crescimento do número de ativos resultantes de processos de insolvência. Na Ásia-Pacífico, o volume de negócios de investimento totalizou os $2,6 biliões, 59% mais do que no período homólogo.

“Apesar das diversas crises políticas, económicas e naturais testemunhadas em todo o mundo na primeira metade de 2011, as transações de ativos hoteleiros continuaram a registar dinamismo e os volumes para o total do ano deverão superar mesmo as nossas expectativas iniciais”, afirma Arthur de Haast, global CEO da Jones Lang LaSalle Hotels. “Prevemos que os valores anuais de investimento em ativos imobiliários hoteleiros em 2011 possam alcançar os $34,8 biliões a nível mundial, num crescimento de 28% em termos homólogos”.

“Os REIT’s continuaram a ser os veículos de compra mais dinâmicos no Continente Americano, apesar dos investidores privados, que estiveram à margem durante a crise, terem voltado em força ao mercado nesta primeira metade do ano”, explica Arthur Adler, CEO-Americas da Jones Lang LaSalle Hotels. Um dos negócios recentes de maior destaque diz respeito à venda, pelo Morgans Hotel Group, das unidades Royalton (168 quartos) e Morgans (114 quartos) em Nova Iorque, por um valor total de $140 milhões à York to FelCor Lodging Trust.

“As vendas de ativos hoteleiros no Continente Americano deverão alcançar os $16 biliões em 2011. Este valor ficará acima da nossa previsão inicial de $13,1 biliões e considera o ritmo registado até à data e as transações que estão em curso. Estas últimas englobam a aquisição de 64 ativos por aproximadamente $1,13 biliões pela Chatham Lodging Trust e pela Cerberus Capital Management, L.P.” acrescentou Arthur Adler.

“Como seria de esperar, um assinalável aumento no número de ativos resultantes de processos de insolvência, com os financiadores a aumentaram o ritmo dos seus programas de reestruturação de dívidas está a caracterizar a atividade na região EMEA”, disse Mark Wynne Smith, CEO-EMEA da Jones Lang LaSalle Hotels. No início de Junho, o RBS assumiu o controlo de um portfólio de 42 unidades Marriott  no Reino Unido e a Von Essen Hotels tinha já sido executada em Abril pelo Lloyds Banking Groups e pelo Barclays. “Esperamos que os volumes de investimento imobiliário em hotéis na região EMEA cresçam para os $15,1 biliões, mais $2 biliões do que a nossa previsão inicial, à medida que se espera que novos produtos surjam no mercado”.

A atividade na Ásia-Pacífico totalizou os $2,6 biliões, com Singapura, Austrália, China, Japão e Hong Kong a assumirem-se como os principais palcos. “Singapura dominou a atividade transacional na primeira metade de 2011, com volumes a superarem o $1 bilião, refletindo a retoma da procura para este mercado”, afirma Scott Hetherington, CEO-Asia da Jones Lang LaSalle Hotels. “Previmos, no início do ano, volumes anuais de $2,75 para esta região, e esperamos que esta previsão se mantenha, à medida que o crescimento em mercados como o de Singapura e da Tailândia seja atenuado pela desaceleração do mercado japonês, ainda em consequência das catástrofes de março”, acrescentou.

Na Ásia-Austral, o volume de negócios alcançou os $478 milhões, com as fontes de capital offshore a dominarem o mercado, com um peso de 76% do total transacionado. “Esperamos que os volumes de transação alcancem $1 bilião até final do ano nesta região, acima dos $800 milhões inicialmente previstos e que se deverá ao dinamismo do investimento estrangeiro”, avançou Craig Collins, CEO-Ásia Austral da Jones Lang laSalle Hotels.

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