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Lisboa

Investimento imobiliário mundial cresce 50% para os $101 biliões no 2º trimestre de 2011

América do Norte conquista posição cimeira no volume de transações, alcançando assim outros mercados que iniciaram a sua recuperação mais cedo


No 2º trimestre de 2011, o investimento direto em imobiliário  a nível mundial totalizou aproximadamente $101 biliões, cerca de 7% mais do que os volumes registados no trimestre prévio e 47% acima de igual período do ano anterior. Estes são dados preliminares revelados pela equipa de global capital markets da Jones Lang LaSalle.

Arthur de Haast, Head do International Capital Group da Jones Lang LaSalle, afirma: “A recuperação da atividade continua, com uma retoma especialmente marcada na América do Norte, iniciada após a recuperação encetada pelo mercado global, conduzindo esta região para o topo da lista em termos de volumes de investimento. Perspetivando o futuro, as preocupações referentes aos mercados de crédito em algumas economias mais desenvolvidas e o risco de sobreaquecimento em alguns mercados emergentes serão motivadores de cautela e de uma seleção cuidadosa dos ativos, contando-se adicionalmente com uma desaceleração natural da recuperação. Ainda assim, o pipeline de produtos no mercado deixa-nos confiantes de que os volumes anuais alcancem os $440 biliões”.

Destaques Regionais:

O Continente Americano observou o maior dinamismo no volume de investimento desde finais de 2007, posicionando-se no topo à medida que a atividade recupera e alcança os primeiros mercados a sentirem a retoma noutras regiões. Todos os segmentos imobiliários nos Estados Unidos registaram um forte crescimento, dada a crescente disponibilidade de financiamento e o apetite entre os investidores para obterem rendimento através dos yields no contexto de baixas taxas de juro. Os volumes para esta região cresceram 56% face ao primeiro trimestre do ano, para os $49 biliões. O Canadá foi também palco de uma forte recuperação, com os volumes a triplicarem face ao trimestre anterior. A sul do Continente, o Brasil abrandou face ao ritmo acelerado dos dois trimestres anteriores, à medida que foram sendo realizadas as vendas de diversos portfólios de grande dimensão. O volume de fluxos de investimento neste continente deverá manter-se forte ao longo do ano, apesar de a um ritmo mais lento de crescimento do que o anteriormente observado.

Na Europa, Médio Oriente e África (EMEA), os volumes de investimento mantiveram-se, na generalidade,  estáveis no 2º trimestre de 2011, no nível dos $34 biliões, registando um crescimento moderado face ao período homólogo. Uma forte recuperação dos Países Nórdicos e da Rússia foi atenuada pelo arrefecimento da atividade no Reino Unido e pelo acentuado abrandamento na agitada Europa do Sul, na qual a exceção foi a Itália, que registou um menor ritmo de contração. No Médio Oriente, a atividade mantém-se branda. Atualmente, a região é mais evidenciada como fonte de capital.

Por último, na região Ásia-Pacífico ocorreu uma queda acentuada (30%) nos volumes comparativamente ao trimestre anterior, não obstante tendo continuado a registar-se um crescimento a nível homólogo, para os $18,5 biliões.  As catástrofes naturais ocorridas no Japão, o maior mercado de investimento imobiliário desta região, agravaram o habitual decréscimo sazonal. Não é, por isso, surpreendente, que os mercados saudáveis desta região, incluindo o forte crescimento na Austrália e os níveis consolidados na China e em Hong Kong, não tenham conseguido compensar esta queda.
Perspetivas Globais

Tendo em conta o remanescente do ano, Paul Guest, Diretor do Global Capital Markets Research da Jones Lang LaSalle, disse: “As nossas previsões apontam para um volume de investimento adicional de $240 biliões nos dois últimos trimestres do ano, tendo em conta diversas condições. Em primeiro lugar, o Japão deverá recuperar das catástrofes ocorridas em março; na Europa e nos Estados Unidos deverão surgir no mercado mais ativos oriundos das carteiras dos bancos, alguns dos quais com excelente qualidade; os grandes mercados emergentes parecem estar a absorver o impacto das medidas regulatórias sem os efeitos de uma “aterragem forçada”. Ainda assim, a taxa de crescimento começou a desacelerar e esta tendência deverá manter-se, particularmente à medida que os bancos centrais continuem a agravar as condições em todo o mundo”.
- ends –

Nota aos Editores:
As análises de Global Capital Flows da Jones Lang LaSalle disponibilizam um conjunto de dados desenhados para auxiliar os investidores na compreensão de como o mercado de investimento imobiliário está a comportar-se em todo o mundo. As conclusões são divulgadas trimestralmente, primeiramente numa análise dos volumes de transação em forma de press release (como o atual) e posteriormente num relatório trimestral mais abrangente que será lançado nas semanas seguintes. Todos os dados atuais de Global Capital Flows podem ser encontrados num sitio de internet interativo que se posiciona também como um portal para os meios de comunicação e para os clientes no acesso aos dados de research da Jones Lang LaSalle na área de Global Capital Markets, disponível em www.joneslanglasallesites.com/gcf.
1. Investimento Intra-Regional – Verifica-se quando quer o comprador quer o vendedor são oriundos da região na qual o ativo se localiza. Por exemplo, um REIT norte-americano a fazer aquisições no Canadá, ou um fundo Alemão a vender no Reino Unido.
2. Investimento Inter-Regional: Verifica-se quando o comprador, vendedor ou ambos são oriundos da região na qual o ativo se localiza. Por exemplo, um REIT Norte-americano a comprar imobiliário na Dinamarca, ou um Fundo de Pensões Australiano a vender no Canadá.
3. Investimento Estrangeiro: Refere-se a qualquer comprador, vendedor ou a ambos que sejam oriundos de fora do país no qual a transação ocorre. Divide-se entre operações Inter-regionais e Intrarregionais.
4. Investimento Doméstico: Refere-se a qualquer investidor oriundo do país em que a transação ocorre. Transações que envolvam compradores e vendedores domésticos são referidas como atividade doméstica
5. Transações realizadas em circuito fechado (i.e. que não são abertas ao mercado), projetos de promoção e investimento residencial são excluídos dos dados analisados.
6. A Jones Lang LaSalle converte os valores de transação em dólares norte-americanos ($) à média diária do trimestre no qual ocorreu a transação, pelo que o efeito da taxa de câmbio não foi eliminado.
7. Os Fundos Globais são aqueles que alocam capital nas diversas regiões.

 
Histórico dos Volumes de Investimento Imobiliário Directo a nível Global ($ Biliões)

Ano

Cont. Americano

EMEA

Ásia – Pacífico

Total

2004

185

162

46

393

2005

216

212

67

495

2006

283

322

95

700

2007

304

333

121

759

2008

126

167

85

378

2009

45

98

66

209

2010

97

136

83

316

2011

Sem.1 (prelim.)

80

70

46

196