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Lisboa

Investimento Imobiliário na Europa abranda no 2º trimestre

Forte atividade na Europa do Norte contrasta com os declínios a Sul. Reino Unido caiu também face a um 1º trimestre excecional, revela a Jones Lang LaSalle


Depois de uma performance excecional no 1º trimestre de 2011, que havia registado um crescimento homólogo de 32%, os volumes de investimento imobiliário na Europa ao longo do 2º trimestre totalizaram os €24,8 mil milhões, traduzindo uma modesta subida de 4% face a igual período do ano anterior. Estes são dados do mais recente research de Global Capital Flows produzido pela Jones Lang LaSalle. Apesar deste abrandamento trimestral do ritmo de crescimento, a atividade de investimento na primeira metade do ano continuou a apresentar uma performance cerca de 17% acima dos primeiros seis meses de 2010. As taxas de crescimento no 2º trimestre foram bastante díspares em toda a Europa, com os mercados a Norte a registarem níveis de forte crescimento, e os mercados do Sul e o Reino Unido a serem palco de declínio.

Robert Stassen, Head do EMEA Capital Markets Research da Jones Lang LaSalle, comenta: “No 1º trimestre deste ano foram concluídos alguns negócios particularmente grandes, incluindo a venda do Trafford Centre (no Reino Unido, por €1,9 mil milhões) e do Centro Shopping Centre, na Alemanha, (€650 milhões). Mas este dinamismo não se manteve no 2º trimestre. Apesar desta realidade poder explicar a volatilidade trimestral, a escassez de produto, especialmente no popular mercado de Central London, poderá ter também limitado o crescimento do volume de investimento”.  

Robert Strassen acrescenta: “As evidências atuais do mercado sugerem que os negócios de maior dimensão demoram, agora, mais tempo a serem concluídos. Além disso, pensamos que algumas operações em curso possam ter sido adiadas para o segundo semestre do ano. A dimensão média das operações no 2º trimestre de 2011 foi de €37,4 milhões, menos do que os €46,3 milhões registados em média no trimestre anterior e do que os €41,5 milhões em 2010”.

O mercado de investimento alemão registou uma boa performance no 2º trimestre de 2011, com um crescimento de 36% no volume transacionado face ao 2º trimestre de 2010, e contabilizando 22% do total da atividade no trimestre.

Hela Hinrichs, Diretor EMEA Research da Jones Lang LaSalle, afirma: “Além dos mercados mais líquidos, como o Reino Unido e a Alemanha, outros países registaram um aumento na atividade. Por exemplo, os Países Nórdicos e a Rússia reportaram, ambos, uma performance acima da inicialmente prevista. Este último mercado registou um crescimento de 200% na atividade de investimento face ao período homólogo, enquanto que os Países Nórdicos observaram um aumento homólogo de 70% e trimestral de 83%. A Suécia esteve particularmente ativa, com mais de €2,0 mil milhões negociados, num aumento de quase 50% em comparação ao 2º trimestre de 2010”.

O mesmo responsável acrescenta: “Sem surpresas, na sequência do resgate da Grécia pela União Europeia, os volumes de investimento na Europa do Sul caíram cerca de 70% face ao período homólogo. A Itália foi o mercado mais resistente, com um declínio de 39%”.

Apesar do Reino Unido continuar a ser o mercado de investimento imobiliário mais líquido na região EMEA, os volumes de investimento caíram cerca de 14% (11% em libras esterlinas) face aos níveis de atividade no 2º trimestre de 2010. Esta performance seguiu-se a um 1º trimestre excecionalmente forte, no qual os níveis de investimento haviam subido 44% em termos homólogos, o que acabou por influenciar a performance semestral, com uma modesta subida de 12% face ao 1º semestre de 2010.

Robert Stassen conclui: “Enquanto a procura de ativos em Londres permanece relativamente saudável, os mercados de escritórios da City e do West End são marcados por uma forte escassez de oferta de ativos prime, uma tendência que deverá manter-se no decurso do ano. Esta escassez de oferta não se limita apenas ao segmento de escritórios: existe uma procura gerada por fundos soberanos para centros comerciais prime, embora a oferta adequada tenha vindo a ser muito limitada”.

O segmento de escritórios concentra 49% dos volumes de investimento imobiliário na Europa no 2º trimestre de 2010, liderando o mercado. Segue-se o retalho, que, mantendo-se popular entre os investidores em toda a região, representou 27% do total transacionado. O peso do imobiliário industrial caiu de 9% para 8% face ao trimestre anterior. No mercado alemão, contudo, o retalho foi o segmento a receber mais investimento, com um peso de 44% do total transaccionado neste país. Os investidores em toda a Europa continuaram a resistir a uma escolha liderada em exclusivo pela qualidade do ativo, mantendo-se focados no crescimento do retorno – uma tendência de que o retalho alemão está a beneficiar.  

- ends –

Nota:
1. As transações que ocorrem em circuito fechado (i.e. que não são abertas ao mercado), aquisições de terrenos, projetos de promoção e investimento residencial são excluídos dos nossos dados, bem como operações com valor inferior a $5 milhões.
2. O investimento estrangeiro ocorre quando o comprador, vendedor ou ambos são oriundos de outro país que não aquele onde o ativo se localiza.
3. O investimento estrangeiro pode ser classificado como “Intra-regional” (quando quer o comprador quer o vendedor são oriundos da região onde o ativo se localiza) e “Inter-regional” (quando o comprador, vendedor ou ambos são de outra região que não aquela onde o ativo se localiza).
4. Os fundos globais são fundos que alocam capital em diversas regiões.