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Lisboa

Investimento imobiliário estrangeiro cresce 50%, concentrando metade do volume transaccionado globalmente no 2º trimestre de 2011

Investidores globais, norte-americanos e de Singapura emergem como as fontes de capital estrangeiro mais dinâmicas


As operações de investimento estrangeiro cresceram cerca de 50%, passando a concentrar metade dos $103,5 biliões  transaccionados no mercado global de investimento imobiliário no 2º trimestre de 2011, revelou a Jones Lang LaSalle no seu mais recente relatório Global Capital Flows. Dado o forte arranque do ano, a Jones Lang LaSalle mantém a previsão de um volume anual total de $440 biliões, desde que se reduzam as atuais incertezas e volatilidades do mercado e não se verifiquem novas e significativas descidas a nível económico. Num período de instabilidade, o imobiliário terciário de boa qualidade será beneficiado, mas os negócios, particularmente os de maior dimensão, levarão mais tempo a ser concluídos.

“Na primeira metade do ano, assistimos a empresas a investirem nos seus mercados domésticos e o private equity (capitais privados) e os fundos não cotados a investirem além-fronteiras”, disse Arthur de Haast, Head do International Capital Group da Jones Lang LaSalle. “Os fundos estão mais cautelosos, focando-se em investir, em primeiro lugar, nos mercados domésticos e confiando aos gestores experientes os seus investimentos internacionais. Esta tendência deverá manter-se na segunda metade do ano, se o ambiente económico se mantiver instável”.

Em termos de investimento líquido , os fundos globais  foram, de longe, os investidores mais ativos, com aquisições (líquidas) de mais de $13 biliões. Os investidores oriundos de Singapura foram os segundos mais ativos, com $2,1 biliões e os Suecos constam em terceiro lugar, com $800 milhões de atividade.

A par dos fundos globais, que pela sua natureza lideraram a atividade líquida de investimento estrangeiro, os investidores de Singapura foram os segundos compradores estrangeiros (líquidos) mais ativos no 2º trimestre de 2011, à medida que os investidores procuraram alcançar retornos em mercados estrangeiros, devido à valorização dos imóveis observada nos mercados domésticos. O Cazaquistão e a Indonésia contabilizaram ambos cerca de $550 milhões de compras líquidas no trimestre; no último mercado, o volume diz respeito quase exclusivamente à compra da Aviva Tower, em Londres.

Globalmente, os dez principais mercados a atrair o maior volume de investimento incluem quatro mercados na Ásia (Hong Kong, Seul, Xangai e Singapura); três no Continente Americano (Nova Iorque, Washington, e Toronto) e três na região EMEA ( Londres, Frankfurt e Paris).

Top 10 Cidades no 2º T 2011 – Volumes de Investimento (excluindo portfólios) em Dólares Americanos ($) – biliões

1. Nova Iorque  6,3
2. Londres  6,0
3. Toronto  2,7
4. Hong Kong  2,4
5. Singapura 2,2
6. Seul   2,0
7. Washington 1,8
8. Xangai   1,8  
9. Frankfurt 1,7 
10.Paris  1,6

De Haast acrescentou: “A aversão ao risco aumentou nos últimos meses, o que significa que a conclusão dos negócios de maior dimensão está a prolongar-se. Apesar de assistirmos a um maior fluxo de transações, no 2º trimestre de 2011 foi notória uma ausência de transações de ativos únicos de referência. Existem menos de dez negócios de venda de ativos únicos acima dos $500 milhões neste trimestre, o que nivela com o 2º trimestre de 2010. No 1º trimestre, registaram-se mais de 20 operações de grande dimensão e ainda que alguns negócios tenham ficado em pipeline para o segundo semestre, a volatilidade dos mercados poderá acarretar um novo atraso”.

Fontes de Capital

Em todo o mundo, os investidores estão atentos quer a investimentos domésticos quer estrangeiros. Neste trimestre, os Estados Unidos, uma vez mais, constituíram-se como a maior fonte de capital, adquirindo cerca de $27,1 biliões em imobiliário comercial, mais $7 biliões do que no trimestre anterior, ainda que esta diferença tenha sido basicamente investida no mercado doméstico. Os Estados Unidos foram igualmente o terceiro comprador estrangeiro mais ativo, com um volume de $2,6 biliões. O crescimento da atividade de investimento norte-americano tem uma base sobretudo doméstica, com mais de 110 cidades deste país a constarem na base de dados da Jones Lang LaSalle neste trimestre, comparando com as 90 que listavam no 1º trimestre e as 60 no 2º trimestre de 2010.

Top 10 cidades norte-americanas no 2º trimestre de 2011 (excluindo transações com portfólios) – as novas entradas (face ao 1º trimestre 2011) estão assinaladas a bold:

1. Nova Iorque
2. Washington
3. Los Angeles
4. San Diego
5. Chicago
6. São Francisco
7. Seattle
8. Boston
9. Houston
10.Miami

Além da vaga de capital norte-americano, no 2º trimestre do ano duplicaram as aquisições por fundos globais (para os $20,6 biliões), além de se ter registado um aumento significativo dos capitais de origem britânica, canadiana e alemã. Contudo, nestes três países a maioria do capital foi também investido nos respetivos mercados domésticos.

No 2º trimestre, registou-se um total de $38 biliões de compras estrangeiras, mais do que os $22,9 biliões  observados no 1º trimestre e traduzindo um subida de 66%. Esta subida foi motivada pela duplicação do capital oriundo de Singapura, incluindo aquisições de grande dimensão na China, e por uma enorme vaga de investimento dos fundos globais. Os níveis de aquisições pelos outros investidores estrangeiros de topo (EUA, Alemanha, Canadá e Reino Unido) mantiveram-se praticamente inalterados face ao trimestre anterior.

Setores Preferenciais

O setor de escritórios foi o principal alvo de investimento no 2º trimestre de 2011, contabilizando pouco mais de 40% dos volumes totais, menos do que os 45% registados no 1º trimestre de 2011. O peso do retalho cresceu para os 33%, face aos anteriores 28,5%. O aumento do volume de investimento em hotéis (incluindo casinos) levaram a que este setor superasse o industrial como o terceiro mais líquido globalmente, com um peso de 11%. O imobiliário industrial concentrou cerca de 10% do volume investido globalmente.

- ends-

Nota aos Editores:
As análises de Global Capital Flows da Jones Lang LaSalle disponibilizam um conjunto de dados desenhados para auxiliar os investidores na compreensão de como o mercado de investimento imobiliário está a comportar-se em todo o mundo. As conclusões são divulgadas trimestralmente, primeiramente numa análise dos volumes de transação em forma de press release (como o atual) e posteriormente num relatório trimestral mais abrangente que será lançado nas semanas seguintes. Todos os dados atuais de Global Capital Flows podem ser encontrados num sitio de internet interativo que se posiciona também como um portal para os meios de comunicação e para os clientes no acesso aos dados de research da Jones Lang LaSalle na área de Global Capital Markets, disponível em www.joneslanglasallesites.com/gcf.
1. Investimento Intra-Regional – Verifica-se quando quer o comprador quer o vendedor são oriundos da região na qual o ativo se localiza. Por exemplo, um REIT norte-americano a fazer aquisições no Canadá, ou um fundo Alemão a vender no Reino Unido.
2. Investimento Inter-Regional: Verifica-se quando o comprador, vendedor ou ambos são oriundos da região na qual o ativo se localiza. Por exemplo, um REIT Norte-americano a comprar imobiliário na Dinamarca, ou um Fundo de Pensões Australiano a vender no Canadá.
3. Investimento Estrangeiro: Refere-se a qualquer comprador, vendedor ou a ambos que sejam oriundos de fora do país no qual a transação ocorre. Divide-se entre operações Inter-regionais e Intrarregionais.
4. Investimento Doméstico: Refere-se a qualquer investidor oriundo do país em que a transação ocorre. Transações que envolvam compradores e vendedores domésticos são referidas como atividade doméstica
5. Transações realizadas em circuito fechado (i.e. que não são abertas ao mercado), projetos de promoção e investimento residencial são excluídos dos dados analisados.
6. A Jones Lang LaSalle converte os valores de transação em dólares norte-americanos ($) à média diária do trimestre no qual ocorreu a transação, pelo que o efeito da taxa de câmbio não foi eliminado.
7. Os Fundos Globais são aqueles que alocam capital nas diversas regiões.

Histórico dos Volumes de Investimento Imobiliário Direto a nível Global ($ Biliões)

Ano

Cont. Americano

EMEA

Ásia – Pacífico

Total

2004

185

162

46

393

2005

216

212

67

495

2006

283

322

95

700

2007

304

333

121

759

2008

126

167

85

378

2009

45

98

66

209

2010

97

136

83

316

2011

Sem.1

80

72

46

196