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Lisboa

Research da Jones Lang LaSalle revela os principais desafios do retalho na próxima década

Estudo Retail 2020 identifica cinco fatores chave para todos os operadores e players empenhados na sobrevivência e futuro do retalho, apesar das mudanças acentuadas no sector


A Jones Lang LaSalle divulgou o 9º capítulo do estudo Retail 2020, denominado “The New Retail Rulebook: 5 Key Lessons from the Future” (trad.livre: “O Novo Manual de Regras para o Retalho: 5 Lições Chave para o Futuro”). Este é o mais recente capítulo do estudo Retail 2020, desenvolvido pela Jones Lang LaSalle e lançado em Maio de 2010 com o objetivo de identificar as tendências mais importantes que estão a provocar alterações rápidas no panorama mundial do sector de retalho. Este novo capítulo visa disponibilizar algumas soluções práticas para que os operadores e agentes do mercado se adaptem às mudanças previstas.

Algumas das tendências previstas para a próxima década incluem:

• Em 2020, mais de 50% de todas as transações de comércio não-alimentar serão digitalmente influenciadas nos mercados maduros;
• Cerca de 15% dos centros comerciais podem não ser vendáveis a partir de 2018 em alguns mercados
• Cerca de 30% do espaço de retalho nos mercados desenvolvidos é potencialmente obsoleto no seu formato atual

Patrícia Araújo, Diretora do Departamento de Retail Leasing, da Jones Lang LaSalle Portugal, disse: “Ao realizar reuniões com clientes e grupos retalhistas em toda a Europa e ao examinar novos dados, desenhámos um quadro detalhado sobre como o retalho necessitará de evoluir ao longo da próxima década, mas mais importante, estabelecemos um novo Manual de Regras para o Retalho para ajudar os operadores a manterem-se na dianteira do jogo. A eficiência, as competências qualificadas e a flexibilidade serão os fatores críticos de sucesso para o futuro”.
O novo Manual de Regras identifica e analisa as consequências práticas das tendências previstas para o retalho, em cinco lições para retalhistas e investidores:
1. Abordar a tecnologia como uma forma de pensar, e não apenas como uma ferramenta: Não existe maior força disruptiva no retalho hoje. Tem efeitos em todas as áreas desde a estratégia dos canais de distribuição, à negociação do preço das rendas,  à comunicação com os consumidores. Os retalhistas e os proprietários têm de parar de ver a internet como um concorrente externo e, em vez disso, incorporá-la na sua estratégia e ajustar os seus modelos de negócio em consonância.
2. A Sustentabilidade é um risco grande, mas também uma oportunidade para os investidores em retalho: Os mais recentes centros comerciais terão que oferecer um prémio “verde”. Um centro comercial bem desenhado e gerido deverá ser, na sua gestão, mais eficiente em termos de custos, com impacto nas rendas. Assegurar que um centro é comprovadamente mais eficiente, tornará o ativo mais atrativo do que o seu vizinho não-verde e mais líquido em termos de produto de investimento.
3. Capacitar, fazer parcerias e diversificar para sobreviver: os players com capital necessitarão, cada vez mais, de recorrer a gestores especializados, cuja influência se alargará rapidamente. As diferenças entre competências serão cada vez mais acentuadas, o que será particularmente importante na promoção e renovação, considerando a quantidade de stock de retalho que já está ou virá a estar obsoleto.
4. Conquistá-los e Mantê-los: é o princípio fundamental no comércio. Para a maioria dos centros comerciais, o marketing é o parente pobre e muitas vezes negligenciado. Os retalhistas e os proprietários necessitam de apostar na capacitação e diversificação de competências para criar destinos diferenciados e vencedores, que se dão a conhecer aos consumidores, os mantêm interessados e, em última análise, os fazem gastar dinheiro.
5. Qualidade e verdadeira conveniência: A natureza da globalização, das comunicações electrónicas instantâneas, da ultra mobilidade, transformarão o retalho num mundo de extremos – melhor lazer, oferta super dominante, áreas de influência regionais e design distinto. O consumidor tem expetativas mais elevadas e se um produto ou um imóvel de retalho não lhe oferece mais, existirão muitas outras opções concorrentes.

James Brown, Head do EMEA Retail Research da Jones Lang LaSalle, acrescentou: “Na Europa, apesar de algumas disparidades significativas em termos nacionais e mesmo entre cidades, a perspetiva geral para o crescimento económico até 2015 é pouco animadora. Até certo ponto, independentemente de um país ter sido afetado por instabilidade política, económica ou social, a confiança do consumidor europeu é frágil e o consumo continuará enfraquecido, à medida que a austeridade continue a dominar”.

“É, por isso, crucial que os proprietários de centros comerciais e retalhistas coloquem um plano estratégico claro em marcha, de forma a prepararem-se para os tempos mais conturbados e assegurar que, quando as condições melhorarem, estão preparados para tomar a dianteira”.
O Retail 2020 cobre todos os fatores que deverão ter impacto no mercado imobiliário de retalho na Europa em 2020, incluindo alterações de ordem económica, tecnológica, demográfica e cultural. O relatório foi construído tendo como base diversos contactos e reuniões realizadas com clientes e players da indústria de retalho realizadas na Europa ao longo do último ano, entrevistas a especialistas, exploração de dados, e o trabalho com uma Equipa de Reflexão de referência.

Os anteriores capítulos do Retail 2020:

• Consideram a mudança na relação entre retalhistas, consumidores e fabricantes
• Exploram onde se originará a próxima geração de inovação de comércio online
• Analisam a forma como os retalhistas precisam de desenvolver modelos de negócio e de transação para além dos tradicionais
• Sugerem a forma como os retalhistas podem utilizar informação que têm sobre os clientes
• Sublinham como a logística precisa de melhorar para ir ao encontro das expetativas dos consumidores
• Examinam as oportunidades de retalho nos mercados da Europa de Leste
 
- ends –
 

Nota:

– O Retail 2020 está disponível em www.retail2020.com
– O Retail 2020 surge na sequência do relatório Retail Futures, 2010, publicado há dez anos pela Jones Lang LaSalle, e que, de forma bem sucedida, previu muitas das forças que viriam a modelar o panorama de retalho e de consumo entre 2000 e 2010.
– A Jones Lang LaSalle e o portal Web Retail 2020 pretendem incentivar toda a indústria de retalho a debater o futuro do sector e as suas implicações no mercado imobiliário, oferecendo ainda blogs, vídeos, notícias, sondagens interactivas e perfis de clientes.