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Lisboa

Ocupantes corporativos estão mais cautelosos

O mais recente research de ocupantes corporativos da Jones Lang LaSallevolta a revelar prudência


O research EMEA Corporate Occupier Conditions do 3º trimestre de 2011 desenvolvido pela Jones Lang LaSalle revela que, apesar de os níveis de atividade na ocupação de escritórios se terem mantido estáveis, os ocupantes corporativos voltam a estar mais cautelosos.

A absorção de espaços no 2º trimestre na região EMEA totalizou os 2,7 milhões de m2, cerca de 2% mais do que no trimestre anterior e 4% acima do trimestre homólogo.
Contudo, as expectativas para a atividade anual continuam em linha com os níveis observados em 2010, ou seja, nos 11,7 milhões de m2. Esta realidade evidencia um forte contraste com a emergência de uma procura movida por planos de expansão, nos primeiros meses de 2011.

Vincent Lottefier, CEO da equipa de Corporate Solutions EMEA da Jones Lang LaSalle, comenta: “Apesar de termos assistido a uma forte performance nos mercados alemão, francês e nórdico, a crise das dívidas soberanas na Europa (e nos Estados Unidos) causou uma instabilidade generalizada.
Os colaboradores estão sob pressão, a atividade de fusões e aquisições é marcada pela incertezae o crescimento sustentado a longo-prazo parece cada vez mais desafiante.

Os líderes de imobiliário corporativo na região EMEA estão, por isso, a rever os seus planos de crescimento, focando-se nos fundamentais e suspendendo projetos não essenciais”.
Dr. Lee Elliott, Head do EMEA CorporateResearch, acrescenta: “Apesar do tom de maior cautela entre os ocupantes corporativos, atualmente, a dinâmica do mercado continuará a apresentar desafios logo que a confiança regresse. Ainda que a taxa de disponibilidade na Europa se tenha mantido nos dois dígitos ao longo de oito trimestres consecutivos, a realidade é que os mercados apresentam uma escassez de soluções de qualidade para ocupantes corporativos. A conclusão de nova oferta caiu de forma drástica, apresentando, por isso, uma perspectiva limitada a curto-prazo. Apenas 670.000 m2 foram concluídos em toda a região, cerca de 50% abaixo da média de longo-prazo. O total do ano registará o volume anual mais baixo de nova oferta em mais de uma década, pelo que o espaço prime continuará a ser premium à medida que os ocupantes retomem os seus planos de expansão ou renovação de espaço”.

Vincent Lottefier, concluiu: “Os conselhos de administração das empresas continuam a focar-se na contenção de riscos e, simultaneamente, no aumento de produtividade. O desafio será equilibrar esta postura com uma estratégia imobiliária de longo-prazo. Veremos mais projetos de remodelação em portefólios existentes, por serem mais facilmente adiáveis ou canceláveis face a negócios de investimentos de fundo. Os líderes de imobiliário corporativo irão igualmente recorrer mais ao outsourcing para enfrentar os diversos desafios”.

O research da Jones Lang LaSalle conclui que, no mercado de Lisboa, a atividade de ocupação de escritórios evidenciou uma ligeira melhoria no 2º trimestre de 2011 face ao trimestre anterior (18,8%), registando, não obstante, uma queda de 24,6% em termos homólogos. A consultora prevê que a atividade de ocupação de escritórios em Lisboa se mantenha estável nos próximos 12 meses, com as rendas prime a fixarem-se no 2º trimestre nos 228 euros/m2/ano, um valor que se mantém inalterado desde final de 2009. A conclusão de nova oferta neste trimestre foi de apenas 6.012 m2, que sendo um nível relativamente baixo não impediu a subida da taxa de disponibilidade de 11,70% para 11,86%.
Em relação à promoção de nova oferta, as perspetivas permanecem relativamente limitadas, prevendo-se um volume de cerca de 10.505 m2 de novos escritórios, sem pré-arrendamento, até final do ano.


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