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Lisboa

Mercado europeu de escritórios mantém-se forte apesar das preocupações económicas

European Office Clock Report da Jones Lang LaSalle para o 3º trimestre de 2011 revela flutuações na procura e nas rendas prime


De acordo com a Jones Lang LaSalle, o volume de arrendamento de escritórios na Europa continuou a melhorar no 3º trimestre de 2011, apesar das variações denotadas nas rendas prime praticadas.

As rendas prime cresceram neste trimestre em Estocolmo, Haia (ambas em cerca de 2,4%), Hamburgo (+2,2%) e Milão (+1,9%), apesar da boa performance destes mercados ter sido atenuada pelos decréscimos observados em Bruxelas (-3,2%), Dublin (-3,0%), Madrid (-1,9%) e Edimburgo (-1,8%). Não obstante estas alterações, o European Office Index (trad. livre: Índice Europeu de Escritórios) da Jones Lang LaSalle não apresentou modificações. As rendas de escritórios nos mercados da Europa Central e de Leste permaneceram estáveis face ao trimestre anterior, refletindo uma procura sustentada. Lisboa continua com as rendas prime inalteradas quer em termos trimestrais quer homólogos, fixando-se em 228€/m²/ano.

Apesar das preocupações contínuas, o volume de espaço de escritórios arrendado na Europa cresceu no 3º trimestre de 2011, com uma absorção bruta de 2,9 milhões de m², cerca de 6% mais do que no trimestre anterior e 16% mais do que em igual período do ano passado.

Em Lisboa, o volume de absorção de escritórios no 3º trimestre foi de 14. 901 m², o que representa um decréscimo de 15,7% face ao trimestre anterior e de 25% em relação ao período homólogo. Entre Julho e Setembro não foram inaugurados novos projetos, o que resultou numa ligeira descida da taxa de disponibilidade para os 11,55% (11,86% no trimestre anterior). Nos primeiros noves meses do ano, foram colocados 44.892 m² de escritórios, um decréscimo de 40% face ao período homólogo, indicadores que nos levam a crer que no final do ano seja reportado um dos mais baixos volumes de absorção de sempre.

Contudo, Bill Page, Head do UK e Pan-EMEA Office Research da Jones Lang LaSalle, explica: “A procura está a apresentar flutuações em toda a Europa. Nos primeiros nove meses de 2011, a absorção de escritórios em Londres caiu 40%, enquanto que em Berlim, Munique e Estocolmo cresceu significativamente. Na Europa Central e de Leste, os números do 3º trimestre de 2011 estão 29% acima do 3º trimestre de 2010".

“A conclusão de nova oferta de escritórios na Europa continuou igualmente em patamares baixos. Nos primeiros nove meses de 2011, 2,3 milhões de m² foram concluídos, numa quebra de 45% face à média dos últimos dez anos. A escassez de espaço de boa qualidade continua a ser um problema em muitos mercados”.
Investimento europeu em imobiliário de escritórios
Os volumes de investimento direto em imobiliário de escritórios continuaram a recuperar, com o acumulado do ano a situar-se 21% acima face a igual período de 2010. O investimento em escritórios na Europa totalizou 33,8 biliões de euros nos primeiros nove meses de 2011, dos quais 11,6 foram concretizados no 3º trimestre. A Alemanha (+79%), a Escandinávia (+60%) e a França (+26%) apresentaram boas performances, bem como a Europa Central e de Leste, incluindo a Rússia (+150%).

Chris Staveley, Head de EMEA Office e Industrial Capital Markets da Jones Lang LaSalle, comenta: “Os volumes totais transacionados continuam a ser influenciados pela limitada oferta de ativos prime com elevada procura e pela inexistência de transações que envolvam ativos percepcionados como portadores de maior risco. Estamos também a sentir a falta de liquidez nos mercados de crédito”.

Bill Page acrescenta: “Embora as rendas prime se tenham mantido relativamente inalteradas, um ligeiro movimento de crescimento das yields levou a que o European Office Capital Value Index exibisse o primeiro movimento negativo desde o 3º trimestre de 2009”. 
 
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Nota:

O relatório integral European Office Clock da Jones Lang LaSalle referente ao 3º trimestre de 2011 encontra-se disponível para download.
A Jones Lang LaSalle lançou recentemente o research Offices 2020, que responde às questões fundamentais sobre o futuro do mercado imobiliário de escritórios na Europa. A iniciativa cobre ainda os principais aspectos e desafios que ocupantes, investidores e promotores de escritórios precisam de considerar ao longo da próxima década, incluindo a sustentabilidade, a localização, a gestão de ativos, a obsolescência de edifícios, tecnologia, práticas de trabalho, fit-out e financiamento.