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Lisboa

Índice Global de Escritórios evidencia crescimento das rendas prime pelo 7º trimestre consecutivo

Novo índice da Jones Lang LaSalle revela descida das taxas de disponibilidade para mínimos dos últimos dois anos


Apesar das empresas estarem a adiar as decisões referentes ao imobiliário e a enfrentarem novas pressões para redução de custos face à volatilidade económica na Europa e nos Estados Unidos, as rendas prime de escritórios em 81 mercados de todo o mundo cresceram cerca de 1,1% no 3º trimestre de 2011, revela o primeiro Global Office Index (Índice Global de Escritórios) da Jones Lang LaSalle.

O novo índice da consultora mostra que este foi o sétimo trimestre consecutivo a exibir crescimento das rendas prime, refletindo uma subida acumulada de 8,2% desde que o mercado atingiu o seu mínimo (no 4º trimestre de 2009) e um crescimento homólogo de 5,5%.

“A maioria dos principais mercados regista agora a melhor performance desde 2008, mas os investidores e as empresas estão inquietos com as incertezas económicas. A apetência para o risco diminuiu à medida que os investidores se refugiam em produtos core com excelentes contratos de arrendamento e inquilinos, e este sentimento está a começar a ter impacto na tomada de decisões das empresas”, disse Arthur de Haast, Head do International Capital Group da Jones Lang LaSalle.

Jeremy Kelly, diretor na equipa de Global Research da Jones Lang LaSalle e autor do Global Market Perspective, documento produzido regularmente pela consultora e divulgado também recentemente, acrescentou: “Apesar dos ventos adversos, os volumes de investimento imobiliário, as taxas de absorção, as rendas prime e os valores dos imóveis mantêm-se, até agora, sólidos, e grande parte dos mercados continuaram a progredir de forma sustentável ao longo deste período de crescente volatilidade”.

Entre as principais conclusões do Global Office Index da Jones Lang LaSalle, incluem-se:

• Os mercados de escritórios da região Ásia-Pacífico registaram o crescimento de rendas mais expressivo, com uma variação trimestral de 2,5%. O continente Americano foi o segundo mais resistente, com uma subida de rendas na ordem dos 1,1% no 3º trimestre de 2011. Contudo, as preocupações económicas na Europa pesaram, de forma negativa, nos mercados, com as rendas a reduzirem o crescimento de 2,1% para 0% no 3º trimestre.

• Os mercados imobiliários estão a divergir, com os mercados emergentes das economias dos países BRIC a exibirem uma performance homóloga forte, com crescimento em Pequim (+50,6%), Moscovo (+41,2%), Xangai (+23,7%) e São Paulo (+20,4%). Outros mercados da Ásia Pacífico registaram igualmente um crescimento positivo, incluindo Jacarta (+48%), Hong Kong (+20,6%) e Manila (+20,9%).

• O fortalecimento do setor da tecnologia a nível global levou a que Silicon Valley (+60%), Bangalore (+19,7%) e São Francisco (+17,1%) tivessem igualmente registado uma performance positiva em termos das rendas. Da mesma forma, a procura no setor das matérias primas foi a base do crescimento homólogo de 26,9% em Perth (Austrália).

• As descidas trimestrais mais acentuadas nas rendas foram registadas na Cidade do México, Bruxelas, Dublin, Vancouver e Canberra, com quedas entre 2 e 4%.

• Lisboa continua com as rendas prime inalteradas, nos 19€/m2/mês, quer face ao trimestre anterior quer em relação ao período homólogo de 2010, prevendo-se, no entanto, uma ligeira descida no último trimestre do ano.

O volume de absorção de escritórios em Lisboa durante o 3º trimestre foi de 14. 901 m2, o que representa um decréscimo de 15,7% face ao trimestre anterior e de 25% em relação ao período homólogo de 2010. Nos primeiros noves meses do ano, foram colocados 44.892 m2 de escritórios, uma quebra de 40% face ao período homólogo, indicadores que nos levam a crer que no final do ano seja reportado um dos mais baixos volumes de absorção de sempre.

“Prevemos que o crescimento das rendas nos principais mercados de escritórios em 2012 se mantenha. A maioria destes mercados deverá registar um crescimento na casa dos dois dígitos, e mercados como Pequim, Tóquio, São Francisco e Toronto têm mesmo potencial para superar esse nível de performance. Hong Kong e Singapura, contudo, podem assistir a um abrandamento no crescimento das rendas nos próximos meses”, comentou Jeremy Kelly.
E acrescenta: “Apesar dos sinais de desaceleração na atividade de arrendamento de escritórios nas principais localizações de escritórios em todo o mundo, a taxa de disponibilidade média global é de 13,8%, a mais baixa dos últimos dois anos. Os mercados de arrendamento prime nas economias mais avançadas estão sólidos e os planos de oferta futura continuam reduzidos. Neste contexto, acreditamos que os mercados estão bem posicionados para voltar ao seu padrão de crescimento logo que a confiança regresse”.

 
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Nota aos Editores

• O Global Office Index da Jones Lang LaSalle monitoriza a performance das rendas prime de escritórios em 81 mercados do Continente Americano, Ásia-Pacífico e Europa. O Global Market Perspective da Jones Lang LaSalle é uma perspectiva regular sobre o impacto das forças económicas nos mercados imobiliários em todo o mundo. É uma combinação única de atualizações por parte de profissionais no terreno e das visões da área de research da nossa empresa. O relatório completo mais recente pode ser encontrado em http://www.joneslanglasalle.com/GMP/en-gb/Pages/GlobalMarketPerspective.aspx
• O mais recente material produzido pela Jones Lang LaSalle sobre os mercados de investimento imobiliário pode ainda ser encontrado num sítio online interativo, onde estão reunidas os últimos dados e perspectivas sobre estes mercados: http://www.joneslanglasallesites.com/gcf.
• Estão disponíveis gráficos, mediante solicitação.