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Lisboa

Mercado hoteleiro europeu abranda ritmo de crescimento

De acordo com o mais recente Hotel Investment Sentiment Survey da Jones Lang LaSalle Hotels


O mercado hoteleiro europeu abrandou nos 2º e 3º trimestre de 2011, mas a maioria das cidades deverá continuar a registar um crescimento da sua performance operacional nos próximos seis meses, revela a Jones Lang LaSalle Hotels no seu mais recente Hotel Investor Sentiment Survey.

Das 37 cidades monitorizadas, 20 (cerca de 54%) deverão exibir crescimento a médio prazo, uma perspectiva que se alarga a 30 cidades (81%) se considerarmos um prazo de dois anos. Londres, Istambul, Munique e Paris deverão ser o foco da atividade de investimento em 2012, embora as expectativas de médio prazo em relação à performance operacional sejam também positivas para Estocolmo e Copenhaga.

Mark Wynne-Smith, CEO da Jones Lang LaSalle Hotels na região EMEA, disse: “Os movimentos do mercado nos últimos seis meses comprovaram a existência de uma série de contrastes. O início do ano foi marcado por uma aparente recuperação económica em toda a região, reforçando a confiança dos investidores. Já os segundo e terceiro trimestres foram palco de uma crescente incerteza e do risco crescente de uma travagem económica generalizada. Esta realidade teve um impacto negativo na confiança e expectativas dos investidores no mercado hoteleiro”.

Os investidores têm mais confiança na capacidade das cidades da Europa Ocidental em superarem a performance dos mercados vizinhos da Europa de Leste, apesar de Moscovo e de Varsóvia se destacarem como cidades que deverão registar um crescimento substancial quer a curto quer a médio prazo. O mercado hoteleiro nestas cidades está ainda em fase de desenvolvimento, o qual foi temporariamente adiado devido à crise económica. Dado o grande potencial para crescer no número de visitantes e a existência de uma oferta hoteleira de qualidade ainda limitada, os investidores estão assumir, para estes mercados, um potencial de crescimento futuro.

No que respeita o Reino Unido, o ritmo lento da recuperação económica e a elevada inflação continuam a ter impacto nas expectativas de curto e médio prazo em relação à performance operacional do mercado, uma vez que as empresas britânicas mantêm um controlo muito apertado sobre os seus orçamentos de viagem. Apesar de Londres continuar a registar um bom desempenho devido à sua posição única, a performance nas cidades secundárias enfraqueceu.

Em termos de intenções de investimento, a intenção de compra reforçou-se e domina claramente o sentimento dos investidores com um peso de 41,8%, numa clara indicação de que o preço está a tornar-se mais realista. As intenções de manter os ativos diminuíram no inquérito atual para os 28,2% - uma redução de 680 pontos base face a Abril de 2011. As intenções de construir e de vender foram posicionadas em terceiro e quarto lugares, com uma representatividade de 16,2% e 13,8% respetivamente, indiciando que aqueles que não têm pressão para vender é pouco provável que o façam, uma vez que existe mais stock nessas condições para venda.

No que concerne as cidades na região MENA (Médio Oriente e Norte de África), a Primavera Árabe e a ruptura política continuaram a ter impacto na confiança dos investidores. Contudo, as yields permaneceram geralmente estáveis em cerca de 8,9% e as expectativas em relação à performance operacional dos hotéis deverão melhorar a médio prazo. Doha (Capital do Qatar), em particular, deverá registar um forte potencial de crescimento.

Wynne-Smith concluiu: “As exigências relativas às yields deverão diminuir em toda a região, mas os mercados principais como Paris e Londres deverão ser menos afetados devido ao número de investidores que procuram adquirir ativos prime e secundários nessas cidades. As perspetivas para as yields em cidades e ativos secundários são menos animadoras, refletindo a incerteza em torno do ritmo do crescimento futuro e das dificuldades no mercado de crédito. Contudo, o regresso das intenções de compra ao topo das estratégias dos investidores, revela um ponto de viragem potencial para o mercado de investimento hoteleiro, uma vez que coincide com o aumento do número de hotéis disponíveis para venda.”.

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