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Lisboa - Nova Iorque

Jones Lang LaSalle gere Programa de Sustentabilidade do emblemático Empire State Building

Objectivo é reduzir consumos energéticos e emissões de carbono em 38% e estabelecer um modelo para a indústria


O emblemático Empire State Building está a tornar-se «verde». A Jones Lang LaSalle e os seus parceiros na iniciativa apresentaram um programa de referência na área de sustentabilidade energética para o icónico imóvel, cujo objectivo é de permitir reduzir o consumo de energia e as emissões de carbono em cerca de 38%. Uma vez concluído o programa, o edifício deverá ter conquistado uma pontuação de 90 no âmbito da ENERGY STAR, posicionando-se no top 10 da eficiência dos edifícios classificados na categoria A, o que será uma vitória importante para um edifício que data da época pré-guerra. Além disso, o Empire State Building irá tentar obter a certificação LEED Gold, um dos mais conceituados sistemas de certificação a nível mundial.
A Jones Lang LaSalle será a empresa responsável pela gestão do programa, que integra uma equipa altamente empenhada, sob a direcção de Anthony E. Malkin da Empire State Building Company. A consultora desenvolverá a primeira abordagem exaustiva para a configuração das etapas de redução do consumo de energia e para a partilha dos detalhes do processo, de forma a criar um modelo replicável para projectos energéticos em edifícios de todo o mundo. O programa disponibiliza uma via economicamente segura, permitindo aos proprietários de activos abraçarem uma gestão energética responsável e simultaneamente lucrativa.

“Este processo inovador, que implicou a criação de novos modelos e técnicas de desenvolvimento do programa, configura-se como uma via clara, passível de adopção em todo o mundo, levando a reduções significativas dos efeitos de estufa”, disse Anthony E.Malkin, da empresa detentora do Empire State Building. “A par de outras medidas adoptadas, incluindo o tratamento de resíduos e lixos, uso de materiais reciclados e controlo de produtos de limpeza e químicos, o modelo construído para o Empire State Building irá, de forma significativa, acelerar a redução de consumo de energia e o impacto ambiental, permitindo operações mais sustentáveis, mas aumentando, simultaneamente, a rentabilidade”.

“Ao definir estes procedimentos inovadores, a equipa do Empire State Building criou um exemplo empresarial de referência no âmbito das readaptações energeticamente eficientes e com resultados ambientais positivos” disse Raymond Quartararo, International Director e líder do Programa na Jones Lang LaSalle. “Seguindo estas estratégias, os proprietários podem poupar milhões de dólares e aumentar o valor dos activos, reduzindo, ao mesmo tempo, as emissões de gases de estufa. É uma situação win-win para proprietários, utilizadores e para o ambiente”.

O programa de readaptação do Empire State Building terá um custo inicial de aproximadamente 20 milhões de dólares e resultará numa poupança anual de energia na ordem dos 4,4 milhões de dólares uma vez que a implementação esteja concluída, esperando-se que grande parte dos trabalhos esteja finalizada dentro de dois anos. O programa reduzirá as emissões de dióxido de carbono em cerca de 105,000 toneladas nos próximos 15 anos, o equivalente às emissões anuais de 17.500 carros.

Enquanto empresa gestora do programa, a Jones Lang LaSalle representou o proprietário e coordenou um processo analítico inovador com uma equipa de especialistas, incluindo a Clinton Climate Initiative, o Rocky Mountain Institute e a Johnson Controls Inc. A equipa reviu mais de 60 estratégias de eficiência energética, tendo em conta o objectivo de equilibrar os impactos energético e económico. Examinou ainda os custos à cabeça e as poupanças energéticas associadas e a redução dos gases de estufa em cada uma das diferentes estratégias, de forma a determinar o período de retorno e o valor líquido num horizonte de 15 anos.

O processo demonstrou o valor financeiro da implementação de um conjunto óptimo de estratégias de energia num modelo que possa ser replicado em edifícios antigos em todo o mundo. A capacidade de articular um projecto empresarial com a sustentabilidade permite aos proprietários fazer uso de alternativas emergentes de financiamento.

“Estamos a tentar delinear um modelo financeiro que permita aos activos hipotecados poderem participar neste tipo de iniciativa, apesar deste projecto em concreto não ter tido constrangimentos de financiamento, sendo realizado com recurso a capital disponível”, disse Malkin.
 
Estão a ser implementados oito projectos de maior dimensão, incluindo: a readaptação de luzes em 6.500 janelas, a introdução de isolamentos para aquecimento; melhoria na iluminação, electricidade e na luz natural; substituição das condutas de ar; reajustamento dos equipamentos de arrefecimento; sistemas de controlo de ventilação para todo o edifício e um novo sistema online de gestão de energia.
 
O programa encoraja ainda os inquilinos a reduzirem também uso de energia, nomeadamente através de:

• Espaços pré-construídos permitem poupança de 0,70 dólares a 0,90 dólares por pé quadrado (aproximadamente 0,09 m²) nos custos operacionais anuais para um custo adicional de 6 dólares por pé quadrado;

• Introdução de designs preconcebidos para configurar ou reconfigurar espaços que comparem a redução de uso de energia e de emissões de carbono com os sistemas da cálculo fornecidos pelo equipa do projecto;

• Monitorizar os espaços dos inquilinos no sentido de medir as reduções de uso de energia e assistir nos esforços de fazer relatórios sobre o carbono.
 
A Jones Lang LaSalle é uma empresa empenhada em disponibilizar soluções de energia e sustentabilidade para a indústria de imobiliário terciário. Através de um vasto leque de serviços que permitem ter em conta quer os objectivos do negócio quer uma poupança real de custos, a consultora ajudou diversas empresas na poupança de mais de 95 milhões de dólares em custos energéticos durante o ano de 2008.