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Lisboa

Jones Lang LaSalle representa investidor espanhol na compra da sede do BBVA em Portugal por €31 milhões no maior negócio de investimento em escritórios do ano 2011

Consultora dá nota do crescente interesse dos investidores espanhóis no mercado português


O Departamento de Capital Markets da Jones Lang LaSalle concluiu a operação de compra da sede do Banco Bilbao Vizcaya Argentaria (BBVA) em Portugal, antiga sede do Lloyds Bank, situado no número 222 da Avenida da Liberdade, pelo valor de 31 milhões de euros. Trata-se de um edifício de prestígio com 10 pisos de escritórios na zona mais Prime de Lisboa e uma área importante de comércio no Piso 0, sendo este último um dos segmentos de mercado mais valorizados por investidores na Av. da Liberdade.

A aquisição foi feita por um investidor espanhol, mais concretamente um familly office (investidor privado com capitais próprios) e contempla a totalidade do edifício, com uma área de cerca de 6.480 m2. No âmbito deste negócio, estruturado como um sale&leaseback, o BBVA mantém a ocupação do espaço como arrendatário por um prazo mínimo de 20 anos.

Este é o maior negócio de investimento de escritórios realizado em 2011 no mercado português, traduzindo, além disso, a consolidação do interesse dos investidores espanhóis em Lisboa. Refira-se que para este negócio houve muito interesse de vários investidores nacionais, espanhóis e outros internacionais, representando os estrangeiros cerca de 80% das propostas recebidas.

Walter Fabrega, Diretor de Capital Markets da Jones Lang LaSalle Portugal, sublinha: “É cada vez mais uma realidade a presença de investidores espanhóis no mercado nacional, especialmente em Lisboa. Depois da compra da Loja MUJI no Chiado, novamente um familly office oriundo daquele país concretiza um investimento em Lisboa. Esta, que foi a maior operação de escritórios do ano 2011, teve como factores críticos de sucesso a localização prime em termos de escritórios e também para uso de comércio, o contrato vinculativo de 20 anos, a credibilidade do inquilino e a qualidade do edifício”.

Walter Fabrega acrescenta: ”Os familly office estão a ganhar protagonismo enquanto fontes de investimento imobiliário, especialmente os de origem espanhola. Para este tipo de investidores, Lisboa é, cada vez mais, encarada como uma alternativa de investimento imobiliário defensivo, face ao seu mercado doméstico, oferecendo maior rentabilidade e menor risco em termos de volatilidade de rendas em zonas prime, além de ser a segunda cidade da Península Ibérica, ao nível de Barcelona, com a vantagem de Lisboa ser uma capital europeia. Esperamos ver mais atividade deste tipo de investidores no decurso deste ano, já que têm também maior capacidade de aquisição num mercado que está constrangido pelas dificuldades de acesso ao crédito”.

De acordo com a Jones Lang LaSalle, o mercado de investimento imobiliário português deverá ter transaccionado um volume anual de cerca de 200 milhões de euros em 2011, com o 4º trimestre do ano a contribuir de forma revelante para este resultado. Este volume reflete as condições económicas e financeiras adversas verificadas quer no país quer na Europa, traduzindo uma quebra superior a 70% face ao volume transacionado em 2010 em Portugal (760 milhões de euros).

Pedro Lancastre, Diretor Geral da Jones Lang LaSalle Portugal, considera, no entanto, que “em termos de investimento, quero acreditar que já batemos no fundo em 2011. Há algumas tendências que, a terem continuidade este ano, poderão significar melhores ventos para o nosso mercado. O facto de no terceiro trimestre, a Jones Lang LaSalle ter ajudado a concretizar 3 operações com familly offices (loja MUJI, edifício Duarte Pacheco 26 e sede do BBVA), dos quais duas foram com capital Espanhol, pode ser um bom indicador para o 2012. Apesar de sermos realistas sobre as dificuldades económicas que o país e a Europa atravessam, o facto de surgirem novos investidores estrangeiros a concretizarem operações deste volume em Portugal só nos pode dar motivos de satisfação e esperança para o futuro. O que é facto é que temos imobiliário com muita qualidade a preços já bastante atractivos, e se soubermos vender bem o nosso país, mais operações como estas serão com certeza concretizadas. Haja realismo na valorização dos ativos, que os investidores internacionais estão cá para investir”.

Walter Fabrega completa: “este é o melhor momento para se adquirir este tipo de imóveis em Lisboa, tendo em conta que as “yields” estão com níveis muito atrativos e as rendas com níveis baixos, o que aliado ao facto da taxa de ocupação no centro de Lisboa ser alta (cerca de 92%) leva a que o risco destas operações seja muito controlado.”