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Lisboa

Jones Lang LaSalle Portugal consolida atividade em ano adverso para o mercado imobiliário

Adaptação de modelo de negócio às condições atuais permitem crescimento no volume de negócios em 2011


A Jones Lang LaSalle Portugal apresentou ontem os resultados da sua atividade em 2011 e as principais perspectivas para a performance da empresa e do mercado imobiliário em 2012.

Num ano especialmente difícil para o mercado imobiliário português, a Jones Lang LaSalle consolidou a sua atividade, registando um crescimento de 7% no seu volume de negócios face ao ano anterior. A boa performance da empresa alicerça-se nas áreas de negócio não transacionáveis, mas regista também um importante contributo das áreas de investimento e escritórios, nas quais, apesar do ano sofrido para o global do mercado, a consultora se evidenciou, garantindo cerca de 30% do total anual investido em imobiliário e cerca de 23% da área transaccionada em escritórios.

Pedro Lancastre, Diretor Geral da Jones Lang LaSalle Portugal, frisa: “Para a Jones Lang LaSalle o balanço do ano é positivo, já que, num mercado com condições tão adversas, conseguimos aumentar o nosso volume de faturação. Este resultado reflete o ajustamento que, de forma progressiva, temos vindo a fazer no nosso modelo de negócio, com uma aposta cada vez maior nas áreas não transacionáveis, menos oscilantes e que compensam a quebra nas áreas dependentes de transações. As áreas transaccionais, não obstante a fraquíssima performance do mercado, tiveram um excelente comportamento porque participámos nas maiores operações de arrendamento e de investimento. Com os 36.000 m² que ajudámos a arrendar, e os €61 Milhões que ajudámos a transaccionar, podemos afirmar que em 2011 fomos líderes nestas áreas transaccionais.”

No final de 2011, as áreas não transacionáveis – que incluem avaliações, gestão de imóveis, arquitetura e consultoria – representavam já mais de dois terços do volume de negócios da Jones Lang LaSalle em Portugal, traduzindo o crescimento consecutivo ao longo dos últimos quatro anos.

Jones Lang LaSalle responsável por 23% da área transaccionada em escritórios em 2011

Apesar da baixa performance do mercado de escritórios de Lisboa – que atingiu mínimos históricos no espaço da última década – a quota de mercado da Jones Lang LaSalle nesta área (considerando operações feitas por agentes e operações directas) totalizou os 23%, com a consultora a colocar 20.234 m² do total dos 87.649 m² transaccionados por todo o mercado ao longo do ano. Só nos dois últimos meses de 2011, os mais dinâmicos do ano, a consultora, através dos departamentos de Office Agency e Corporate Solutions, garantiu cerca de 41% da atividade do mercado, com a colocação de mais de 6.000 m² em Novembro e igual volume em Dezembro. Entre as operações concluídas na reta final do ano, destaque para o arrendamento da nova sede de uma multinacional americana no Parque das Nações, com cerca de 6.120 m², e do BNP Paribas, no Ed. Gago Coutinho 26, com uma área de 4.126 m².

O departamento de Office Agency tem atualmente 31 mandatos de exclusividade e co-exclusividade, com uma carteira em comercialização de mais de 103.000 m² de escritórios.

30% do volume de investimento imobiliário assessorado pela Jones Lang LaSalle

O mercado de investimento imobiliário terá transacionado em 2011 um volume total de cerca de 200 milhões de euros, com uma redução de atividade de 70% face ao ano anterior.

Neste ano especialmente difícil para o investimento imobiliário, a Jones Lang LaSalle assessorou as principais operações realizadas em Portugal, garantindo um volume de investimento de 61 milhões de euros, numa quota de 30% do total do mercado. Com um total de 28 mandatos com um valor de mercado de 386 milhões de euros, o departamento de Capital Markets da consultora atuou na compra da sede do BBVA em Portugal, num negócio avaliado em cerca de 31 milhões de euros e que se constituiu como a maior operação do ano em escritórios; na compra de um edifício de escritórios na Av. Duarte Pacheco por cerca de 27 milhões de euros; e, entre outros de menor dimensão, na venda da loja da MUJI, no Chiado, por 3,1 milhões de euros.


Outros Destaques:

No Departamento de Retail Leasing, área em que a Jones Lang LaSalle é líder de mercado, a atividade refletiu a maturidade do próprio mercado, que registou uma performance em contração. Em 2011, foram inaugurados cerca de 113.900 m² de ABL, num total de dois centros comerciais, um retail park, um empreendimento integrado de comércio de rua e a ampliação de um complexo já existente.

Em 2012, está prevista apenas a abertura de cerca de 62.000 m², equivalente a um centro comercial e dois retail parks, num ano que se espera especialmente difícil para os formatos já consolidados de retalho em Portugal. Em 2011, a consultora realizou cerca de 60 operações de arrendamento na área de retalho, envolvendo espaços em centros comerciais e retail parks, mas também com uma forte componente do comércio de rua, que tem vindo a emergir como um nicho de mercado que está a conquistar o seu espaço. A nova loja da Stivali na Avenida da Liberdade, a primeira loja da Pré-Natal no formato de retail park e a abertura de algumas lojas em estreia no mercado português como a Mango Touch, foram operações assessoradas pela Jones Lang LaSalle em 2011. No total, este departamento tem 3 projetos em comercialização num total de 66.000 m², além de uma portefólio de 30 projetos em funcionamento e dos quais está encarregue da recomercialização. Tem ainda uma carteira de lojas de rua cada vez maior, além de representar diversas insígnias de renome na procura de espaços comerciais.

O Departamento de Arquitetura foi o que contribuiu com a maior fatia para o volume de faturação da empresa. Ao longo de 2011, concluiu 34 projetos e obras nas áreas de fit-out de escritórios, com trabalhos realizados para empresas como a W.S. Atkins na Torre Ocidente, os novos escritórios da Adecco no Parque das Nações, ou os escritórios de Intercement, em Viena, Áustria.

Na área de Avaliações, com um crescimento constante ao longo dos últimos quatro anos, foram avaliados em 2011 mais de 6 milhões de m², com um valor de mercado de cerca de 5,3 mil milhões de euros.

A Gestão de Imóveis é já a segunda área da empresa em termos de faturação, contando com um total de 13 mandatos num total de 230.000 m². Da área gerida, 68% diz respeito a imobiliário de retalho e os restantes 32% a escritórios. Entre os principais mandatos conquistados em 2011, destacam-se a gestão da Torre Ocidente e do W Shopping.

O Departamento de Consultoria, uma das áreas em que a consultora está a apostar na diversificação, realizou estudos correspondentes a uma área bruta locável de cerca de 556.600 m².

No que respeita as perspetivas para 2012 e de acordo com Pedro Lancastre, “será um ano muito desafiante. Mas quero acreditar que em 2011 o mercado já bateu no fundo e, apesar de considerarmos que em 2012 o desempenho não será muito diferente, começam a denotar-se algumas tendências que, a continuarem, poderão tornar-se oportunidade. Há produtos excelentes com preços baixos, há oportunidades muito boas de negócios para quem tem capitais próprios, escritórios vazios com rendas atrativas, e o mesmo acontece nas lojas e habitação. Será um bom ano para se comprar e arrendar, apesar do mercado estar quase seco de financiamento”.

E acrescenta: “Na nossa atividade, não podemos ser excessivamente otimistas, estamos conscientes das dificuldades. Mas crescemos em 2011, mesmo contra o mercado e acredito que vamos continuar a crescer em 2012, apesar da apatia do mercado. Queremos continuar a crescer em gestão, avaliações e arquitetura, áreas que neste momento são fulcrais para compensar a quebra verificada nas áreas de agência, refletindo a baixa de mercado em termos de transações. No entanto, estamos também a crescer em agência de escritórios e pretendemos reforçar-nos nesta direção, assim como no setor de investimento, para o qual incorporámos um novo diretor, com especial trabalho desenvolvido junto de investidores internacionais. Também na área de consultoria estamos a procura diversificar. Estou confiante de que vamos conseguir crescer, até porque temos o mais importante, ou seja, uma equipa experiente e empenhada, que estou certo saberá trazer mais negócio para a empresa e continuar a apoiar e a gerar valor para os nossos cientes nesta fase conturbada”.

Mercado Imobiliário bate recordes pela negativa em 2011

Na análise ao mercado imobiliário em 2011, a Jones Lang LaSalle destaca que foram batidos recordes pela negativa quer no retalho e nos escritórios, quer no investimento, sublinhando ainda que o ano foi marcado pela incerteza política e económica, o que influenciou profundamente a tomada de decisões referentes ao imobiliário.

No mercado de escritórios, a absorção de espaços totalizou 87.649 m², a mais baixa da última década. A taxa de disponibilidade apresentou uma tendência crescente ao longo de 2011, devendo encerrar o ano nos 12,5%. A área de escritórios concluída em 2011 ascende a 54.259 m², e para os dois próximos anos o pipeline não deverá superar os 52.611 m², o que traduz uma média anual na ordem dos 26.000 m².

No investimento imobiliário, o volume transaccionado em 2011 não superou os 200 milhões de euros, traduzindo uma queda de mais de 70% face ao ano anterior. Os Familly Offices foram a classe de investidores mais dinâmicos neste mercado, enquanto que os fundos de investimento portugueses e os investidores internacionais habituais estiveram praticamente inativos. A falta de financiamento e de liquidez foram fatores marcantes no investimento em 2011, ano em que o valor dos ativos foi penalizado, influenciado pela subida das yields e descida das rendas.

No que respeita o retalho, o ano foi também de performance em baixa. Em 2011 foram inaugurados apenas 5 empreendimentos comerciais, numa área bruta locável total de 113.966 m², comparando com a média anual de 210 mil m² de ABL inaugurados ao longo da última década. Entre 2012 e 2015, são esperados novos 304.200 m², numa média anual de 76.000 m². Por outro lado, o ano foi especialmente relevante para o comércio de rua, um formato que começa a reemergir com expressividade, captando o interesse de diversas marcas nacionais e internacionais e que registou a abertura de cerca de duas dezenas de lojas nas localizações mais importantes de Lisboa. A reforma da Lei do Arrendamento deverá trazer também um novo fólego a este segmento.

No que respeita as perspetivas para 2012, a Jones Lang LaSalle antecipa que a absorção de escritórios e as vendas no retalho continuem a ser afetados pelo agravamento da depressão económica, do desemprego e do menor poder de compra. A escassez de financiamento e a pressão para reduzir rendas serão ainda fatores a marcar o imobiliário, além das expectativas referentes ao impacto da nova Lei do Arrendamento, especialmente no que concerne o mercado habitacional.
 
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