Skip Ribbon Commands
Skip to main content

Notícias

Lisboa

Volume de investimento em imobiliário de retalho na Europa ascendeu a €28 mil milhões em 2011

O volume apurado pela Jones Lang LaSalle representa um crescimento de 35% face a 2010


A Jones Lang LaSalle revela que o investimento em imobiliário de retalho na Europa permaneceu forte no último trimestre de 2011. Numa análise preliminar, apurou-se que o investimento neste sector do imobiliário deverá ter excedido os €28 mil milhões durante o ano passado, conforme a consultora tinha previsto no início de 2011. Este volume representa um crescimento significativo face aos anos de 2009 e 2010, que registaram volumes totais de €12,3 mil milhões e €20,7 mil milhões, respetivamente.

Em termos geográficos, grande parte da atividade continuou concentrada no Reino Unido e na Alemanha, com o primeiro mercado a liderar os rankings, embora este último tenha apresentado um segundo semestre especialmente forte. A compra do Trafford Centre, em Manchester, pela Capital Shopping Centres por €1,8 mil milhões, no 1º trimestre de 2011, foi o maior negócio realizado no Reino Unido neste segmento ao longo de 2011. Já na Alemanha, o maior negócio do ano disse respeito à compra, no 4º trimestre, do Perlacher Einkaufs Passagen (conhecido como o centro comercial PEP), em Munique, pela TIAA-CREF (um fundo de pensões de professores de origem norte-americana) à RREEF, totalizando mais de €400 milhões.

Também a França e a Suécia registaram um quarto trimestre forte. Na França, o fundo de investimento La Française AM, maioritariamente detido pelo Crédit Mutuel Nord, comprou um portefólio de imóveis do Carrefour por €365 milhões. Na Suécia, o 4º trimestre foi palco da compra de um portefólio de três centros comerciais em Estocolmo, pela AMF Fastigheter, a subsidiária imobiliária do fundo de pensões sueco AMF. O portefólio de Escolmo foi comprado à Centeni, uma empresa detida pelo Royal Bank of Scotland.

Jeremy Eddy, head do European Retail Capital Markets, comenta: “2011 foi palco do desenvolvimento de uma Europa a vários ritmos, com a performance económica e a estabilidade de cada país a ditar os fluxos de investimento e os preços. Cerca de 75% do volume total transacionado foi concluído em apenas cinco países. Esta polarização não se verificou apenas em termos geográficos, mas também no tipo de ativos, já que em 2011 se assistiu a um enfoque quase absoluto em imobiliário prime”.

E continua: “Esperamos assistir a uma tendência semelhante em 2012, mas identificamos também um maior foco em localizações micro e, sobretudo, na capacidade de suportar rendas, independentemente das localizações. Esta abordagem permitirá aos investidores identificar oportunidades fora dos seus mercados core, que continuarão a ser o foco da maioria dos players, e, em última análise, conseguir maiores retornos a longo-prazo”.
Pedro Lancastre, director geral da Jones Lang LaSalle Portugal refere: “O mercado de investimento em retalho em Portugal traduziu-se em apenas sete operações, com um volume total de €66 Milhões o que representa uma quebra de 84,91% face a 2010.  A transacção com um volume mais considerável, foi a compra por parte do BPI Gestão de Activos do hipermercado Continente e da loja Worten no Centro Comercial Vasco da Gama por 42 Milhões. As outras operações foram de menor dimensão e deram-se sobretudo em lojas de rua em zonas prime”.

Pedro Lancastre adianta: “Terá sido o primeiro dos últimos 10 anos em que não se transaccionou qualquer Centro Comercial em Portugal. Tal não se deve à qualidade dos nossos activos, mas sim à desconfiança por parte dos investidores sobre a sustentabilidade das rendas actualmente praticadas, tendo em conta o declínio que se verifica no consumo, o que está a afectar as vendas de grande parte dos lojistas. Essa incerteza, representa um risco acrescido, o que faz com que os investidores exijam mais rentabilidade na aquisição de projectos e isso significa preços penalizados, longe das expectativas de preço de quem quer vender. Este factor, aliado à ausência de financiamento, faz com os centros comerciais em Portugal estejam fora dos radares da maioria dos investidores internacionais, os únicos com capacidade para adquirir estes activos que por norma representam volumes acima dos €50 Milhões”.

- ends –
 
Nota aos Editores:

Este research considera todas as vendas para investimento de centros comerciais, retail parks e factory outlets na Europa. Exclui negócios que envolvem ativos de retalho no formato de comércio de rua e operações de valor inferior a $5 milhões.