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Lisboa

Oferta de escritórios na Europa comprime significativamente, mas rendas prime permanecem estáveis

O relatório European Office Clock da Jones Lang LaSalle revela que a taxa de disponibilidade na Europa caiu para menos de 10% pela primeira vez desde 2009, apesar da hesitação nos mercados de ocupação


Apesar da prudência nos mercados de ocupação de escritórios na Europa, a taxa de disponibilidade desceu para os 9,9%, ficando abaixo dos 10% pela primeira vez desde o 3º trimestre de 2009, revela o último research da Jones Lang LaSalle. Por seu turno, as rendas permaneceram, de forma geral, inalteradas, com apenas 4 dos mercados monitorizados a registar aumentos.

Taxa de disponibilidade diminui

A taxa de disponibilidade diminuiu em 15 dos 24 mercados de escritórios europeus monitorizados pela Jones Lang LaSalle, com este indicador a cair cerca de 20 pontos base para os 9,4% no conjunto da Europa Ocidental. Este cenário foi impulsionado pela queda da disponibilidade de espaços em Londres, nos mercados alemães e em Amesterdão. A taxa de disponibilidade agregada da Europa Central e de Leste caiu 60 pontos base para os 14,4%, influenciada pelas quedas em Moscovo e Budapeste.

Oferta concluída cresce no 4º trimestre, mas regista descida de 43% no acumulado do ano

A conclusão de nova oferta de escritórios cresceu no último trimestre de 2011, em cerca de 41% e ascendendo a mais de 1 milhão de m², depois de um ano em que se registaram os volumes trimestrais de oferta nova mais baixos da última década. No acumulado de 2011, a oferta concluída de escritórios na Europa caiu 43% face à média dos últimos 10 anos. Este cenário, em associação com volumes de arrendamento que acabaram por ficar acima das expectativas iniciais, levou a uma redução no stock em oferta.

Rendas prime inalteradas

No 4º trimestre de 2011, apenas quatro dos 24 mercados monitorizados pelo European Office Index registaram aumentos nas rendas, nomeadamente Roterdão (+2,6%), Berlim (+2,4%), Dusseldorf (+2,1%) e Paris (+1,3%). Desse conjunto de 24 mercados, as cidades espanholas de Madrid e Barcelona foram as únicas as registar quedas, com descidas de -1,0% e -1,3%, respectivamente. Além dos mercados integrados no Office Index, a análise estende-se a um conjunto mais alargado de cidades, nas quais se inclui Lisboa. Assim, o relatório refere que as rendas de escritórios na capital caíram cerca de 2,6%, quer em termos trimestrais, quer homólogos, fixando-se, no 4º trimestre de 2011, nos 222€/m²/ano (18,50€/m²/mês).

O take up de escritórios no 4º trimestre de 2011 foi de 2,9 milhões de m², cerca de 2% menos do que o trimestre anterior e 9% abaixo do trimestre homólogo. Contudo, 15 dos 24 mercados monitorizados registaram volumes de absorção acima dos registados em 2010, liderados por Praga (+81%), Munique (+52%), Luxemburgo (+44%) e Paris (+15%). Londres, por seu turno, registou uma queda de 45% face ao ano anterior, no que respeita a absorção anual em 2011.
O mercado de escritórios de Lisboa registou no 4º trimestre a melhor performance do ano 2011, com um total de 42.758 m² de escritórios arrendados, dos quais 22.471 m²  foram colocados em Dezembro, um volume que representa um crescimento de 213,5% face ao mês anterior e de 30,9% em termos homólogos. Os níveis de arrendamento de escritórios concluídos em dezembro permitiram elevar o total do ano para 87.649 m², um volume, que ficando abaixo dos anos anteriores, acabou ainda assim por superar algumas perspectivas mais pessimistas traçadas no final de novembro.

A Jones Lang LaSalle estima que os volumes de arrendamento na Europa permaneçam em baixa em 2012, com a atividade muito dependente das decisões que resultarem para a Zona Euro. Novos decréscimos da oferta são esperados à medida que a conclusão de novos projetos permaneça limitada, ainda que estes decréscimos de verifiquem a um ritmo mais lento do que em 2011. As rendas prime deverão permanecer, de forma geral, estáveis.

Absorção líquida cresce

A taxa anual de absorção líquida, com reflexo no stock ocupado, foi de 3,3 milhões de m² no 4º trimestre de 2011, num crescimento de cerca de 5% em termos trimestrais, mas cerca de 13% abaixo do mesmo período de 2010 e 10% abaixo da média dos últimos dez anos.

Bill Page, Diretor, EMEA Research na Jones Lang LaSalle, disse: “A taxa de disponibilidade de escritórios continuará a cair, apesar de ser uma redução gradual. Os ocupantes procurarão absorver espaço excedente nas suas instalações, antes de decidirem mudar-se para novos espaços. O pipeline de nova oferta é mais positivo, mas com as restrições no financiamento, podemos esperar novos adiamentos e mesmo cancelamentos”.

Volumes de investimento na Europa crescem 13% face a 2010

Os volumes de investimento em escritórios na Europa para 2011 deverão superar os €115 mil milhões, um crescimento de 13% face a 2010. Este volume foi impulsionado pelo crescimento no Reino Unido, além de crescimentos na Escandinávia (+33%), Alemanha (+28%), França (+26%), Rússia (+81%) e Polónia (+33%).

O valor dos imóveis cresceu marginalmente em cerca de 0,1% no trimestre, enquanto cinco mercados assistiram a uma alteração nas yields. Uma forte procura de investidores fez com que se assistisse a uma compressão de yields no Luxemburgo (-25 pontos base), Dusseldorf (-2020 pontos base) e Frankfurt (-5 pontos base), enquanto que Madrid (+50 pontos base) e Milão (+15 pontos base) registaram crescimento nas yields.

Chris Staveley, Head de EMEA Office e Industrial Capital Markets, Jones Lang LaSalle, acrescentou: “A confiança permanece frágil, mas os investidores continuarão a focar-se nos principais mercados Europeus que têm indicadores económicos mais fortes. A procura de escritórios em 2012 deverá manter-se nos mesmos níveis, com os produtos prime com elevada procura. Contudo, na segunda metade do ano, as melhores perspectivas de crescimento das rendas para 2013 deverão alargar-se a mais mercados”. 
 
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