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Lisboa

Ocupantes corporativos na Europa enfrentam nova realidade

Jones Lang LaSalle divulga novo research


A Jones Lang LaSalle lançou o seu mais recente relatório EMEA Corporate Occupier Conditions. Na sua quinta edição, este documento disponibiliza uma análise profunda das condições de ocupação em mais de 70 mercados imobiliários da região EMEA, especialmente do ponto de vista do ocupante corporativo.

Considerando os dados do 4º trimestre de 2011 e as observações referentes ao início de 2012, o relatório sublinha que os ocupantes corporativos continuarão cautelosos, além de evidenciar que a estabilidade do pipeline de oferta colocará desafios aos ocupantes, e que continuará a verificar-se um crescimento dos custos associados aos escritórios prime. Avaliando as previsões para os mercados, o relatório sugere que está a emergir uma nova realidade quer para os mercados quer para os profissionais de imobiliário corporativo. Uma realidade na qual os níveis de atividade serão mais ponderados, e em que os desafios do lado da oferta poderão levar os ocupantes a adotar estratégias de pré-arrendamento, ou a optar pela renovação de espaços existentes de baixa qualidade. Esta nova realidade poderá ainda conduzir a decisões imobiliárias mais ponderadas e nas quais os custos, especialmente os custos de rendas, aumentarão, embora com menor volatilidade ou menos picos do que os alcançados no último ciclo.

De acordo com Vincent Lottefier, CEO de Corporate Solutions, EMEA, “a principal questão que a maioria dos nossos clientes ocupantes nos colocam é: Estamos a experienciar um hiato entre ciclos económicos sem precedentes ou iniciámos um caminho para uma nova realidade no imobiliário corporativo, que levará a mudanças fundamentais no comportamento do mercado e no modus operandis das equipas de imobiliário corporativo? As evidências estão a apontar para esta última possibilidade.
Apesar de muitos ocupantes estarem capitalizados, a atividade transacional nos mercados é limitada, com muitas equipas de imobiliário corporativo preocupadas em mudar a forma como fazem as coisas. A produtividade, o uso crescente de dados de portefólio, e alcançar resultados mais fortes para reforçar o investimento de portefólios são preocupações emergentes para os líderes de imobiliário corporativo. É com este cenário de fundo que a atividade dos mercados se desenvolverá ao longo de 2012”.

Corroborando o ponto de vista de Vicent Lottefier, Lee Elliott, Diretor Corporate Research, EMEA afirma:  "Estamos ainda nos primeiros meses do ano e é claro que a incerteza continua a ser a nota dominante. A confiança, ainda que tenha melhorado, continua a ser frágil e os indicadores dão sinais confusos em termos de perspetivas futuras. A dinâmica da oferta não está a mudar, mas em muitos mercados, a dinâmica da procura também não”. E acrescenta: “esta nova realidade é marcada pela continuação dos constrangimentos de oferta; pela polarização dos mercados, em que a escassez de stock de qualidade contrasta com um excesso de stock quase em obsolescência; por uma atividade de ocupação conduzida pela necessidade de fazer mais com menos, i.e. pela produtividade. À medida que o ano avança, este sentido de uma nova realidade emerge e irá ganhar maior expressão”.

Algumas das principais conclusões estatísticas do relatório incluem:

• No 4º trimestre de 2011, foram arrendados cerca de 2,9 milhões de m² na Europa, numa redução trimestral de 2% e homóloga de 9%, principalmente resultante da diminuição de confiança das empresas e da incerteza no 2º semestre de 2011.

• Contudo, alguns mercados continuam na mira dos ocupantes, com 15 dos 24 mercados europeus monitorizados no índice europeu da Jones Lang LaSalle a registarem aumentos de absorção face  ao ano anterior, com destaque para Munique e Luxemburgo.

• Todos os mercados da Europa Central e de Leste (ECL) registaram uma forte procura de espaços em 2011, com uma absorção bruta superior em 21% face ao ano de 2010. Moscovo, Praga e Budapeste foram as cidades mais ativas em termos trimestrais, enquanto um conjunto de cidades secundárias e terciárias da ECL estão a emergir à medida que os ocupantes procuram obter maiores eficiências através do recurso a serviços de outsourcing e a centros de serviços partilhados.

• Dez dos 24 mercados monitorizados pela Jones Lang LaSalle não parecem apresentar, a longo-prazo, possibilidade de superar as taxas médias anuais de absorção bruta, considerando os próximos quatro anos. Esta dinâmica reflete os esforços em curso dos ocupantes corporativos na região para reestruturar portefólios e focar-se em fazer mais com menos daqui para a frente. Os novos espaços serão obviamente necessários, mas também serão devolvidos aos mercados maiores volumes de stock antigo.

Para mais informação sobre a forma como os mercados terão impacto nas empresas, clique no link (no topo de press release) para fazer donwnload do relatório.

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