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Lisboa

Investimento em imobiliário de retalho na Europa atinge €3,8 mil milhões no 1º trimestre de 2012

Atividade cai 60% face ao trimestre homólogo e reflete a ausência de transações de grande dimensão, revela a Jones Lang LaSalle


A Jones Lang LaSalle revelou que o investimento em imobiliário de retalho na Europa evidenciou uma performance em baixa no 1º trimestre de 2012, depois da atividade excepcional registada em 2011. Numa análise preliminar, a consultora dá nota que o investimento direto em imobiliário de retalho no trimestre ronda os €3,8 mil milhões, o que representa um decréscimo significativo face aos €9,9 mil milhões do primeiro trimestre de 2011 e aos €8,4 mil milhões do último trimestre de 2011. O período foi marcado pela ausência de transações de grande dimensão, contrariamente o que sucedeu no primeiro trimestre de 2011 (que contou com 5 operações acima dos €500 milhões, incluindo a de €1,8 mil milhões referente ao Trafford Centre) e também no quarto trimestre de 2011 (que foi palco da venda do complexo Galleria, em São Petersburgo, no valor de €824 milhões).

Apesar dos volumes de investimento estrangeiro serem reduzidos, em termos geográficos, a Alemanha e o Reino Unido continuam a concentrar grande parte da atividade de investimento na Europa. A maior transação no mercado alemão foi a compra dos restantes 45% do centro Europa Passage, em Hamburgo, no valor de €200 milhões, pela Allianz à HSH Nordbank. Já no Reino Unido, a maior operação, no valor de €108 milhões, envolveu a aquisição do Ocean Terminal, em Edimburgo, pela Resolution à Forth Ports, esta última assessorada pela Jones Lang LaSalle.

Shelley Matthews, Diretor do European Retail Capital Markets, afirmou: “Estão em jogo alguns fatores. Em primeiro lugar, as constantes pressões económicas estão a restringir a disponibilidade de financiamento, especialmente para novos empréstimos, que combinadas com requisitos mais exigentes dos investidores, estão a limitar os volumes transaccionados. Em segundo lugar, a incerteza causada pela atual crise da Zona Euro tem vindo a abrandar os processos de transação em alguns mercados, o que, em conjunto com o menor número de negócios iniciados na segunda metade de 2011, acabou por resultar em menos operações concluídas no primeiro trimestre de 2012. No entanto, esperamos que os volumes de investimento recuperem no 2º trimestre e no resto do ano, em particular na Alemanha, na Polónia e nos Países Nórdicos, que exibem indicadores de mercado mais sólidos e uma maior dimensão de mercado de investimento."
 
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