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Lisboa

Vida Imobiliária e Jones Lang LaSalle organizaram conferência

Mercado de escritórios aposta na reabilitação e na sustentabilidade


A reabilitação e a sustentabilidade são palavras de ordem no futuro do mercado de imobiliário de escritórios em Portugal, concluíram os especialistas e players intervenientes na Conferência «Mercado de Escritórios – Perspectivas de Futuro – Quem, Como e Onde?», organizada pela Vida Imobiliária e pela Jones Lang LaSalle. O evento teve lugar no dia 2 de Abril, no Hotel Sofitel Lisbon Liberdade, em Lisboa, e recebeu cerca de 120 pessoas, contando com os patrocínios da ZON Empresas, Reynaers, Schmitt+Sohn e a Securitas.
 
A reabilitação de edifícios para uso de escritórios foi uma das principais tendências identificadas pelos oradores presentes, numa altura em que a oferta de espaços no centro de Lisboa escasseia face a uma procura que se mantém dinâmica para estas zonas. De acordo com Carlos Cercadillo, Administrador da Cerquia, «embora exista procura, não há oferta moderna e de qualidade disponível no centro de Lisboa para as grandes empresas aí se instalarem. Nestas zonas, existe um grande potencial de reabilitação de espaços para uso de escritórios». Mariana Seabra, Directora do Departamento de Office Agency da Jones Lang LaSalle, explicou que «há uma grande necessidade de nova oferta para a zona, e dada a inexistência de projectos novos ou de terrenos disponíveis, há que reabilitar». Manuel Puig, Director Geral da Jones Lang LaSalle, destacou que «existem muitas empresas mal instaladas em edifícios obsoletos no centro de Lisboa e que com certeza poderão constituir-se como uma força importante da procura para esta nova oferta que venha a nascer da reabilitação de edifícios».

José Fortunato, Administrador da MSF Tur.Im, considera que «a reabilitação de edifícios para escritórios dependerá sempre do perfil de clientes e ocupantes de zonas de centro de cidade e de periferia». Relembra ainda que «é necessário ter em conta que este tipo de produto comporta custos adicionais importantes». Rui Alpalhão, Presidente do Conselho Executivo da FundBox, reforçou esta ideia, ao afirmar que os inquilinos deste tipo de produto «terão de estar disponíveis para pagar um prémio adicional para ocupar um edifício de escritórios mais personalizado e fruto de reabilitação».
 
A sustentabilidade foi outra tendência destacada no âmbito das perspectivas de evolução do mercado, até porque «o desenvolvimento sustentável é uma questão que já ninguém questiona», referiu Aniceto Viegas, Director Geral da Bouygues Imobiliária. Jorge Guimarães, Presidente do Conselho Executivo do Sogrupo, identificou como principais tendências no desenvolvimento de projectos o facto de terem de ser «ecológicos, com consciência ambiental, e civicamente responsáveis». Este é um dos principais desafios que se apresenta aos promotores, que, de acordo com Aniceto Viegas, devem, «ainda na fase de concepção do imóvel, ter preocupações ao nível das questões ligadas com os custos de ocupação e com a sustentabilidade do projecto».
 
Montse Cortasa Vidal, Responsável da Área de Património da IOSA Inmuebles, reforça esta ideia e reconhece que, entre os requisitos básicos de um imóvel, «o promotor deve considerar a eficiência a nível das áreas úteis e dos custos, e a sustentabilidade». Da parte dos ocupantes, estas são também questões cada vez mais valorizadas. Paulo Pinto, Director Financeiro da Mylan, que apresentou o case study das novas instalações da empresa farmacêutica, explicou que «era muito importante para a Mylan ter um escritório com muita luz natural. Necessitávamos de um espaço no qual o consumo de energia não fosse uma condicionante para o funcionamento da empresa».
 
Para Maria José Vaquero, Directora do Departamento de Gestão de Imóveis da Jones Lang LaSalle, a associação entre todas as forças do mercado é muito importante para a maximização da sustentabilidade. «Para reduzir o impacto económico, ambiental e social do imobiliário, deve haver um trabalho de colaboração entre todos os players da cadeia de valor do mercado: promotor, construtor, arquitecto, agente e o inquilino», concluiu a responsável.
 
Mercado de Escritórios regista ano recorde em 2008 e abrandará em 2009

De acordo com a Jones Lang LaSalle, depois de um ano recorde – em 2008 foram absorvidos aproximadamente 233 mil m², no valor mais elevado de sempre - o mercado de escritórios de Lisboa deverá registar um abrandamento de procura em 2009, sofrendo o impacto de uma maior cautela por parte das empresas ocupantes de espaço e da recessão económica. Em termos de oferta nova, a estimativa da consultora aponta para 198.000 m² de escritórios nos próximos dois anos, o que aliado a esta redução de actividade de procura poderá significar a um aumento na taxa de disponibilidade, que tem vindo a descer, atingindo os 7,05% em 2008. No final de 2008, o stock do mercado de escritórios ascendia a 4.278.000 m² de ABL e a renda prime foi de 21€/m²/mês, apresentando um ligeiro aumento (+2%) face ao valor observado no ano anterior.