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Lisboa

Localização continua a ser o motor para decisões no imobiliário de escritórios na Europa, mas qualidade ganha terreno


• A localização continua a ser o fator dominante, com o “acesso ao talento” a ganhar uma importância crescente entre as empresas.
• Contudo, a qualidade do imobiliário ganhará também maior importância e a fórmula vencedora será encontrar o fit-out certo na localização certa e para o ocupante certo.
• As rendas prime nas localizações core da Europa são cerca de 40 a 70% superiores às rendas nas localizações secundárias.
• Londres, Paris e as principais cidades alemãs, registam a maior diferença de preços entre localizações prime e secundárias, com diferenciais de 60 a 85%.
• Ainda que os empreendimentos nas zonas CBD registem rendas consideravelmente mais elevadas em cerca de 75% dos mercados, as poupanças conseguidas em localizações menos centrais podem ser um “falso valor”, considerando que os riscos de recrutamento, retenção, branding e estratégia da empresa podem ser adversamente afetados.

A localização continuará a ser o fator mais importante na tomada de decisões de investidores e ocupantes em relação ao imobiliário de escritórios, revela o research Offices 2020, da Jones Lang LaSalle.
 
Ainda que a qualidade e os custos estejam a conquistar mais protagonismo, a localização continuará a sobrepor-se a estas preocupações e a tornar-se ainda mais importante. A diferença no preço das rendas por localizações core poderá ir até 70% em muitos dos mercados da Europa Ocidental. No caso de Lisboa, de acordo com este research, a diferença nas rendas que ocupantes estão dispostos a pagar por uma localização central face a uma localização secundária é de apenas 16%, contrastando com os 88%, por exemplo, em Londres.
 
Bill Page, Head de EMEA Offices Research, diz: “Os ocupantes corporativos procuram maximizar a utilização do espaço e o fit-out para melhorar a eficiência. Mas uma abordagem cada vez mais estratégica ao recrutamento, retenção, marca e acesso ao cliente significa que a localização tem uma importância crescente. A batalha pelo espaço certo no local certo continuará “.
Os investidores e ocupantes estão cada vez mais a recorrer a análises sofisticadas para determinar as melhores localizações na Europa e em cada mercado. Os ocupantes mais informados e mais conhecedores do mercado estarão preparados para pagar um preço mais elevado pelo espaço certo na localização certa, reconhecendo o retorno que terão a nível da sua estratégia. Os investidores que analisarem as alterações nas tendências dos ocupantes e as mudanças nas infraestruturas de transportes estarão melhor preparados para o sucesso. Um efeito colateral da crescente importância da localização é a oportunidade de conseguir criar valor através da renovação de ativos em áreas core. Apesar de parecer uma estratégia óbvia, a análise da Jones Lang LaSalle prova que alguns mercados oferecem vantagens bastante mais fortes do que outros nesta área.
 
Mariana Seabra, diretora de Office Agency & Corporate Solutions da Jones Lang LaSalle Portugal, refere: “Antigamente as empresas que procuravam áreas grandes  e preços competitivos tinham de se deslocar para fora de Lisboa, nomeadamente para os centros empresariais do Corredor Oeste, onde existe uma oferta de qualidade. Hoje em dia, existem novos edifícios de escritórios muito centrais e com qualidade que conseguem ter também preços muito competitivos. Já as empresas que procuram o CBD (Central Business District) ou o Prime CBD não pretendem apenas centralidade, pretendem também notoriedade da marca e proximidade com  os seus clientes e parceiros. Estão dispostos a pagar uma renda mais elevada por isso, ainda que a diferença entre os preços praticados nestas zonas e as restantes não seja tão significativa como em outras cidades europeias. Por outro lado, os ocupantes estão cada vez mais exigentes e sofisticados e querem os melhores escritórios aos melhores preços e muitas vezes com condições que lhes permita reduzir os custos de ocupação, como o layout do escritório já feito ou a cablagem incorporada.”
 
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Benoît du Passage, Managing Diretor da Jones Lang LaSalle em França e Europa do Sul, e responsável do projeto de research junto dos clientes, comenta: “Os edifícios de escritórios em áreas centrais têm uma maior liquidez, maior estabilidade de rendimento e um maior potencial de crescimento das rendas. As áreas periféricas podem também funcionar, especialmente se oferecerem um desconto financeiro ajustado, mas apenas se as redes de transportes e a qualidade dos edifícios for suficiente para preencher essa diferença”. 
 
 
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