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Lisboa

Recuperação do mercado europeu dos escritórios estagna

Rendas prime abrandam de novo à medida que os desafios económicos a longo-prazo da Zona Euro continuam por resolver, revela a Jones Lang LaSalle


As rendas prime de escritórios na Europa caíram, ainda que marginalmente, pelo segundo trimestre consecutivo, de acordo com o European Office Clock Report da Jones Lang LaSalle para o 2º trimestre de 2012. O índice europeu agregado decresceu -0,2%, dando sequência a uma queda de -0,1%, no 1º trimestre de 2012, naquela que tinha sido a primeira redução de rendas em termos trimestrais desde o 4º trimestre de 2009.

A queda foi liderada pelas alterações nas rendas de escritórios dos mercados da Europa Ocidental, já que nos mercados da Europa Central e de Leste as rendas prime de escritórios se mantiveram inalteradas. As principais subidas, que ocorreram em Dusseldorf (+4,2%) e Berlim (+2,3%), foram atenuadas pelas contrações em Dublin (-6,5), Madrid (-2,0%), Barcelona (-1,4%) e Paris (-1,2%).

Lisboa registou uma renda prime de 222 euros/m²/ano (18,5 Euros/m²/mês) no 2º trimestre de 2012, mantendo-se inalterada face ao trimestre anterior, embora apresente uma descida de -2,6% face ao 2º trimestre de 2011. A renda prime de escritórios em Lisboa é a terceira mais baixa do conjunto de mercados analisados pela Jones Lang LaSalle neste documento, sendo apenas superada por Barcelona (216 euros/m²/ano) e Atenas (214 euros/m²/ano), esta última a exibir quedas de -8,5% em termos trimestrais e de -20,7% em termos homólogos.

Mariana Seabra, diretora de Office Agency & Corporate Solutions, refere: “Para o final deste ano, ou início do próximo, prevemos uma descida da renda prime no mercado de escritórios de Lisboa para os 216 euros/m²/ano (18 euros/m²/mês). Este decréscimo ficará a dever-se ao volume de oferta que irá surgir na Zona 1 (Prime CBD) no decorrer de 2013, fruto da reabilitação de um conjunto de edifícios ou da desocupação de edifícios actualmente ocupados. Apesar da procura nesta zona ser bastante ativa não terá capacidade para absorver toda a nova oferta, o que irá provocar a queda do valor das rendas e aumentar a taxa de disponibilidade”.

Polos opostos
O Office Clock da Jones Lang LaSalle , que representa graficamente a forma como os valores prime de escritórios se posicionam no ciclo das rendas, demonstra uma crescente polarização dos mercados europeus, com grupos alargados de cidades aglomerados nas posições de 12h00 e de 6h00.

Bill Page, Head do UK & EMEA Office Research da Jones Lang LaSalle, afirma:
“Os mercados que observaram uma recuperação forte no início de 2010, como Londres, Paris e Moscovo, estão agora a avançar para a posição das 12h00 do relógio, o que significa que o crescimento das rendas está a abrandar ou parou. Os mercados que sentiram tempos difíceis nos últimos anos, como Atenas, Lisboa, Barcelona e Madrid, continuam em apatia e deverão continuar posicionados antes das 6h00 durante mais algum tempo”.

Atividade de arrendamento recupera
A atividade de arrendamento cresceu 5% em termos trimestrais, mas o volume global de 2,4 milhões de m² colocados permaneceu 12% abaixo da média dos últimos 5 anos, devido, sobretudo, à incerteza económica associada. Isto, apesar dos fortes níveis de atividade nos mercados da Europa Central e de Leste como Moscovo, Budapeste, Praga e Varsóvia, que registaram um crescimento de atividade de cerca de 15%.

Chris Staveley, Head de EMEA Office e Industrial Capital Markets, da Jones Lang LaSalle, acrescenta: “O sentimento dos ocupantes oscila entre uma perspetiva cautelosa e negativa. As pessoas continuam a pensar duas vezes quando consideram arrendar mais espaço ou novos escritórios, razão pela qual a procura continua baixa. Isto significa que qualquer crescimento das rendas prime está a ser impulsionado sobretudo pela oferta no mercado e que as taxas de disponibilidade permanecem estáveis”.

Atividade de promoção lenta
A conclusão de nova oferta cresceu 44% no 2º trimestre de 2012 face ao trimestre anterior, mas continua ainda assim 35% abaixo da média dos últimos 10 anos, devido, sobretudo, aos baixos níveis de confiança e à dificuldade em conseguir financiamento para a promoção.

Investimento em escritórios totaliza €15 mil milhões no 2º trimestre de 2012
No 2º trimestre de 2012, o investimento no setor dos escritórios contabilizou quase €15 mil milhões dos €27 mil milhões transacionados no total do mercado imobiliário na Europa, mais 11% do que no trimestre anterior. O interesse e os capitais continuam focados nos principais mercados europeus do Reino Unido, França, Alemanha e Países Nórdicos. O maior crescimento ocorreu em França, mercado no qual os volumes duplicaram devido ao forte interesse em Paris. Os volumes no Reino Unido cresceram 43%, impulsionados pela performance de Londres, incluindo a transação do portefólio de escritórios Hammerson, por £500 milhões. Na Europa do Sul, as transações continuam a ser limitadas, sobretudo porque os investidores continuam relutantes.

A yield (ponderada) de escritórios na Europa é de 5,25%. O forte interesse em produtos prime implicou uma compressão das yields, de forma mais significativa, nos mercados alemães (-25 pontos base em Dusseldorf e Berlim, -10 pb em Hamburgo), bem como em Estocolmo (-25 pb). Esta realidade contrasta com yields em crescimento em mercados menos líquidos como os espanhóis (+25 pb), Edimburgo (+25 pb) e Lion (+10pb). Apesar de um ligeiro decréscimo das rendas, a performance das yields levou a um modesto crescimento no valor dos imóveis (em cerca de 0,4%).

Chris Staveley, Head de EMEA Office e Industrial capital markets, da Jones Lang LaSalle, acrescentou: “Há potencial para o crescimento da atividade de investimento na Europa. Yields mais baixas nas obrigações do tesouro e escassez de investimentos alternativos aumentaram a atratividade do imobiliário como classe de ativos. Capital de diferentes partes do mundo continua a fluir para portos seguros com elevados níveis de segurança e transparência”.

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Nota aos Editores:
Estão disponíveis gráficos adicionais, mediante solicitação.


Sobre a Jones Lang LaSalle
A Jones Lang LaSalle (NYSE:JLL) é uma empresa de serviços financeiros e profissionais especializados em imobiliário. A empresa disponibiliza serviços imobiliários integrados prestados por equipas de especialistas em todo o mundo para clientes que procuram obter valor acrescentado na promoção, na ocupação ou no investimento imobiliário. Com uma faturação global de 3,6 mil milhões de dólares em 2011, a Jones Lang LaSalle conta aproximadamente com 200 escritórios em todo o mundo, operando em mais de 1.000 localizações em 70 países. A Jones Lang LaSalle é líder da indústria imobiliária na prestação de serviços de gestão de propriedades e de instalações corporativas, com um portfólio de 195 milhões de m² geridos mundialmente. A LaSalle Investment Management, empresa da Jones Lang LaSalle a atuar na área de gestão de investimento, é uma das maiores empresas mundiais do sector, gerindo um dos leques mais diversificados de capitais imobiliários e sendo responsável pela gestão de uma carteira de ativos avaliada em mais de 47,2 mil milhões de dólares. Presente em Portugal desde 1997, a Jones Lang LaSalle conta com uma equipa pluridisciplinar composta por 55 profissionais, desenvolvendo a sua atividade nos mercados de escritórios e retalho, nas áreas de agência, investimento, corporate solutions, consultoria e avaliações, gestão, arquitetura e research.
Para mais informações, visite www.joneslanglasalle.pt | Avenida Duque D’Ávila, 141,1ºdt.º 1050-081 Lisboa