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Lisboa

Financiamento à promoção deverá manter-se limitado até 2017

Novos players com capitais e fontes de financiamento têm como alvo os mesmos edifícios de escritórios prime e o crédito de baixo risco, dificultando nova promoção imobiliária


Os padrões habituais de conclusão de oferta especulativa não deverão voltar à Europa nos próximos 5 anos, revela o mais recente research da Jones Lang LaSalle.

Esta tendência irá provocar escassez de espaços de escritórios de boa qualidade em muitos dos principais mercados Europeus e extremar a polarização de valores entre os diferentes níveis de qualidade do stock. Este não é apenas o caso para as principais localizações de escritórios como Londres e Paris, mas também para outras cidades chave em toda a Europa. Por exemplo, Varsóvia e Lion deverão ver os níveis de disponibilidade cair abaixo dos 6% até 2016, com a oferta nas zonas Prime CBD bastante mais baixa.

Contudo, a grande maioria de novos players com capitais próprios e fontes de financiamento – tais como as entidades Asiáticas e Norte-Americanas - focar-se-ão no mesmo tipo de edifícios de escritórios prime nos mercados mais líquidos de Londres, Paris e algumas das principais cidades alemãs e nórdicas.

Bill Page, Director, EMEA Research na Jones Lang LaSalle, disse:
“Esta concorrência para os mesmos edifícios significa que os maiores retornos estarão, potencialmente, fora dos mercados mais líquidos. Os espaços secundários poderão também apresentar mais oportunidades para investidores empreendedores e com capitais próprios que tenham uma visão de longo-prazo e estejam abertos a suportar os riscos económicos em toda a Europa”.

“Além disso, os acordos de pré-arrendamento aumentarão como resposta ao custo do financiamento. Em muitos casos, demonstrar que já se tem um inquilino garantido poderá ser a única forma de os promotores tirarem os projetos do papel. O reverso da medalha é que o pré-arrendamento custará mais a inquilinos  que estão a pagar para compensar o risco dos promotores”.

Benoît du Passage, Managing-Director da Jones Lang LaSalle para França e Europa do Sul, comenta:
“No curto e médio prazo, os custos de base do financiamento manter-se-ão baixos e as margens continuarão elevadas. Contudo, as taxas de juro deverão inevitavelmente subir, impulsionadas pela compra de dívida pública pelas autoridades monetárias e por uma eventual recuperação da economia. O setor dos escritórios pode apresentar um contexto mais sólido do que o de outros setores, tendo em conta a atratividade dos contratos. Alguns promotores podem olhar para trás daqui a alguns anos e lamentar uma oportunidade perdida, se não agirem rapidamente”.

No que concerne a realidade portuguesa, Mariana Seabra, directora de Office Agency e Corporate Solutions da Jones Lang LaSalle Portugal, refere: “As dificuldades de financiamento motivadas pela falta de liquidez dos bancos, aliada ao excesso de oferta existente em algumas zonas do mercado de escritórios de Lisboa, nomeadamente as Zonas 6, 5 e já a partir do final deste ano a Zona 1, fará com que a actividade de promoção fique a aguardar por melhores dias. Cada vez mais a promoção tende a deixar de ser especulativa e os promotores apenas avançam com novos projectos quando têm algum contrato de pré-arrendamento, como foi o caso da ZON no edifício Metropolis”. 

“Por outro lado, quando sabemos que 61,74% da procura registada desde o início deste ano (70,73% ao longo de 2011) é dirigida a áreas até 300 m², os promotores terão de adaptar os seus projectos a esta realidade e dar resposta aos níveis de exigência cada vez maiores das empresas em termos de qualidade técnica e de acabamentos”, adianta Mariana Seabra. 

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Sobre a Jones Lang LaSalle

A Jones Lang LaSalle (NYSE:JLL) é uma empresa de serviços financeiros e profissionais especializados em imobiliário. A empresa disponibiliza serviços imobiliários integrados prestados por equipas de especialistas em todo o mundo para clientes que procuram obter valor acrescentado na promoção, na ocupação ou no investimento imobiliário. Com uma faturação global de 3,6 mil milhões de dólares em 2011, a Jones Lang LaSalle conta aproximadamente com 200 escritórios em todo o mundo, operando em mais de 1.000 localizações em 70 países. A Jones Lang LaSalle é líder da indústria imobiliária na prestação de serviços de gestão de propriedades e de instalações corporativas, com um portfólio de 195 milhões de m² geridos mundialmente. A LaSalle Investment Management, empresa da Jones Lang LaSalle a atuar na área de gestão de investimento, é uma das maiores empresas mundiais do sector, gerindo um dos leques mais diversificados de capitais imobiliários e sendo responsável pela gestão de uma carteira de ativos avaliada em mais de 47,2 mil milhões de dólares. Presente em Portugal desde 1997, a Jones Lang LaSalle conta com uma equipa pluridisciplinar composta por 55 profissionais, desenvolvendo a sua atividade nos mercados de escritórios e retalho, nas áreas de agência, investimento, corporate solutions, consultoria e avaliações, gestão, arquitetura e research.
Para mais informações, visite www.joneslanglasalle.pt | Avenida Duque D’Ávila, 141,1ºdt.º 1050-081 Lisboa