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Lisboa

Turquia posicionada para ser a próxima localização logística emergente

Revela um recente inquérito a gestores da área da distribuição na Europa, realizado pela Jones Lang LaSalle


• A Turquia lidera a lista dos gestores europeus da área de distribuição enquanto mercado logístico emergente nos próximos cinco anos
• A Polónia e Roménia seguem-se num ranking país a país, enquanto que em termos regionais, se destacam a Europa de Leste e a Ásia
• A localização geográfica, o crescimento económico e a estabilidade política são as principais características exigidas a um Mercado Logístico emergente

Um novo inquérito da Jones Lang LaSalle revela que a Turquia deverá ser um dos principais mercados a emergir como nova localização logística. Mais de um quarto dos inquiridos classificaram este país entre as três principais localizações logísticas emergentes na região EMEA (Europa, Médio Oriente e África).

A Polónia e a Roménia são os outros dois mercados a integrar essa lista de três, enquanto que em termos regionais, o destaque é a Europa de Leste e a África.

Os inquiridos indicam a localização geografia (83%), o crescimento económico (81%) e a estabilidade política (68%) como os atributos exigidos a uma localização logística emergente.

“A Turquia reúne todos os atributos requeridos para se tornar num mercado logístico emergente. A sua localização de ponte entre a Europa, o Médio Oriente, a Ásia e a África é ideal para implementar um polo logístico. Além disso, a sua economia está a crescer de forma sustentada, com base num enquadramento político estável; existem investimentos significativos em infraestruturas; tem uma base alargada de população jovem, que oferece uma força laboral ampla e cada vez mais qualificada; o consumo interno está em crescimento e o investimento estrangeiro direto recuperou de forma significativa nos últimos anos”, comenta Alexandra Tornow, Head de EMEA Logistics & Industrial na Jones Lang LaSalle.

“Esperamos que as diversas reformas recentes – que também sustentaram uma crescente transparência no mercado imobiliário turco, como provado no nosso mais recente Índice de Transparência Imobiliária (Junho 2012) – bem com o expressivo Mercado de Retalho do país e os crescentes fluxos comerciais impulsionem a procura para uma distribuição mais efetiva e, como resultado, a aceleração da promoção de espaços logísticos modernos”, acrescenta.

Apesar do seu mercado de retalho dinâmico e dos volumes de atividade comercial, o mercado turco de logística está atualmente subdesenvolvido e é dominado por empresas locais e negócios familiares de pequena dimensão. Ainda que a disponibilidade de espaço logístico moderno tenha aumentado significativamente nos anos mais recentes, muito do stock que foi desenvolvido está bastante longe de ser considerado stock logístico de qualidade e elegível para investimento institucional. A quantidade de stock dessa natureza é ainda relativamente baixo, limitando o investimento internacional no mercado.

Entretanto, o mercado de investimento é sobretudo dominado pelo ocupante–proprietário e por investidores locais. A principal atividade no mercado envolve projetos de promoção baseados em parcerias entre promotores e proprietários de terrenos. Devido ao elevado preço do solo, que faz o investimento em logística pouco viável, este método parece ser a única forma de avançar com  novas promoções. Contudo, a indústria logística turca está em mudança, em linha com um forte crescimento económico, um stock de retalho organizado e de qualidade em crescimento (com cada vez maior exposição de marcas estrangeiras) bem como o aumento da procura e consumo do retalho.

O forte crescimento do tráfego de contentores nos principais portos à volta de Istambul (Ambarli, Mersin, Izmir e Haydarpasa) é outro motor para o mercado logístico da Turquia. Em 2010, em conjunto, estes portos registaram um fluxo de 4,5 milhões de contentores de 20 pés, semelhante a Bremerhaven e Valência (classificados, respetivamente, em 4º e 5ª posição na comparação europeia). Devido ao crescimento do fluxo nos dois principais portos, Ambarli e Mersin, estes estiveram entre os portos de contentores com maior crescimento na Europa em 2010.

“A localização geográfica da Turquia associada ao investimento significativo em infraestruturas  significa que o mercado tem também um potencial excecional para se transformar num polo logístico internacional”, comenta Avi Alkas, Country Chairman na Jones Lang LaSalle Turquia. “O governo tem um programa de investimento forte para expandir a rede ferroviária expresso e as redes viárias e para melhorar as ligações entre as principais cidades. Por exemplo, o projeto da autoestrada de North Marmara irá ligar Adapazari a Tekirda via Instambul, envolvendo também a construção de uma terceira ponte nesta última cidade. O projeto Marmaray é também um projeto de infraestruturas de transporte muito importante, que irá ligar a rede ferroviária na Europa às redes ferroviárias do Médio Oriente e da Ásia. As melhorias nas infraestruturas de transporte estão também a ajudar as empresas multinacionais a considerar a Turquia como um polo regional. Devido à expansão da economia, ao crescimento da população, aos volumes de comércio internacional e à onda de privatizações, as empresas logísticas têm vindo a aumentar a sua presença em Istambul, Ankara e em outros mercado regionais logísticos emergentes”, acrescenta.
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Nota aos Editores:

• As conclusões do inquérito baseiam-se em análises quantitativas de informação disponibilizada por (40) inquiridos na área de distribuição, retalho, produção e tratamento de resíduos.
• Estão disponíveis gráficos, mediante solicitação