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Lisboa

Recuperação do mercado europeu de escritórios abranda

Crescimento das rendas perde impulso, ainda que o valor dos imóveis se mantenha forte, revela a Jones Lang LaSalle.


O European Office Index da Jones Lang LaSalle revela um 3º trimestre com uma performance negativa, com a renda (agregada) prime de escritórios na Europa a registar uma queda de -0,4% face ao trimestre anterior e de -0,5% face ao 3º trimestre de 2011.

Entre os principais mercados europeus, as rendas prime de escritórios registaram descidas em Madrid (-2,0%), Milão (-1,9%) e Paris (-1,9%). Nesta última cidade, o resultado global dissimulou o crescimento das rendas registadas no Prime CBD. 

Em Lisboa, as rendas prime ascendiam a 222 euros/m²/ano (18,5 euros/m²/mês) no 3º trimestre de 2012, estabilizando face ao trimestre anterior, mas apresentando uma queda de -2,6% em relação ao mesmo trimestre do ano passado. No Office Clock, Lisboa continua posicionada na fase do ciclo “Rendas a atingir valores mínimos”.

O European Office Clock da Jones Lang LaSalle, que apresenta uma representação visual do posicionamento dos valores de arrendamento de escritórios no seu ciclo individual de rendas, sublinha que, cada vez mais, os mercados europeus se posicionam em torno das 12h00 e das 6h00 (Crescimento das Rendas a abrandar” e “Rendas a atingir valores mínimos”). As rendas de escritórios em Milão e Zurique passaram já das 12h00, o que quer dizer que as rendas nestes mercados deverão cair no resto do ano.
A atividade de arrendamento na Europa abrandou ligeiramente no trimestre, com a absorção a atingir os 2,3 milhões de m², menos 5% do que no trimestre anterior. Para cerca de metade dos 24 países europeus que integram o índice da Jones Lang LaSalle, o 3º trimestre foi o mais fraco do ano 2012. Contudo, as previsões para a absorção anual são de -10% face aos volumes de 2011, mas ainda assim em linha como a média dos últimos dez anos.

Em comentário ao mercado de arrendamento, Lee Elliott, Head de EMEA Research, disse: “Os ocupantes de toda a Europa estão a adotar um padrão de defesa. A atual incerteza sobre a evolução da economia significa que as empresas estão cautelosas e conservadoras nas tomadas de decisão. Os planos de expansão estão em espera, enquanto a atividade continua a ser conduzida por renegociações de contratos ou mudança de instalações”.

Disponibilidade recua

Os níveis globais de disponibilidade na Europa caíram cerca de 20 pontos base nos últimos três meses, uma descida suportada sobretudo pelos níveis reduzidos de oferta. A taxa de disponibilidade em Moscovo reduziu 140 pontos base e também os mercados alemães e o de Paris assistiram a uma redução deste indicador. Londres e Varsóvia registaram o maior aumento na taxa de disponibilidade, crescendo cerca de 70 pontos base cada.

Atividade de promoção cresce 10% face a 2011

Ainda que as perspetivas apontem para um crescimento de 10% na oferta concluída em 2012 face a 2011, o volume de promoção concluída neste ano deverá ficar 30% abaixo da média dos últimos 10 anos. 
Transações de escritórios dominam volumes de investimento na Europa
Durante o 3º trimestre de 2012, os volumes de investimento em escritórios alcançaram os €13 mil milhões, contabilizando 50% do valor transacionado no total do mercado europeu. Apesar do decréscimo de 14% face ao trimestre anterior, os volumes acumulados do ano até setembro estão 18% acima de igual período do ano anterior, impulsionados por elevados níveis de atividade em mercados líquidos como Londres, Paris ou as cidades Alemãs, bem como os países nórdicos.

As prime yields mantiveram-se estáveis na maioria dos mercados, com apenas 4 dos 24 mercados do Índice a apresentarem alterações. As yields cresceram em Barcelona (+25 pontos base) bem como em Haia e Utrecht (+15 pontos base), à medida que as preocupações dos investidores sobre o cenário económico se confirmaram, enquanto que as yields em Paris comprimiram cerca de 25 pontos base. 

Chris Staveley, Diretor do European Office Capital Markets, da Jones Lang LaSalle, acrescentou: “Apesar  do abrandamento do mercado de arrendamento, o índice da valorização dos imóveis cresceu 0,5% no trimestre. Esta performance foi motivada pela compressão de yields em Paris, que resultou do crescente interesse dos investidores nos centros europeus mais líquidos e do crescimento das rendas em mercados com condições económicas mais robustas. O valor dos imóveis deverá permanecer estável a curto-prazo, contudo, as yields em mercados europeus periféricos como a Grécia, Portugal, Itália e Espanha podem ficar sobre pressão para crescer ao entrarmos em 2013”.

Nota aos Editores

European Office Clock Trimestre 3, 2012, Jones Lang laSalle

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