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Lisboa

Crescimento económico impulsiona expansão das firmas de advogados na Ásia e no Norte de África


Jones Lang LaSalle explica que a expansão nos mercados emergentes é impulsionada pelas empresas multinacionais ocidentais que procuram escritórios​ locais em economias de elevado crescimento

O forte crescimento económico nos mercados emergentes está a motivar a expansão dos escritórios das firmas de advogados nas regiões da Ásia-Pacífico e África, revela o estudo Global Law Firm Perspectives 2012 da Jones Lang LaSalle. O documento, que é um barómetro anual das tendências imobiliárias no âmbito das firmas de advogados em todo mundo, evidencia a diferença de performances entre as economias desenvolvidas e as emergentes e um interesse renovado das grandes firmas em colmatar essa diferença.

“As tendências imobiliárias para as firmas de advogados traduzem claramente a atual polarização económica global”, explica Tom Carroll, Diretor de Corporate Research, da Jones Lang LaSalle. “Embora as firmas foquem a sua atenção nos mercados emergentes de elevado crescimento na Ásia e em África, os mercados na América do Norte e em grande parte da Europa continuarão a ser mais favoráveis aos ocupantes durante mais algum tempo”.

O relatório enuncia as seguintes tendências chave de imobiliário para as empresas de advogados: 

• Um regresso ao crescimento via cruzamento da polarização económica. As grandes firmas multinacionais estão a quebrar anos de cautela, à medida que a expansão nos mercados emergentes regressa à agenda. O crescimento nestes mercados é liderado por empresas sedeadas em mercados maduros como os EUA e a Europa Ocidental, que querem estar geograficamente alinhados com as economias de elevado crescimento na Ásia-Pacífico, Médio Oriente e África. Por exemplo, o crescimento de interesses empresariais ocidentais na China estimulou o crescimento da firmas de advogados em Pequim, Xangai e Hong Kong. 

• Recurso a serviços legais em outsourcing impulsiona procura. As empresas multinacionais estão a recorrer mais ao outsourcing de serviços legais, liderando a procura para a prestação de serviços tipicamente fornecidos a partir de localizações low cost.

• Fusões & Aquisições (F&A) de firmas de advogados estão a formatar as cidades. As firmas de advogados ocidentais estão a fazer parcerias com firmas locais em mercados emergentes para prestar serviços aos clientes corporativos em expansão, à medida que a atividade de F&A está também na agenda. Por exemplo, em Marrocos, a Bird & Bird formou uma aliança em Casablanca como a El Amari & Associes, um fornecedor de serviços legais. Adicionalmente, também nas firmas australianas teve lugar um cluster de atividade de F&A, à medida que as empresas dos Estados Unidos e do Reino Unido procuram dar continuidade à sua expansão nesta região.

• Progressão da Alemanha. Emergindo como um centro de litigação na área da Propriedade Intelectual e continuando a sua liderança económica, as cidades alemãs como Hamburgo e Munique  estão a acolher novas firmas e a expansão de outras. 

• Novas estratégias para o espaço de trabalho: termos de contratos determinam foco na produtividade. Na América do Norte e na Europa, as firmas estão a utilizar menos espaço por advogado, recorrendo a novas estratégias no que concerne o espaço de trabalho desenvolvidas para motivar a produtividade e a eficiência, e muitas vezes provocadas pelo termo dos contratos de arrendamento.

Rendas variam de acordo com os ciclos de cada mercado

“Nos mercados globais, as rendas dos espaços ocupados pelas firmas de advogados são mais influenciadas pelas condições gerais do mercado do que pelas tendências nesta indústria legal”, explicou Tom Carroll. “Muitos mercados estão a recuperar em termos económicos, mas continuam a oferecer rendas baixas porque o ciclo de mercado ainda não alcançou a fase de crescimento das rendas”. Por isso, os incentivos (ou a falta deles) podem igualmente variar de mercado para mercado.

Por exemplo, podem considerar-se os seguintes contrastes:

Em Hong Kong, os inquilinos recebem incentivos de carência de rendas de 2 a 3 meses. Já em Tóquio, esse incentivo é geralmente de 9 a 12 meses.

Em Melbourne, onde a taxa de disponibilidade de stock prime se fixa apenas em cerca de 6%, as rendas brutas prime rondam os 517 dólares australianos por metro quadrado. No entanto, em Sidney, onde a taxa de disponibilidade para este tipo de oferta atinge os 9,3%, as rendas continuam muito mais elevadas que em Melbourne, fixando-se em 925 dólares australianos, o que se deve sobretudo a uma maior valorização dos imóveis nesta última cidade. 

“As rendas são variáveis de cidade para cidade, mesmo no contexto da mesma região ou país”, disse Richard Proctor, Head de Tenant Representation em Central London e Lead Director, a nível EMEA na área de Firmas de Advogados, da Jones Lang LaSalle. “As empresas podem conseguir fechar operações em mercados onde as rendas estão agora a começar a subir, mas permanecem com valores próximos do ciclo mais baixo do mercado. É fundamental que as firmas de advogados apliquem as suas competências forenses aos seus portefólios imobiliários com vista a alcançarem um bom resultado”.

Mix de inquilinos influencia tendências de mercado

“Como vão as firmas de advogados, assim vai o mercado de escritórios: este é um princípio sólido para a América do Norte”, explica Elizabeth Cooper, International Director da Jones Lang LaSalle  e co-chair na área de firmas de advogados da empresa. “Por oposição, os ocupantes âncora na Europa, Ásia e Norte de África serão provavelmente, na sua maioria, empresas de outras áreas, pelo que as tendências das firmas de advogados não influenciam o mercado de escritórios da mesma forma. Nos Estados Unidos, as firmas de advogados arrendam, em média, mais de 15% do espaço de escritórios prime em mercados desenvolvidos. Em contraste, apenas duas cidades fora da América do Norte exibem firmas de advogados a arrendar mais de 10% deste tipo de stock em localizações prime”. 

Mariana Seabra, Diretora de Office Agency da Jones Lang LaSalle, sublinha: “No mercado de escritórios de Lisboa, a realidade confirma a tendência europeia, com a procura de espaços por parte das firmas de advogados a ter um peso relativamente baixo na atividade de arrendamento global. Em Lisboa, no acumulado do ano até setembro, as empresas desta área foram responsáveis pelo arrendamento de 4.238 m², representando apenas 6,72% no total da absorção registada no mercado para este período.”

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