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Lisboa - Madrid

O início de um novo ciclo – Contratos de arrendamento voltam a ser valorizados nos Hotéis

Mercado de Investimento em Hotéis na região EMEA – 1º trimestre de 2009 com fraca actividade


O mercado de investimento em hotéis na região EMEA observou uma actividade pouco dinâmica no 1º trimestre de 2009, com o volume transaccionado a alcançar apenas €700 milhões. Este valor representa um decréscimo de 81% quando comparado com o período homólogo, apesar dos valores registados nesse primeiro trimestre de 2008 terem sido especialmente elevados se tivermos em conta o total do ano, que acabou por apresentar um decréscimo.

Jordi Frigola, Vice-presidente Executivo da Jones Lang LaSalle Hotels para a Península Ibérica, refere: “Prevemos que a primeira metade deste ano seja bastante calma e que os volumes de investimento se mantenham relativamente baixos, embora dentro da média”.

Tendo em conta a origem do investimento no 1º trimestre de 2009, o capital doméstico permaneceu dominante, representando mais de 50% do volume transaccionado. A forte actividade dos investidores do Médio Oriente (26,7% em 2008) não teve continuidade nestes primeiros três meses de 2009 – não foram registadas transacções de activos hoteleiros protagonizadas por esta fonte de capital. Aurora Prat i Pubill, Vice-presidente Sénior e Head de Capital Markets da Jones Lang LaSalle para a Península Ibérica, explica: “Os investidores oriundos do Médio Oriente procuram, geralmente, adquirir activos de referência, activos esses que acabaram por não vir ao mercado. O seu actual enfoque mantém-se, na generalidade, em activos problemáticos, que, esperamos, possam vir ao mercado na segunda metade do 2009. No entanto, é improvável virmos a encontrar, nessa oferta, muitos activos de referência e a preços baixos”.
Também em linha com a tendência prevista, os hotéis que beneficiam de um contrato de arrendamento estão novamente na lista de preferências da procura. “Os investidores pretendem segurança e não estão, manifestamente, dispostos a comprar um imóvel com expectativas de decréscimo do retorno. Contudo, assistimos também a operações de propriedades vazias, uma vez que os operadores hoteleiros são os únicos grupos que realmente necessitam dos activos para que o seu modelo de negócio seja bem sucedido”, acrescentou Jordi Frigola.

Claramente, o volume total de investimento em hotéis permanecerá baixo em 2009 e o ano deverá terminar com valores bastante inferiores aos alcançados em 2008. “Temos de aceitar que estamos a iniciar um novo ciclo. Os anos recorde como o de 2007 – no qual se registou um volume de investimento na ordem dos €8,6 biliões apenas no 1º trimestre – ficaram no passado”, concluiu Aurora Prat i Pubill.