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Lisboa

Jones Lang LaSalle prevê aumento do volume de capital global alocado ao imobiliário

Relatório mostra que o investimento direto em imobiliário terciário mais que duplicará, para $1 trilião, até 2030. A região da Ásia-Pacífico lidera o crescimento do investimento desde a crise


​Na sequência do World Economic Forum, em Davos, Suíça, no qual líderes políticos e empresários discutiram os principais desafios globais, um novo relatório da Jones Lang LaSalle (NYSE:JLL) revela que os investidores estão já a reagir à alteração das condições económicas, canalizando um maior volume de capital para o imobiliário terciário, em particular na região da Ásia-Pacífico. De facto, a consultora estima que o mercado de investimento direto em imobiliário terciário possa superar $1 trilião anuais até 2030, comparando com os cerca de $450 milhões transacionados em 2012.

“As ambições de valorização do capital que determinaram muitas decisões de investimento antes da crise financeira, deram lugar a uma procura global de fluxos de retornos seguros num ambiente de baixas taxas de juro”, disse Colin Dyer, Presidente e CEO da Jones Lang LaSalle. “Apesar dos valores dos ativos imobiliários terem demonstrado não ser imunes aos choques financeiros nos anos mais recentes, o imobiliário emerge, ainda assim, como uma opção preferencial para muitos investidores”.

Denominado “The Advancement of Real Estate as a Global Asset Class” (trad. livre: “A evolução do imobiliário como uma classe global de ativos”), o relatório conclui que: 

• A região Ásia-Pacífico superou as outras regiões em termos de atividade imobiliária desde a crise financeira global, alcançando em 2012 um volume de investimento em imobiliário terciário equivalente a 77% do pico alcançado em 2007. O continente Americano só alcançou 62% do volume que havia registado no pico de 2007, enquanto que na Europa esse nível foi de apenas 46%. 

• O impacto do crescente volume de capital que procura exposição ao imobiliário pode ser substancial. Uma realocação de 1,2% dos 30 maiores fundos soberanos ao setor imobiliário, pode aumentar a alocação de capital em cerca de $50 biliões, um valor equivalente ao total do mercado de escritórios​ do CBD de Sydney.

Os investidores estão a selecionar um número restrito de ativos super-prime, prioritariamente edifícios de escritórios e retalho nas principais cidades, que emergiram como os ativos mais atrativos para alguns investidores institucionais com intenção de serem proprietários dos ativos mais estáveis, melhor localizados, arrendados a 100% aos inquilinos mais cobiçados. A competitividade da procura impulsionou os preços desses imóveis para níveis acima dos registados antes da crise. 

Portefólios de Investimento deslocam-se para o imobiliário

Em onze dos maiores mercados globais, a diferença entre as taxas conseguidas nas obrigações e as yields alcançadas no mercado de escritórios prime é, em média, 195 pontos base mais elevada do que no 4º trimestre de 2007, concluiu a Jones Lang LaSalle. Esses retornos mais elevados estão a convencer muitos investidores a aumentar a sua exposição ao mercado imobiliário.

“Com as yields das obrigações do tesouro de muitos países em mínimos das últimas décadas e, em alguns casos do último século, e as perspetivas de valorização de capital em baixa, as yields tornam-se um motor central dos retornos do investimento”, disse Colin Dyer. “A diferença entre as yields do imobiliário e das obrigações do tesouro continua elevada, oferecendo uma compensação considerável aos investidores para o risco adicional associado ao imobiliário”. 

Em menor escala, o crescimento da alocação ao imobiliário reflete ainda os esforços dos investidores para reduzir o risco através da diversificação do portefólio tradicional das ações e obrigações, conclui o relatório da Jones Lang LaSalle.

Imobiliário da Ásia-Pacífico lidera

A região da Ásia-Pacífico está a emergir como um vencedor de longo-prazo na competição global para captar capital de investimento, impulsionado pelo despontar dos fundos de pensões domésticos e pelos capitais privados. Desde 2008, um forte crescimento económico que contrasta com a contração na Europa e na América do Norte fez disparar a atividade imobiliária. 

Os desafios operacionais, baixos níveis de liquidez e, em alguns casos, mercados de investimento subdesenvolvidos, restringem atualmente o investimento institucional nesta região, o que explica, em parte, porque é que a maioria das entidades ocidentais estão subrepresentadas nesta região, tendo em conta a dimensão dos seus mercados imobiliários. A longo prazo, contudo, a Jones Lang LaSalle espera que a distribuição da carteira possa alterar-se a favor desta região, à medida que taxas mais elevadas de poupança, uma rápida urbanização, o crescimento da classe média e uma maior transparência do mercado aumentem a confiança do investidores e o interesse na região. 

Mais tendências exploradas

O relatório da Jones Lang LaSalle identifica diversas outras tendências emergentes em todo o mundo, incluindo os esforços para aumentar a transparência, a prática, em rápido crescimento, do sale & leaseback na Ásia e o crescimento do ritmo de renovação ou recuperação de ativos imobiliários obsoletos para ir ao encontro das exigências de inquilinos modernos.

Poderá ler as principais noticias do World Economic Forum, realizado entre 23 e 28 de janeiro, em Davos, na Suíça, no Notes from Davos blog.

Visite ainda o Media Center da Jones Lang LaSalle para as notícias mais recentes e atualizadas sobre a indústria de imobiliário terciário. 

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