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Lisboa

Investimento Sul Coreano nos mercados imobiliários internacionais cresce 900%  face a 2012

Novo relatório da Jones Lang LaSalle revela um crescimento sem precedentes no investimento imobiliário oriundo da Coreia do Sul na primeira metade de 2013


​Um novo relatório do International Capital Group da Jones Lang LaSalle destaca um aumento sem precedentes de investimento oriundo da Coreia do Sul em imobiliário internacional nos primeiros cinco meses do ano. De acordo com o documento, denominado “Spotlight on South Korean Offshore Investment”, os investidores sul-coreanos adquiriram mais de USD5 biliões em imóveis fora da Coreia desde o início de 2013, o que traduz um crescimento exponencial de 900% face aos USD500 milhões transacionados na primeira metade de 2012.
Histórico do Investimento Sul-Coreano no Estrangeiro
O relatório mostra que o crescimento do investimento sul-coreano no mercado internacional, que a Jones Lang LaSalle estima possa atingir os USD10 biliões até final do ano, abrangeu diversos mercados em todo o mundo, incluindo desde centros comerciais na Austrália a uma torre de escritórios no CBD de Chicago (EUA).

Matt Richards, Head do International Capital Group na Europa da Jones Lang LaSalle, comenta: “O fluxo regular de capital institucional da Coreia do Sul no mercado imobiliário Europeu que teve início em 2009 cresceu de forma exponencial. Esta tendência continuará a verificar-se enquanto estes investidores continuarem a ter acesso a yields de seis a sete por cento na aquisição de ativos core localizados em zonas prime”.

Alistair Meadows, Head do International Capital Group na Ásia-Pacífico da Jones Lang LaSalle, acrescenta: “Assistimos a um forte crescimento das compras de investimento por parte da Coreia em toda a região da Ásia-Pacífico, particularmente nas principais cidades da China e da Austrália, onde os fundos coreanos concluíram transações nos setores de escritórios e retalho no valor de USD500 milhões e USD1 bilião, respetivamente. Prevemos que se registe um continuado interesse por parte dos investidores Sul-Coreanos em ativos core nas principais cidades desta região”.

O investimento estrangeiro oriundo da Coreia do Sul tem-se mantido relativamente consistente ao longo dos últimos cinco anos, e esta vaga em 2013 deve-se sobretudo ao grande aumento de liquidez dos fundos e ao mercado doméstico de pequena dimensão, o que encorajou os investidores Sul-Coreanos a procurar oportunidades fora do mercado nacional. As recentes incertezas no panorama económico e político do país promoveram também o aumento da atratividade do investimento internacional, à medida que as tensões com a Coreia do Norte e as mudanças significativas na política monetária Japonesa contribuíram para esta “fuga” de capital. 

David Green-Morgan, Diretor de Global Capital Markets Research na Jones Lang LaSalle, disse: “Assistimos a uma atividade sem precedentes no panorama global na primeira metade de 2013, à medida que um número crescente de investidores institucionais olha para mercados internacionais à procura de yields mais elevadas. Ainda que um crescimento tão acentuado e em tão curto espaço de tempo seja pouco usual, não prevemos um abrandamento nesta tendência enquanto as condições do mercado local continuarem a garantir que as aquisições internacionais sejam a opção mais atrativa para os investidores Sul-Coreanos. A grande questão nos próximos cinco anos será quais os mercados alvo destes investidores”.

O atividade dos investidores Sul-Coreanos na primeira metade de 2013 superou a dos investidores estrangeiros mais tradicionais como o Canadá, Singapura ou Noruega, o que evidencia também uma mudança na natureza do investimento internacional, com uma crescente preferência para o estabelecimento de joint-ventures. Esta tendência é particularmente comum na Coreia do Sul, onde, tipicamente, as várias entidades se costumam associar para formar pools de capital de grande dimensão que são depois geridas por um único gestor de ativos. 

Como resultado, os grupos Sul-Coreanos que investem fora do seu mercado doméstico procuram critérios específicos em qualquer potencial aquisição de forma a assegurar que preenche os seus compromissos de distribuição de capital. Os requisitos típicos como yields líquidas entre 6 e 7 por cento, despesas de investimento mínimas e um período de manutenção do investimento de cerca de cinco anos, irão influenciar os mercados de destino do investimento Sul-Coreano no decurso do ano e seguintes. 

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