Skip Ribbon Commands
Skip to main content

Notícias

Lisboa

Imobiliário na área dos serviços financeiros enfrenta desafios de eficiência

Banca sob pressão para aumentar a produtividade no local de trabalho


​De acordo com os resultados do Global Corporate Real Estate Survey 2013 da Jones Lang LaSalle, as equipas responsáveis pelo imobiliário​ nas empresas de serviços financeiros e na banca necessitam de abordar quatro desafios centrais que podem, de forma coletiva, influenciar a produtividade do imobiliário. 

Estes riscos estão evidenciados abaixo e podem ser conhecidos com maior detalhe no âmbito de um novo relatório denominado “The Productivity Imperative: 2013 Corporate Real Estate Trends for Banking and Financial Services” (Trad. Livre: “ O Imperativo da Produtividade: Tendências de Imobiliário Corporativo para a Banca e os Serviços Financeiros em 2013”):

1. Eficiência dos recursos humanos e do portfólio

2. Expectativas quanto à produtividade do espaço de trabalho

3. Interação com as equipas de “procurement” 

4. Gerir a expansão nos mercados emergentes


1. Demonstrar a eficiência do Imobiliário Corporativo em relação aos recursos humanos

Os dados recolhidos em 147 bancos de todo o mundo revelam que estas entidades possuem um rácio médio de membro da equipa para a área do Imobiliário Corporativo/Total dos colaboradores da empresa de 1:2412 (i.e.: por cada 2.412 colaboradores da empresa existe um colaborador para a área de Imobiliário Corporativo). Este rácio pode variar de forma significativa de acordo com a dimensão do banco, mas, em média, está abaixo do rácio 1:4.000 exibido noutras empresas de grande dimensão, sendo mesmo o  mais baixo do setor privado.

“Os bancos foram pioneiros no outsourcing de serviços imobiliários, inicialmente com a intenção de reduzir custos. Mas nos últimos dez anos, outros setores seguiram esta tendência e, em alguns casos, superaram mesmo os bancos. As organizações na área dos serviços financeiros apresentam um leque diversificado de requisitos para imobiliário, que exige uma gestão cautelosa. Esta análise que cruza setores levanta a questão de saber se existe ainda espaço para melhorias. Os bancos estão agora a virar a sua atenção para novas questões relacionadas com a produtividade dos espaços de trabalho, com um alinhamento mais rigoroso do negócio que permita uma gestão proactiva do portfólio e sistemas de parceria mais avançados que têm um foco mais estratégico e integram os seus requisitos de serviços”, disse Jeff Schuth, International Director de Corporate Solutions na Jones Lang LaSalle (JLL).

Imagem: Número total de colaboradores da organização por cada membro da equipa de Imobiliário Corporativo

Imagem I.jpg

Fonte: Jones Lang LaSalle (JLL)


2. Os espaços de trabalho devem “trabalhar arduamente”

Apesar deste pano de fundo de uma potencial ineficiência a nível dos recursos humanos, os bancos lideram no que diz respeito a tentar extrair o máximo de produtividade dos espaços de trabalho. Cerca de 81% das equipas de imobiliário corporativo na área de serviços financeiros têm expectativas de ganhos de produtividade nos espaços de trabalho. Este peso compara com 72% nas outras indústrias.

Imagem II.jpg

Fonte: “The Productivity Imperative, Jones Lang LaSalle (JLL)

“Há uma pressão evidente por parte dos quadros de direção/administração das empresas para melhorar a produtividade dos seus espaços de trabalho. Os executivos da banca percebem que a qualidade do espaço de trabalho tem um impacto direto na cultura organizacional, no foco no cliente e, em última análise, na rentabilidade. Depois de vários anos de foco exclusivo na redução ou contenção de custos, proporcionar uma experiência positiva ao colaborador começa agora a ser central, com um forte ênfase na concepção de espaços nos quais as pessoas se sintam bem em trabalhar e que lhes permita ter boa performance”, disse Claudia Hamm-Bastow, Head de Workplace Strategy, EMEA, Jones Lang LaSalle (JLL)  

3. Equilibrar o poder do “procurement”

Com 48% das equipas de imobiliário corporativo na área de serviços financeiros a revelar que as equipas de procurement estão ativamente envolvidas nas decisões sobre imobiliário, as funções de procurement na área da banca têm uma influência sobre o imobiliário corporativo mais do que em qualquer outra indústria. 

Em comentário a esta conclusão, Iain Mackenzie, International Director de Corporate Solutions da Jones Lang LaSalle (JLL), disse: “Os bancos enfrentam atualmente uma maior pressão em termos de regulação e de corte de custos nos seus ambientes operacionais. Nos últimos dois anos, vimos o impacto positivo que as equipas de procurement podem ter através da introdução de estrutura e responsabilização nas decisões referentes ao imobiliário, o que acaba por resultar melhor quando os profissionais de procurement conseguem ver além dos cortes a curto-prazo e focar-se no valor mais lato que os serviços de imobiliário podem aportar ao negócio a longo-prazo, tais como impulsionar a produtividade do espaço de trabalho”.

Imagem III.jpg

Fonte: The Productivity Imperative, Jones Lang LaSalle (JLL)


4. Desafios de transparência nos mercados emergentes

De acordo com a McKinsey and Company, os serviços bancários formais alcançam apenas 37% da população nos mercados emergentes, o que representa uma oportunidade de expansão internacional e de aumento de proveitos muito significativa para a banca. Contudo, muitos dos mercados onde os bancos estão a procurar expandir-se ou entrar, não possuem infraestruturas otimizadas ou métricas de transparência para o mercado imobiliário, o que pode tornar as decisões referentes ao imobiliário bastante difíceis, especialmente quando o sucesso da banca, num contexto global, exige custos de estrutura otimizados. 

Comentando, em conclusão, Stuart Hicks, Presidente do Grupo de Banking Industry da Jones Lang LaSalle (JLL), disse: “O mundo bancário está a mudar rapidamente e as equipas de imobiliário não podem dar-se ao luxo de manter-se estagnadas. Cada um destes riscos agora identificados pode influenciar seriamente a produtividade dos imóveis. As equipas que demonstrem uma análise independente ou benchmarking que cruze setores serão as melhor preparadas para endereçar cada um deste desafios”.

- ends –
 

 1: Procurement – O termo é também utilizado em Portugal e refere-se à área da empresa que é responsável pela contração de fornecedores e decisões de compra.