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Lisboa

Investimento imobiliário em Portugal alcança os €235 milhões nos primeiros nove meses de 2013

Jones Lang LaSalle divulga Market Pulse Portugal do 3º trimestre


​O ano de 2013 está a ser marcado pela retoma do mercado de investimento imobiliário, que nos primeiros 9 meses do ano totalizou cerca de €235 milhões, revela a Jones Lang LaSalle no seu mais recente Market Pulse Portugal, referente ao 3º trimestre de 2013. Este volume, ainda que distante dos volumes alcançados em anos de performance mais fortes, marca uma importante recuperação face a 2012, em que o total da atividade de investimento em Portugal se cifrou em €125 milhões. 

Pedro Lancastre, Diretor-Geral da Jones Lang LaSalle Portugal, considera que este resultado tem na base “o crescente interesse dos investidores no imobiliário português, especialmente os internacionais, muito devido à recuperação da economia europeia, em geral. Os investidores que tradicionalmente investiam em Portugal, como era o caso dos fundos alemães, estão aos poucos a regressar ao nosso mercado, além de mercados de outras origens que estão a ganhar força, como a China. Estes últimos estão especialmente ativos no âmbito dos Golden Visa que têm despertado o interesse não apenas de investidores privados, mas também de investidores institucionais e promotores imobiliários”. 

Por outro lado, refere o Diretor Geral da Jones Lang LaSalle Portugal, “o ajustamento em baixa dos preços do imobiliário nacional, também ajudou ao crescimento da atividade de investimento. Contudo, parece-nos que os preços dos imóveis prime para investimento atingiram já um patamar mínimo e alguns estão já com tendência de valorização”.

Durante o 3º trimestre de 2013, foram investidos €73 milhões de euros, num total de sete transações, entre as quais se destacam as operações dos edifícios de escritórios Báltico e Zenith, ambos a confirmar as tendências chave do mercado. O primeiro foi adquirido pelo investidor institucional alemão Deka Immobilien e o segundo, mediado pela Jones Lang LaSalle, reflete uma compra oportunística por parte de um fundo de investimento português. Por parte dos investidores chineses, e para efeito de obtenção dos Golden Visa, as lojas e frações arrendadas têm sido os alvos preferenciais de investimento. No 3º trimestre de 2013, as yields mantiveram-se estáveis, embora, pela primeira vez desde a crise, se comece a assistir a alguma pressão em baixa deste indicador, principalmente nas localizações prime de escritórios e de comércio de rua, nos quais as prime yields ascendiam, no final do trimestre, a 8,0% e 7,5%, respetivamente.

O relatório da Jones Lang LaSalle apresenta também a performance do mercado de escritórios, notando que a absorção no 3º trimestre de 2013 totalizou os 19.011 m², cerca de 29% menos do que no mesmo período de 2012. No acumulado do ano, a área ocupada é de 44.095 m², o que deixa antever que este ano possa ser um dos menos dinâmicos da década na atividade de ocupação de escritórios. A taxa de disponibilidade manteve a tendência de subida dos últimos anos e encerrou o trimestre nos 13,3%, o que significa que dos 4,54 milhões de m² de stock do mercado de escritórios em Lisboa, mais de 600.000 se encontram vazios. Após alguns ajustamentos principalmente nas zonas de maior disponibilidade de espaços, as rendas prime mantiveram-se estáveis no trimestre. No CBD Prime a renda situa-se nos 18,5€/m²/mês. A nova oferta de escritórios no 3º trimestre fixou-se em 7.700 m², correspondentes ao Edifício 5 de Outubro 125, recentemente reabilitado.  No último trimestre do ano deverão surgir no mercado 70.000 m² distribuídos por 6 edifícios, embora 68% desta área não seja aberta ao mercado, pois corresponde a edifícios pré- arrendados ou construídos pelo ocupante. 

No retalho, o comércio de rua continua a ser a estrela, confirmando o percurso de consolidação que tem vindo a fazer nos últimos anos. Só na Avenida da Liberdade são esperadas 12 novas lojas de marcas nacionais e internacionais, no decurso de 2013, sendo que no 3º trimestre inauguraram os espaços da Max Mara, Cartier e Rimowa, esta última pela primeira vez em Portugal. No 4º trimestre estão previstas mais 5 aberturas, entre as quais a Fancy, a Michael Kors e a Aristocrasy Joyas, já inauguradas.  As rendas prime no comércio de rua em Lisboa situavam-se no 3º trimestre nos 90€/m²/mês. Já no segmento dos empreendimentos comerciais, a tendência mantém-se, com os centros comerciais​ prime a apresentar boas performances e os complexos secundários, em muitos casos, a revelarem alguma fragilidade. Atualmente estão em construção ou em fase avançada de estudo, apenas 4 projetos num total de 198.000 m² de ABL, com inauguração prevista para os próximos 3 anos (2014-2016). Neste segmento, os centros comerciais mantêm as rendas prime em torno dos 85€/m²/mês e os retail parks nos 9,50€/m²/mês. 

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