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Lisboa

“Decorar” os centros comerciais com compradores: Cinco estratégias para fazer crescer as vendas neste Natal até 3,9%

Retalhistas necessitarão de faturar cerca de $10 biliões por dia para atingir o crescimento previsto


​Com o arranque oficial da quadra natalícia nos Estados Unidos (EUA) no dia que se segue ao Dia de Ação de Graças, os retalhistas querem tirar o máximo proveito de uma época de compras limitada e que este ano é seis dias mais curta do que no ano passado. Além das preocupações referentes aos timings, este ano uma maior concorrência está também a pressionar os operadores de retalho a reavaliar a suas estratégias e a sua oferta de serviços.

A National Retail Federarion prevê, para os EUA, um crescimento de 3,9% nas vendas no conjunto dos meses de novembro e dezembro para os $602,1 biliões, mas para atingir este número os retalhistas terão de faturar cerca de $9,9 biliões por dia. A boa notícia é que, de acordo com um inquérito recentemente realizado pela Accenture, cerca de 20% dos consumidores norte-americanos inquiridos prevê aumentar o seu orçamento para compras de Natal em cerca de $500.

Os especialistas de Retalho da Jones Lang LaSalle identificam cinco estratégias chave que os retalhistas deverão aplicar nesta época para cativar e maximizar a sua parte no crescimento projetado das vendas:

1. Ignorar o Calendário “Oficial”. A quadra natalícia é responsável por cerca de 20% do volume de vendas anuais dos retalhistas e, no ano passado, as vendas nos EUA totalizaram os $579,5 biliões, o que se traduz numa faturação diária de $9,5 biliões. Contudo, este ano, o período crítico de vendas entre o chamada “Black Friday”  e o Natal é cerca de 19% mais curta, pressionando os retalhistas a atrair os consumidores mais cedo. ”Com menos dias oficiais de compras este ano, apenas 26 dias para ser exato, esperamos que o Christmas Creep  possa expandir-se para novos níveis. Pela primeira vez na história, a Macy’s e a JCPenney abriram  portas no Dia de Ação de Graças, e outros retalhistas deverão tê-los seguido na esperança de incentivar vendas antecipadas”, disse Greg Maloney, Presidente e CEO da Jones Lang LaSalle Retail.

2. Criar Bonificações Quase-instantâneas: O relatório Big Box Outlook da Jones Lang LaSalle prevê que as vendas online mais do que dupliquem nos próximos 4 anos, sendo um terço desse crescimento impulsionado pelo setor de retalho. Claramente, os Norte-americanos adotaram as compras online, mas estão menos encantados com o tempo que demoram a receber as suas encomendas. Para resolver este gap, muitos retalhistas pretendem alargar o horário de atendimento e aumentar a capacidade para darem resposta a encomendas online nas lojas locais. A Apple, a Wal-Mart, a Nordstrom e a BestBuy já anunciaram um alargamento da sua oferta online às lojas físicas para que os compradores possam encomendar online e levantar as encomendas em pontos de venda da sua conveniência. “Mais do que nunca a procura gerada no comércio electrónico está a moldar o panorama do retalho, e os retalhistas com espaços físicos que podem funcionar como centros de atendimento das compras online vão assistir a um incremento nas vendas. Os retalhistas com uma presença apenas electrónica estão também a repensar a sua necessidade de espaços tradicionais.”, disse Lew Kornberg, Líder de Retail Tenant Representation, Jones Lang LaSalle. 

3. Lojas Drop-in ou Pop-up   deverão aumentar os lucros: Os negócios de curto-prazo gerados na quadra natalícia ou as lojas pop-up apresentam oportunidades para os retalhistas expandirem a sua cobertura e testar novos mercados sem um compromisso de longo-prazo. Assegurando um espaço de curta-duração em localizações de grande tráfego, os retalhistas podem aumentar a sua exposição a um elevado tráfego de consumidores em mercados-chave – sem o risco de um contrato de longo-prazo. Os retalhistas que atualmente procuram capitalizar as lojas pop-up incluem: Crate and Barrel, que está a abrir pelo menos quatro lojas pop-up sob a marca Tree Lot; a Hermes, que abrirá The Silk Bar no Time-Warner Center; e a Birchbox Local, que vai abrir uma pop-up em Chelsea Market. A equipa de agência da Jones Lang LaSalle está a preparar-se para concluir cerca de 5.500 contratos de arrendamento de curto-prazo para os seus clientes. “A época de Natal é um período crítico de vendas, e os espaços prime não-arrendados em centros comerciais poderão aumentar as margens para os retalhistas e permitir-lhes atrair uma nova base de clientes. Também esperamos que os retalhistas testem o lançamento de novos produtos através destas lojas pop-up”, disse Jennifer Adams, Diretora de Arrendamentos Especializados  na Jones Lang LaSalle Retail. 

4. Maximizar Espaço para maximizar vendas: O imobiliário é uma das maiores despesas para os retalhistas e otimizar o uso do espaço continua a estar no topo das prioridades. Os retalhistas estão a alinhar os objetivos do negócio com os do imobiliário de forma a que que as montras das lojas sejam uma plataforma para múltiplas oportunidades de compra. As lojas de grande dimensão estão a potenciar o seu espaço para serem destino único para todas as necessidades de compra da quadra natalícia, independentemente da forma como a encomenda é depois encaminhada. “Para os retalhistas, a localização das lojas é um catalisador potencial para o sucesso do negócio. Fazer mais com menos é a nova tendência, pelo que, atualmente, os retalhistas estão a maximizar os seus formatos existentes para expor produtos e atrair consumidores. A partir do momento em que um comprador entra na loja, é determinante criar um ambiente envolvente para aproveitar o seu poder de compra” acrescentou Larry Jensen, Diretor de Desenvolvimento e Operações na Jones Lang LaSalle Retail.

5. Criar uma Experiência de compra única: Os consumidores estão a utilizar diferentes canais para riscar itens das suas lista de compras e 89% dos compradores considera importante que os retalhistas facilitem ainda mais as compras multicanal. Até ao final do ano, existirão mais dispositivos móveis na terra do que pessoas, o que obrigará os retalhistas a pensarem como poderão integrar da melhor forma as ferramentas digitais para criar uma experiência única de compra omni-canal . Se um site demora mais do que 5 segundos a carregar, os retalhistas podem dizer adeus a quase 75% dos seus visitantes. “Os retalhistas experientes estão mais focados do que nunca em responder às exigências, expectativas e mudanças nas estratégias de compra por parte dos clientes. Estão a otimizar os seus sites para uma pesquisa pré-compra através do telemóvel, oferecendo ligações wi-fi gratuitas e equipando o seu staff com ferramentas como o I-Pad para uma verificação móvel rápida”, disse Julie Rickey, Diretora de Marketing de Consumo na Jones Lang LaSalle Retail.

O Grupo de Retalho da Jones Lang LaSalle proporciona serviços completos na área de retalho em todo o país (EUA). A empresa oferece uma vasta gama de serviços aos seus clientes, incluindo mediação para proprietários e inquilinos, gestão de imóveis, reporte financeiro, coordenação de inquilinos, arrendamento especializado, marketing, research, desenvolvimento e serviços de liquidação. Nos últimos dois anos, o Grupo de Retalho da Jones Lang LaSalle integrou cerca de 50 especialista em mediação na área de retalho em mercados de referência como Atlanta, Boston, Charlotte, Chicago, Dallas, Florida, Havai, Nova Iorque, Seattle e Califórnia do Sul. Na primeira metade de 2013, o grupo aumentou em mais de 60 as novas instruções e em mais de 30 os novos clientes de retalho na sua rede nos EUA. Para mais informações sobre a plataforma de retalho, pode visitar www.jlllretail.com.

Para mais notícias, vídeos e recursos de research sobre a Jones Lang LaSalle, visite a página online do centro média da firma em http://bit.ly/14hRbTl

National Retail Federation, NRF Forecasts Marginal Sales Gains This Holiday Season http://www.nrf.com/modules.php?name=News&op=viewlive&sp_id=1674

Accenture, Holiday Shopping Survey Results 2013 http://www.accenture.com/us-en/Pages/insight-holiday-2013-shopping-trends.aspx

- ends –


​1- “Black Friday” é a sexta-feira a seguir ao Dia da Ação de Graças nos EUA, que se realiza na quarta quinta-feira de novembro, sendo comumente associado ao início da época de compras de Natal e marcada por promoções muito acentuadas e com elevada adesão dos consumidores. 

2- “Christmas Creep” é um fenómeno de retalho no qual os retalhistas aproveitam o tema do Natal para promover as vendas, adiantando o início da quadra natalícia de compras. Habitualmente, a época de compras do Natal nos EUA começa com o Advento – entre 27 de novembro e 3 de dezembro – e dura até 12 dias após o Natal. O alargamento deste período através de um início antecipado é o que se chama de Christmas Creep. 

3- São ambas lojas temporárias ou com uma período de abertura ao público de curta-duração.

4- Uma experiência omni-canal é aquela que recorre a vários canais de compra, tratando-os de forma integrada para proporcionar uma experiência personalizada ao consumidor, mais do que apenas concretizar uma venda.