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Lisboa - Londres

Investimento em imobiliário terciário na Europa deverá ter caído 55% em 2008

De acordo com o novo relatório de research da Jones Lang LaSalle


De acordo com o último relatório de research da Jones Lang LaSalle, em 2008, o investimento directo em imobiliário terciário na Europa deverá ter atingido um patamar entre os 105 e os 110 biliões de euros, um decréscimo de 55% face ao ano anterior e que foi fortemente influenciado pelo declínio no valor dos imóveis e pela volatilidade das taxas de câmbio.

Apesar de ter abrandado logo na primeira metade de 2008, desde o colapso do Lehman Brothers em Setembro, a actividade de investimento agravou-se ainda mais. No quarto trimestre, tradicionalmente o mais forte do ano, as operações de investimento imobiliário directo movimentaram cerca de 16 biliões de euros, o que terá representado uma queda de 30% face ao trimestre anterior.

Tony Horrell, Director de Capital Markets da Jones Lang LaSalle, afirma: “Os volumes atingidos em 2008 não constituem surpresa para quem está no mercado, tendo em conta a situação dos mercados financeiros globais, o abrandamento económico generalizado e os níveis de confiança dos investidores. Apesar de acreditarmos que o pior já passou, a actividade de investimento deverá manter-se baixa nos primeiros meses do ano”.

As alterações profundas nos mercados globais de crédito imobiliário alteraram de forma significativa a dinâmica do mercado de investimento imobiliário directo. Ao longo de 2008, assistimos a uma redução na actividade de todos os tipos de investidores, incluindo investidores institucionais, empresas imobiliárias cotadas e fundos alemães, além de uma maior prudência por parte dos capitais estrangeiros e dos investidores privados.

O impacto da queda dos volumes de investimento propagou-se a toda a Europa, mas foi mais pronunciado no Reino Unido, Alemanha e França, onde as descidas atingiram os 60% para os 60 biliões de euros. Contudo, os diferentes mercados têm reagido a velocidades diferentes. Até à data, o abrandamento na actividade tem sido mais evidente sobretudo nos mercados maduros da Europa Ocidental, apesar de alguns mercados de menor dimensão desta região terem mantido níveis estáveis, sobretudo devido às operações de portefólios de grande dimensão concluídas no início do ano.
 
Na Europa Central e de Leste (ECL), o limitado stock de produtos de investimento e a suspensão da actividade de investimento por parte de alguns fundos abertos alemães conduziu a um abrandamento da actividade neste mercado, particularmente evidente durante a segunda metade do ano. Ainda assim, a quota da ECL no total do investimento imobiliário europeu subiu de 4% em 2007 para 8% em 2008.

O investimento estrangeiro, que durante oito anos consecutivos tem vindo a apresentar uma quota crescente e a superar o investimento doméstico, registou, pela primeira vez em 2008, um ligeiro decréscimo de quota de 63% para 60%, embora continuando a dominar o total do investimento realizado.

Tony Horrell acrescentou: “No mercado actual, há uma maior preocupação com a qualidade, os indicadores do mercado imobiliário e a procura futura por parte dos inquilinos. A recente correcção de preços está já a encorajar alguns investidores oportunísticos e players com capitais próprios. Contudo, o aumento acentuado dos níveis de investimento implicará um aumento substancial da liquidez nos mercados de crédito”.

E concluiu: “Em 2009, esperamos que o mercado seja palco de alguns investimentos ligeiramente mais alavancados à medida que os bancos ajustem os seus balanços. Como resultado das quedas acentuadas no valor dos imóveis a que já assistimos, os mercados estão agora mais próximos dos valores justos e irão oferecer excelentes oportunidades de compra em 2009. A oportunidade de adquirir stock de qualidade com um nível de preços aceitáveis e razoáveis está já a ser um catalisador em alguns mercados”.