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Lisboa

Expectativas positivas para a atividade hoteleira na Europa com enfoque nas cidades alemãs, Londres e Paris


​O Grupo de Hotéis & Hospitalidade da Jones Lang LaSalle (JLL H&H) divulgou os resultados do seu mais recente Global Hotel Investment Sentiment Survey, que traz boas noticias para os hotéis na região EMEA (Europa, Médio Oriente e África) já que as expectativas em relação à operação hoteleira se mantêm positivas quer a curto-prazo (seis meses) quer a médio-prazo (dois anos), com os investidores a mostrarem-se mais confiantes do que anteriormente, no início de 2013.
Das 31 cidades monitorizadas, 21 deverão apresentar um crescimento da performance nos próximos seis meses, um número que aumenta para 28 quando o horizonte é de médio-prazo. O sentimento dos investidores é mais positivo em relação às cidades alemãs (Munique, Frankfurt e Hamburgo), as quais continuam a beneficiar de fundamentals de mercado fortes, seguidas das cidades de Londres e Paris.

As exigências no que concerne as taxas de capitalização deverão manter-se relativamente estáveis nos próximos seis meses, aumentar de forma marginal para 7,2% (que compara com os 7,1% em abril de 2013), refletindo uma abordagem otimista, ainda que cautelosa, por parte dos investidores.

Jon Hubbard, CEO para o Norte da Europa da JLL H&H, afirma: “Já começámos a assistir a um interesse crescente por parte dos investidores institucionais, que estão disponíveis para entrar no mercado hoteleiro pois este devolve retornos mais elevados que outros ativos imobiliários alternativos. Em paralelo a este interesse institucional, continuamos a registar interesse por parte de privados/indivíduos com elevada liquidez e fundos soberanos que procuram adquirir os melhores ativos em cidades chave na Europa”.


“Em termos das estratégias dos investidores para os próximos seis meses, quase 50% dos investidores estão sobretudo focados nas aquisições, e estão a alargar a sua mira a mercados como Dublin, Manchester e Barcelona. Este foco para aquisições caiu 11,4% desde o último relatório que publicámos nesta área, o que é surpreendente, mas pode refletir que, com o crescimento dos volumes transacionados em 2013, alguns investidores estarão focados em gerir os ativos agora adquiridos”, disse ainda Jon Hubbard.


Em Barcelona, a melhoria das condições económicas e uma recuperação nas viagens a nível global conduziu a uma forte recuperação da ocupação em 2010, impulsionando um crescimento de dois dígitos do Rev-PAR. Ainda que o crescimento tenha abrandado no ano seguinte, manteve-se em terreno positivo desde então, apesar do aprofundamento da crise económica em Espanha. A cidade teve bom desempenho, considerando que a oferta hoteleira cresceu mais de 70% nos últimos dez anos. 


Christoph Harle, CEO para a Europa Continental da JLL H&H, disse: “Estes resultados refletem uma melhoria nas expetativas em relação à atividade hoteleira por parte dos nossos inquiridos. No nosso relatório anterior, as expetativas da atividade hoteleira a curto prazo, apesar de positivas, eram bastante cautelosas, com um saldo líquido de respostas positivas de 7,5%. Apenas seis meses mais tarde, os investidores estavam mais otimistas com um saldo líquido de respostas positivas na ordem dos 31,7% a curto-prazo e 58,5% a médio prazo, tornando Barcelona uma das 10 principais cidades em termos de confiança dos investidores, apenas algumas posições abaixo de Londres e Dubai”.


As expectativas para o aumento das taxas TIR em Barcelona recuaram ligeiramente nos últimos seis meses, e, fixando-se em 12%, estão agora 1,7% abaixo da média da região EMEA, traduzindo uma perspetiva positiva dos investidores relativamente ao mercado. Os inquiridos esperam que as taxas de capitalização se fixem em média nos 7,1%  a curto-prazo, abaixo da média de 7,7% de longo-prazo, o que quer dizer que os investidores estão dispostos a pagar preços mais elevados por ativos na cidade espanhola. 

 
“Outro exemplo em que o mercado contraria as perspetivas iniciais é Londres, onde as expectativas de atividade a curto-prazo são mais fortes à medida que o boom pós-Olímpico e o aumento na confiança do consumidor continua a ter um efeito positivo na performance da hotelaria. Com a oferta hoteleira a crescer cerca de 8,0% nos próximos dois anos, potencialmente forçando os operadores a aumentar as taxas médias, era de prever que as perspetivas de médio prazo fossem mais pessimistas. Contudo, os resultados do inquérito mostram que os investidores estão mais otimistas em relação às expetativas de atividade hoteleira na capital do Reino Unido”, disse ainda Harle.
 
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