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Lisboa - Londres

Capitais de €50 biliões disponíveis para investir em imobiliário terciário na Europa

Jones Lang LaSalle divulga perspectiva para mercado europeu de investimento em 2009


Mais de €50 biliões de capitais estarão disponíveis para investir em imobiliário terciário na Europa em 2009, revelou a Jones Lang LaSalle no «Time for Decisions», o seu mais recente documento no âmbito do investimento imobiliário europeu. Enquanto algumas previsões indicam que os investidores capitalizados apenas entrem no mercado para comprar activos com dificuldades, os gestores de patrimónios e instituições, os fundos oportunísticos e outras entidades internacionais, bem como alguns fundos abertos alemães estarão apenas à espera da oportunidade certa para poder entrar no mercado.

Tony Horrell, Head of European Capital Markets da Jones Lang LaSalle, afirma:”Não temos dúvida de que as condições operacionais em 2009 serão as mais desafiantes de sempre para muitos operadores no mercado. Mas, para os que adoptem uma visão de médio-prazo e que têm acesso a capital, pensamos que 2009 será o ano em que o mercado começará a desobstruir e a apresentar oportunidades imperdíveis. Para o investidor inteligente, este ano será ideal para se posicionar de forma a beneficiar das oportunidades de venda assim que estas se revelem”.

O financiamento para o sector imobiliário deverá continuar a apresentar limitações em 2009, com rácios de alavancagem muito reduzidos e margens mais elevadas. Tony Horrell continua: “Estamos convictos de que os bancos demorarão entre 3 a 5 anos a equilibrar os seus balanços e que apenas comecem a fazê-lo em 2009. Provavelmente adoptarão uma postura de extrema cautela e conservadorismo na gestão da sua elevada exposição ao sector imobiliário e deverão ser muito selectivos nos seus critérios de financiamento”.

Manuel Puig, director-geral da Jones Lang LaSalle (Portugal), refere: “Além da escassez das transacções de investimento que se verificou em Portugal no ano passado - que fez com que o mercado ainda não tenha acabado de fazer os seus reajustamentos – prevemos também que a nível de agência venha a existir uma maior dificuldade no fecho das negociações, pelo que a nível nacional seguiremos a tendência registada na maior parte dos mercados da Europa em relação ao abrandamento do volume de investimento e à descompressão das yields em mais de 50 pontos base, com a consequente descida do valor dos imóveis”.

Os volumes de investimento europeu caíram até 40% em alguns mercados, face ao pico atingido no Verão de 2007, e além disso, deverá continuar a registar-se um maior decréscimo no valor dos imóveis em 2009, pelo que, para alguns operadores, será mais vantajoso, neste momento, alienar nos mercados que ainda têm espaço para decrescer. No 4º trimestre de 2008, alguns mercados na Europa registaram uma descompressão das yields em mais de 200 pontos base, depois do pico registado no âmbito dos escritórios e centros comerciais prime. Noutros mercados, ainda deverão ocorrer correcções que ascenderão a mais de 50 pontos base.

Nigel Roberts, Chairman de European Research na Jones Lang LaSalle, comenta: “Algumas cidades como Londres, Paris e Madrid estão bastante avançadas na correcção dos seus mercados e irão, certamente, captar o crescente interesse dos investidores, caso estejam reunidas as condições para suportar os níveis de preço. As estimativas de valor justo, os indicadores dos valores máximos das yields e a especificação de preços dos activos serão factores de decisão fundamentais em 2009 para investidores que planeiam a sua entrada no mercado e que avaliam o preço e o valor das operações. Esperamos ainda que as condições de mercado possam contribuir para o aumento do número de operações com activos que raramente surgem no mercado e que estes reflictam os preços premium ou mudem de proprietário independentemente do mercado ter atingido um preço mínimo reconhecido”.

Nigel Roberts conclui: “Os mercados de arrendamento e o fortalecimento da procura serão os componentes cruciais dos cálculos de preço e valor em 2009. A componente da oferta na maioria dos mercados não será um problema, pois os pipelines estão bastante controlados em termos de projectos licenciados ou em construção. A atenção será dirigida à resistência da procura face a alguns dos indicadores económicos mais fracos das últimas décadas. Em alguns mercados, contudo, a fraca procura poderá levar ao sub-arrendamento e os espaços libertados conduzirão a elevadas taxas de disponibilidades”.