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Lisboa - Londres

Investimento em imobiliário de retalho na Europa Continental cresce 85% no 2º trimestre de 2009

Jones Lang LaSalle divulga novo relatório relativo ao imobiliário de retalho na Europa


O investimento directo em imobiliário de retalho na Europa Continental cresceu cerca de 85% no 2º trimestre de 2009, face ao trimestre anterior, de acordo com dados do mais recente relatório divulgado pela Jones Lang LaSalle. Esta performance foi fortemente influenciada pelo aumento da dimensão dos negócios e não pelo número de operações registadas, que ascenderam a um total de 38 no 2º trimestre (apenas mais 5 dos que as 33 concluídas nos primeiros três meses do ano). O volume transaccionado neste mercado no 2º trimestre foi de cerca de €1,9 mil milhões, quase o dobro dos €1,0 mil milhões no 1º trimestre. A performance semestral totaliza, assim, perto de €3 mil milhões, um volume próximo do negociado em igual período de 2004. Contudo, o 1º semestre de 2009 continuou a apresentar uma performance cerca de 63% abaixo do período homólogo, apesar dos inúmeros negócios de grande dimensão que se realizaram, incluindo 9 operações de mais de €100 milhões.
Jeremy Eddy, director principal do European Retail Capital Markets da Jones Lang LaSalle, afirma: “Um dos denominadores comuns de grande parte das transacções de investimento em retalho realizadas em 2009 é a disponibilidade de financiamento estruturado ou disponibilizado pelo vendedor ao comprador. Com o crédito a continuar extremamente restritivo em muitos mercados europeus, a disponibilidade de financiamento através do vendedor permitiu que muitos destes negócios de grande dimensão pudessem realizar-se”.

O mesmo responsável acrescenta: “As perspectivas para o investimento em imobiliário de retalho na Europa Continental durante o 2º semestre permanecem dominadas pela cautela. As transacções iniciadas em activos com dificuldades não são muito expressivas e as avaliações anuais intermédias não resultaram ainda em liquidez significativa. Contudo, diversas transacções desta natureza foram recentemente concluídas ou estão em negociação, particularmente na Alemanha, e acreditamos que continuará a verificar-se um forte interesse no stock de qualidade superior.”

No que respeita o mercado português, Pedro Lancastre, Director de Capital Markets da Jones Lang LaSalle (Portugal), refere: “Tal como nos outros sectores, têm sido escassas as operações de investimento a nível de retalho. Além da venda dos dois supermercados arrendados ao Pingo Doce não temos conhecimento de mais nenhuma operação neste sector. Acreditamos, contudo, que até ao fim do ano deva ser concretizada, pelo menos, uma grande operação. Apesar da crise são inúmeros os investidores internacionais que analisam atentamente algumas oportunidades de investimento que estão no mercado e muitos têm visitado o nosso País para conhecer alguns dos centros comerciais da Europa com melhor performance”.
 
À semelhança do 1º trimestre, no 2º trimestre de 2009, a Europa Ocidental concentrou a maior parte do volume de investimento em retalho (95%), verificando-se uma actividade muito limitada na Europa Central e de Leste, à medida que os investidores preferiram focar-se nos mercados domésticos e nos mercados europeus core.
Os cinco principais mercados da Europa dominaram o investimento em retalho na primeira metade do ano, tal como a Jones Lang LaSalle previra no seu relatório «Big Five», divulgado no Mapic em Novembro passado. A França e a Espanha registaram as suas primeiras transacções em 2009 já durante o 2º trimestre, depois de um primeiro trimestre sem registo de operações, e tornaram-se mesmo nos mercados mais activos do 2º trimestre, com a França a movimentar €693 milhões e a Espanha €360 milhões. As transacções de maior relevo incluíram a aquisição do centro comercial Le 31 em Lille pela Pramerica à Foruminvest por cerca de €160 milhões e a aquisição do Plenilunio Park em Madrid pela Orion à Banif por €235 milhões, a maior operação de um activo individual concluída até à data na Europa Continental em 2009.

Os centros comerciais na Europa Continental foram os principais activos transaccionados no âmbito do investimento em retalho no 1º semestre de 2009 (€2,0 mil milhões, correspondentes a 69% do volume), consideravelmente acima dos níveis do trimestre anterior.

O comércio de rua permaneceu bastante atractivo em todos os países devido à dimensão dos activos e à segurança do retorno. O mercado de sale & leaseback está igualmente a observar uma actividade crescente, particularmente nas instalações de retalho para uso alimentar, impulsionado quer pela necessidade de capital dos retalhistas quer pelo interesse dos investidores em obter retornos de longo-prazo e com segurança. O sector dos retail parks foi fortemente atingido no 1º semestre de 2009, representando apenas 13% do total do volume, comparando com os 30% alcançados no 1º semestre de 2008.

Os fundos institucionais foram os investidores mais activos, contabilizando cerca de 40% do volume total, sendo claro que os problemas existentes no mercado de crédito continuaram a dificultar a actividade dos compradores alavancados.

No que respeita ao Reino Unido, o investimento em activos de retalho atingiu os €1,8 mil milhões no 1º semestre de 2009, com as principais operações a terem lugar no 1º trimestre, já que o trimestre seguinte se assistiram a muito poucas operações e a um stock de oferta reduzido. Os yields para os activos prime estão a estabilizar e enquanto o nível de procura e a confiança dos investidores melhoraram, a falta de inquilinos e o declínio das rendas continuaram a afectar os valores, particularmente nos mercados secundários. Os compradores capitalizados dominam o mercado, à medida que a obtenção de financiamento continua a apresentar inúmeros desafios. Adicionalmente, os investidores aceitam pagar um prémio para obter um retorno seguro e de longo-prazo.
 
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Nota para os Editores: Este research considera todas as vendas para investimento de centros comerciais, retail parks e outlets na Europa Continental. A análise exclui os mercados do Reino Unido e da Irlanda, comércio de rua e qualquer negócio abaixo dos 5 milhões de euros.
 
Sobre a Jones Lang LaSalle
A Jones Lang LaSalle (NYSE:JLL) é uma empresa de serviços financeiros e profissionais especializados em imobiliário. A empresa disponibiliza serviços imobiliários integrados prestados por equipas de especialistas em todo o mundo para clientes que procuram obter valor acrescentado na promoção, na ocupação ou no investimento imobiliário. Com uma facturação global de 2,7 mil milhões de dólares em 2008, a Jones Lang LaSalle conta aproximadamente com 180 escritórios em todo o mundo, operando em mais de 750 cidades presentes em 60 países. A Jones Lang LaSalle é líder da indústria imobiliária na prestação de serviços de gestão de propriedades e de instalações corporativas, com um portfólio de 120 milhões de m² geridos mundialmente. A LaSalle Investment Management, empresa da Jones Lang LaSalle a actuar na área de gestão de investimento, é uma das maiores empresas mundiais do sector, gerindo um dos leques mais diversificados de capitais imobiliários e sendo responsável pela gestão de uma carteira de activos avaliada em mais de 46 mil milhões de dólares. Presente em Portugal desde 1997, a Jones Lang LaSalle conta com uma equipa pluridisciplinar composta por 38 profissionais, desenvolvendo a sua actividade nos mercados de escritórios e retalho, nas áreas de agência, investimento, corporate solutions, consultoria e avaliações, gestão, arquitectura e research.
Para mais informações, visite www.joneslanglasalle.pt | Avenida Duque D’Ávila, 141,1ºdt.º 1050-081 Lisboa